Atualizado 12 de janeiro de 2026 por Sergio A. Loiola
Pesquisadores desenvolveram técnica que permite unir materiais duros e macios apenas com eletricidade, sem usar cola, similar a eletroadesão.
Este efeito de eletroadesão promete ajudar a criar robôs biohíbridos, melhorar implantes biomédicos e permitir novas tecnologias de baterias.
A pesquisa foi publicada na Revista ACS Central Science.

A seguir veremos como os pesquisadores alcançaram a nova técnica para unir diferentes materiais com uso da eletricidade, e as possibilidades de aplicação para melhorar outras técnicas. Em texto, imagens e vídeos.
Em quais aplicações você usaria esse tipo de união de materiais? Quais as vantagens da eletroadesão? Deixe seu comentário no final!
Vídeo 1: A pinça macia com eletroaderência permite segurar frutas delicadas sem danificá-las
Vódeo2: Este vídeo é sobre eletroaderência
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Eletroadesão: Colar com eletricidade
Existe uma maneira de unir materiais duros e macios sem precisar usar cola, fita adesiva ou soldagem – eletricidade é o suficiente.
Essa técnica é um novo sistema de união de materiais chamado de eletroadesão – mas totalmente diferente de técnicas anteriores que usaram este nome.

Um campo elétrico de corrente contínua pode ser usado para aderir metais ou grafite a materiais macios, incluindo géis, tecidos animais, frutas e vegetais. Essa eletroadesão é reversível e funciona até mesmo debaixo d’água.
Agora, Wenhao Xu e colegas da Universidade de Maryland, nos EUA, descobriram que a aplicação de uma pequena voltagem a certos objetos forma ligações químicas que ligam os objetos de forma segura e firme, mas reversível – basta inverter a direção do fluxo de elétrons para separar novamente os dois materiais, sem danos.
Este efeito de eletroadesão promete ajudar a criar robôs biohíbridos, melhorar implantes biomédicos e permitir novas tecnologias de baterias.
“Relatamos nossa descoberta de que condutores eletrônicos duros (por exemplo, metais ou grafite) podem ser eletroaderidos a uma variedade de materiais aquosos macios, incluindo hidrogéis, frutas e tecidos animais,” escreveu a equipe.
A equipe enfatiza que a técnica que eles desenvolveram é conceitualmente diferente de todos os usos anteriores do termo ‘eletroadesão’.
A adesão pode ser alcançada em apenas alguns segundos se o gel tiver alta condutividade iônica. A adesão é muito forte: A força de adesão é limitada principalmente pela resistência do gel e excede 150 kPa.
Além disso, os dois materiais permanecem unidos por longos períodos após a eletricidade ter sido interrompida – pedaços de gel e de grafite permaneceram colados por meses.
Curiosamente, O novo Sistema pode ser obtido até mesmo debaixo d’água, onde adesivos típicos não podem ser usados.
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Vídeo 1: A pinça macia com eletroaderência permite segurar frutas delicadas sem danificá-las.
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Novo processo pode ligar reversivelmente um material duro, como o grafite, a um material macio, basta inverter a corrente para descolar
Embora o termo eletroadesão seja usado para descrever fenômenos diferentes, uma definição envolve a passagem de uma corrente elétrica através de dois materiais, fazendo com que eles se unam, graças a atrações ou ligações químicas.
Anteriormente, a mesma equipe havia demonstrado que a eletroadesão pode unir materiais macios e com cargas opostas e até mesmo ser usada para construir estruturas simples.

Desta vez, eles queriam ver se o processo poderia ligar reversivelmente um material duro, como o grafite, a um material macio, como um tecido animal.
Eles descobriram que sim, bastando que o material duro seja eletricamente condutor e o material macio conduza íons.
Quando uma tensão de apenas 5 volts foi aplicada a um par de peças de grafite e gel, durante três minutos, o gel aderiu permanentemente ao eletrodo carregado positivamente.

A ligação química ficou tão forte que, quando um dos pesquisadores tentou separar as duas peças, o gel rasgou antes de se desconectar do eletrodo.
Contudo, quando a direção da corrente foi invertida, o grafite e o gel se separaram facilmente – e o gel aderiu ao outro eletrodo, que agora estava carregado positivamente.
Testes semelhantes foram realizados em uma variedade de materiais – metais, diversas composições de gel, tecidos animais, frutas e vegetais – para determinar o caráter genérico do fenômeno.
Outro experimento mostrou que a eletroadesão pode ocorrer completamente debaixo d’água, revelando uma gama ainda maior de aplicações possíveis.
A equipe afirma que esta técnica pode ajudar a criar novas baterias, viabilizar a robótica biohíbrida, aprimorar implantes biomédicos e muito mais.
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Vídeo 2: Este vídeo é sobre eletroaderência
Bibliografia
Revista ACS Central Science
Artigo: Reversibly Sticking Metals and Graphite to Hydrogels and Tissues
Autores: Wenhao Xu, Faraz A. Burni, Srinivasa R. Raghavan
DOI: 10.1021/acscentsci.3c01593
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Descoberta Permite Unir Materiais Apenas Com Eletricidade, Sem Usar Cola


















