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Atualizado 26 de fevereiro de 2026 por Sergio A. Loiola

Engenheiros concluem com sucesso a Revisão de Design Crítico (CDR) e teste de ruptura do motor do foguete MLBR. Conheça o próximo passo do Micro Lançador Brasileiro.

O Microlançador Brasileiro (MLBR) é um projeto estratégico para lançar pequenos satélites, desenvolvido por um consórcio 100% nacional liderado pela Cenic Engenharia, com apoio da AEB e Finep.

Poderá lançar satélites na Orbita LEO, a até 450 km de altitude.

O desenvolvimento do Microlançador Brasileiro (MLBR) conta com o suporte técnico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).Imagem: Divulgação/Governo federal

A seguir conheceremos o foguete MLBR, e por que os teste de ruptura crítica do motor e a aprovação da revisão técnica credenciam o Brasil a se tornar um lançador de satélites. Em texto, imagens e vídeos.

Enquanto o mundo olha para a Lua com a Artemis, o Brasil dá um passo silencioso e firme com o MLBR. O sucesso no teste de ruptura do motor e a aprovação do Design Crítico (CDR) mostram que a engenharia nacional está pronta para o mercado de pequenos satélites.

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É a prova de que inovação não depende apenas de orçamento bilionário, mas de engenhosidade e persistência. O que você acha do potencial brasileiro na nova corrida espacial? Deixe seu comentário no final!

Vídeo 1: Veículo espacial brasileiro passa por teste bem sucedido de resistência do motor

Vídeo 2: Testado com sucesso; Foguete brasileiro que irá lançar satélite avança em seu desenvolvimento

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Foguete brasileiro MLBR passa por teste bem sucedido de resistência do motor e na aprovação do Design Crítico (CDR)

O Microlançador Brasileiro (MLBR), iniciativa voltada ao desenvolvimento de um veículo lançador de pequeno porte para colocar satélites em órbita a partir do território nacional, concluiu com sucesso, em 24 de janeiro de 2026, um importante teste de resistência do motor do primeiro estágio.

O ensaio representa mais um avanço no cronograma do projeto e confirma a segurança e a robustez do sistema.

O desenvolvimento do Microlançador Brasileiro (MLBR) conta com o suporte técnico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).Imagem: Divulgação/Governo federal

Conhecido como ensaio hidrostático, o teste foi realizado em banco de provas e teve como objetivo simular as principais condições enfrentadas durante um lançamento, como a pressão interna no motor e os esforços mecânicos que atuam sobre o veículo no momento da decolagem.

Durante o procedimento, o motor foi preenchido com água e submetido a um aumento gradual de pressão, enquanto um pistão instalado na base do equipamento reproduziu as cargas típicas do voo.

A metodologia permite avaliar o comportamento estrutural do sistema de forma segura e controlada, antes da realização de testes com propelente.

O resultado superou as expectativas do projeto.

A ruptura do motor ocorreu apenas a 103 bar, valor significativamente superior à pressão máxima prevista para a operação nominal, estimada em 67 bar, indicando uma ampla margem de segurança estrutural.

Para Ralph Correa, da Cenic, empresa líder do projeto, o teste marca um avanço importante no desenvolvimento do veículo.

O teste integra a sequência de etapas previstas para a qualificação dos sistemas do veículo, que busca ampliar a autonomia do Brasil no acesso ao espaço e atender à crescente demanda por lançamentos de pequenos satélites.

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O Microlançador Brasileiro – MLBR – alcançou um marco decisivo: a conclusão bem-sucedida da Critical Design Review (CDR)

Em maio de 2025, o projeto do Microlançador Brasileiro – MLBR – alcançou um marco decisivo em seu cronograma: a conclusão bem-sucedida da Critical Design Review (CDR).

O desenvolvimento do Microlançador Brasileiro (MLBR) conta com o suporte técnico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).Imagem: Divulgação/Governo federal

Seguindo padrões internacionais aplicados a programas aeroespaciais de alta complexidade, a CDR é uma etapa obrigatória, que avalia se o sistema projetado é seguro, viável e aderente aos requisitos da missão.

Com 12 metros de altura, 1,1 metro de diâmetro e capacidade para transportar até 30 kg de carga útil em órbita baixa, o MLBR será impulsionado por três motores de propelente sólido, com lançamento previsto para 2026.

Desde a Preliminary Design Review (PDR), o projeto passou por ajustes técnicos que visaram aumentar a estabilidade e o controle do veículo em voo.

Também foi realizado um leve incremento de massa, permitindo maior capacidade de armazenamento de combustível e, consequentemente, melhor desempenho na inserção orbital.

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Destaques além do esperado: sistemas de telemetria – responsáveis pela transmissão de dados do veículo para a estação em solo – e do sistema de navegação inercial (SNI)

Durante a CDR, alguns subsistemas se destacaram por apresentarem um nível de maturidade superior ao esperado para esta fase.

É o caso dos sistemas de telemetria – responsáveis pela transmissão de dados do veículo para a estação em solo – e do sistema de navegação inercial (SNI), cujos modelos de qualificação já foram construídos e testados com sucesso. Ambos já se encontram na configuração final que será utilizada no voo.

Entre os ensaios realizados, destacam-se os testes de qualificação por vibração do SNI-GNSS.

Sistema de Navegação Inercial. Foto: Concert Technologies

As simulações, conduzidas em ambiente laboratorial, replicaram as intensas oscilações esperadas durante o lançamento, incluindo fases críticas como ignição, aceleração máxima e separação de estágios.

Os perfis de vibração utilizados foram baseados em dados reais de missão, assegurando um teste robusto e representativo.

Outro marco técnico foi a validação da integração entre o SNI-GNSS e o Computador de Missão (CDM) – o “cérebro de bordo” do foguete.

O CDM é responsável pelo monitoramento e controle em tempo real dos sistemas críticos durante o voo, processando dados dos sensores e tomando decisões autônomas para garantir a estabilidade, precisão e segurança da missão.

Já está operacional uma versão preliminar do APDT (Aquisição e Processamento de Dados de Telemetria), que fará parte do Banco de Controle.

A realização da CDR consolida, portanto, um avanço significativo no desenvolvimento do MLBR, evidenciando a sinergia entre as empresas envolvidas e a maturidade crescente do projeto.

Mais do que um marco técnico, o momento simboliza o fortalecimento da capacidade nacional de desenvolver soluções espaciais completas e de alta complexidade.

“O MLBR representa o fortalecimento da indústria espacial nacional, impulsionando o setor de alta tecnologia e desenvolvendo novas competências no país”, destaca Ralph Corrêa.

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Avaliação Systems Qualification Review (SQR): qualificação dos principais subsistemas, propulsão, redes elétricas, estruturas e a rampa de lançamento.

A próxima grande etapa é a Systems Qualification Review (SQR), em que será avaliada a qualificação dos principais subsistemas do veículo, como propulsão, redes elétricas, estruturas e a rampa de lançamento.

No que se refere à propulsão, os testes principais serão os chamados “tiros em banco” – ensaios estáticos realizados com os motores fixados em uma bancada.

Simulações de dinâmica dos fluidos computacionais (CFD), cálculo de trajetória e desempenho, definição de cargas de voo, análise estrutural estática e dinâmica do MLBR.

Esses testes permitirão validar o empuxo gerado em comparação ao previsto em projeto, a resistência estrutural durante a queima e o comportamento térmico dos componentes expostos a altas temperaturas.

Já para a eletrônica embarcada, serão conduzidos testes ambientais que simularão as condições extremas do voo espacial, incluindo variações severas de temperatura, vibração e choque mecânico decorrente da separação de estágios.

Entre os ensaios previstos, destacam-se os testes de Compatibilidade Eletromagnética (EMC), que avaliam a emissão e a resistência dos componentes a interferências eletromagnéticas, descargas eletrostáticas e surtos conduzidos pelos cabos do sistema.

O MLBR é um programa brasileiro dedicado ao desenvolvimento de veículos lançadores de alta performance para missões científicas e lançamento de satélites para órbita baixa (LEO)


O MLBR é um programa brasileiro dedicado ao desenvolvimento de veículos lançadores de alta performance, com foco em missões científicas e no lançamento de satélites para órbita baixa.

Reunindo especialistas de diversas áreas da engenharia, o projeto representa um passo estratégico em direção à soberania nacional no acesso ao espaço.

Para um veículo orbital como o MLBR, o controle ativo de sua estabilidade e guiamento é essencial. Neste contexto, o MLBR possuirá controle por tubeira móvel e controle de rolamento por mini propulsores, os quais também atuarão como controle de atitude para os dois estágios superiores. Imagem:  Fibraforte

A iniciativa é financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB).

O desenvolvimento é conduzido por um arranjo produtivo nacional que integra empresas brasileiras de base tecnológica, como Cenic Engenharia, ETSYS, Concert Space, Delsis e Plasmahub, além de parceiras estratégicas como Bizu Space, Fibraforte, Almeida’s e Horuseye Tech.

MLBR é equipado com três propulsores sólidos, derivados de motores desenvolvidos com emprego de tecnologias próprias ou visadas em curto prazo.

Procura-se, em seus projetos em curso, compatibilizá-los com as facilidades e procedimentos de carregamento de propelente já disponíveis no País, graças e investimentos passados realizados pelo Brasil através do DCTA/IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da Força Aérea Brasileira), que tem apoiado o programa desde seu edital de chamada pública, realizado pela FINEP em 2022.

Os novos motores são denominados com base no designativo NAURU (“valente” em Tupi Guarani), adotando-se a letra “N”, seguida de sua quantidade de propelente, da seguinte forma:

Primeiro estágio – Propulsor N-90 para um motor carregado com aproximadamente 9.000 kg de propelente;

Segundo estágio – Propulsor N-09, para um motor carregado com aproximadamente 900 kg de propelente;

Terceiro estágio – Propulsor N-04, para um motor carregado com aproximadamente 400 kg de propelente.

Cabe também destacar a inovação significativa no projeto dos propulsores: o aço tradicionalmente utilizado em suas estruturas agora sendo substituído por compósito de fibra de carbono.

Tal alteração reduziu consideravelmente a massa seca dos motores, aumentando a carga útil que o veículo pode transportar para órbita, com seu dimensionamento geométrico respeitando sempre a compatibilização com as facilidades de carregamento de propelente disponíveis no País, com o melhor compromisso técnico para o cumprimento da missão estabelecida pela chamada pública governamental.

Bibliografia

CENIC

Brasil avança no desenvolvimento do foguete MLBR

Brazilian Space

Projeto MLBR – Microlançador Brasileiro: Mais Que Um Foguete, Um Sonho Nacional

CGEE

Microlançador brasileiro passa por teste bem sucedido de resistência do motor

Análise Audiovisual

Vídeo 1 – Global Militar: Veículo espacial brasileiro passa por teste bem sucedido de resistência do motor

Vídeo 2 – Global Militar: Testado com sucesso; Foguete brasileiro que irá lançar satélite avança em seu desenvolvimento

Política de Uso

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Foguete Brasileiro MLBR Supera Testes de Motor e Design e Está Pronto para Voar | Nature & Space

1 COMMENT

  1. 🚀 O Brasil tem vocação para a Economia Espacial?
    Por que a soberania tecnológica espacial se tornou o ouro moderno das tecnologias?
    🔭Além das Telecomunicações, imageamento ambiental, defesa civil, clima, agricultura, transporte, saúde e educação quais outras áreas podem ser beneficiadas?

    Deixe seu comentário!

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