Atualizado 15 de janeiro de 2026 por Sergio A. Loiola
Uma cientista brasileira e colegas da Faculdade Trinity de Dublin desenvolveram um método que permite extrair mais energia da luz usando a “Liquefação da Luz”.
A pesquisa foi publicada na Revista Physical Review A.

A descoberta poderá influenciar o desenvolvimento de componentes e dispositivos especializado, a quantidade de energia que podemos captar da luz solar, de lâmpadas, LEDs e muito mais e, em seguida, reaproveitá-la para realizar tarefas úteis.
Veremos a seguir como os pesquisadores alcançaram o feito teórica que permite otimizar a extração de energia da luz. Em texto, imagens e videos.
Quais as vantagens de usar a energia da luz, como a solar? Como esse novo método pode ajudar a aumentar o rendimento e baratear sistemas de energia solar? Deixe seu comentário no final!
Vídeo 1: Energia Solar não é Calor! Como a Luz se Torna Eletricidade nos Painéis Fotovoltaicos?
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A condensação dos fótons permite desenvolver dispositivos que aumentarão a quantidade de energia captada da luz solar
Uma pesquisadora brasileira e seus colegas da Faculdade Trinity de Dublin, na Irlanda, acreditam que novas descobertas sobre o comportamento da luz podem viabilizar uma maneira de resolver um dos desafios mais antigos da ciência:
- – Como transformar calor em energia útil.

Por enquanto é apenas uma demonstração teórica, mas Luísa Toledo Tude já tem os planos para testá-la em laboratório.
Se der certo, a descoberta poderá influenciar o desenvolvimento de componentes e dispositivos especializados que, em última análise, aumentarão a quantidade de energia que podemos captar da luz solar, de lâmpadas, LEDs e muito mais e, em seguida, reaproveitá-la para realizar tarefas úteis.
O segredo está em uma espécie de liquefação da luz: Quando os fótons (partículas de luz) são aprisionados em volumes pequenos o suficiente, eles sofrem uma forma de condensação, na qual se comportam coletivamente, como partículas de um líquido, deixando de agir como partículas independentes.

Na prática, isso concentra a energia luminosa em um feixe pequeno e intenso de uma única cor muito pura, semelhante à emissão de um laser.
Isso cria um fluido de luz-matéria, ou luz líquida, cujo exemplo mais conhecido é o condensado de Bose-Einstein. Esse fenômeno tem sido largamente observado em experimentos, mas sempre usando a energia concentrada de um laser.
Agora, graças à nova análise teórica, Luísa e seus colegas acreditam que o mesmo fenômeno pode ser alcançado usando energia difusa, como a energia fornecida pela luz solar, por lâmpadas ou mesmo por pequenos LEDs.
E a energia extraída com maior eficiência dessas fontes luminosas pode gerar um trabalho útil extra.
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O objetivo principal seria produzir energia ‘útil’ para células solares e até motores microscópicos
Ao modelar como os fótons se organizam dentro de espaços microscópicos, a equipe descobriu que o comportamento dos fótons se assemelha ao funcionamento dos motores de calor, os dispositivos mais comuns com que contamos para transformar energia em trabalho.

“Dessa forma, as mesmas leis que limitam as máquinas a vapor e as usinas elétricas determinam se os fótons se condensam ou não.
Além do apelo conceitual deste trabalho, acreditamos que ele poderá influenciar o desenvolvimento de dispositivos ópticos que dependem do direcionamento do fluxo de energia luminosa em nível quântico, desde células solares até motores microscópicos movidos a radiação,” disse o professor Paul Eastham, coordenador do estudo.
“O objetivo principal de tais dispositivos ópticos seria produzir energia ‘útil’,” acrescentou Luísa, “que se manifestaria como luz semelhante à de um laser. Em termos relativos, essa energia é fácil de converter em outras formas, e qualquer aplicação envolveria esse processo.

Por exemplo, seria possível combinar um dispositivo desse tipo com células solares para aumentar a quantidade de energia elétrica captada da luz solar.”
Agora falta colocar a mão na massa.
“Como o próximo passo é testar a teoria em um ambiente de laboratório, devemos ter cautela para não especular demais neste momento, mas é claro que é empolgante pensar que este trabalho possa um dia nos ajudar a aumentar a quantidade de energia útil que podemos capturar de fontes de luz e, em seguida, utilizá-la para alimentar os milhões de dispositivos que necessitam dela,” finalizou a pesquisadora brasileira.
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Vídeo 2: Como Pontos Quânticos Podem Tornar o Painel Solar Mais Eficiente
Bibliografia
Revista Physical Review A
Artigo: Photon condensation from thermal sources and the limits of heat engines
Autores: Luísa Toledo Tude, Emily Haughton, Paul R. Eastham
Vol.: 113, L010201
DOI: 10.1103/6lyv-trfj
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Método da “Liquefação da Luz” Permite Extrair Mais Energia da Luz


















