Atualizado 4 de abril de 2026
Nanotecnologia inédita contra o câncer desenvolvida por cientistas da UFMS Reduziu 99 % de tumor, e ampliou em 300 vezes a eficiência dos medicamentos, apresentando potencial para revolucionar a quimioterapia.
A pesquisa foi publicada na Revista Pharmaceutics – MDPI.
A seguir veremos como e por que essa inovação com nanopartículas da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul promete uma quimioterapia sem efeitos colaterais, reduzir custo com medicamentos e facilitar a recuperação de forma revolucionária. Em texto, Imagens e vídeos.

Estaríamos assistindo ao fim da quimioterapia tradicional e ao nascimento de uma medicina de eficiência absoluta, onde o medicamento só age onde é necessário?
Vídeo 1: Nanotecnologia, a Revolução no Tratamento do Câncer e de outras Doenças
Vídeo 2: Médico brasileiro desenvolve molécula sintética que pode revolucionar o tratamento do câncer
Vídeo 3: Boa Notícia: Nova técnica usa luz infravermelha e moléculas de corante para atacar células do câncer
🔭 Siga Nature & Space no Google News 📨

LEIA MAIS
UFMG Desenvolve Nanotecnologia Contra Câncer de Intestino | Nature & Space
É Possível a Edição Genética Mudar os Genes para Melhor?
Cientista Chilena Descobriu Probiótico que Barra Bactéria Cancerígena no Estômago | Nature & Space
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
O combate ao câncer, além de medicamentos adequados, requer um sistema de entrega invisível e inteligente da química até as células afetadas
E se a cura para o câncer não estivesse em um novo medicamento, mas em um sistema de entrega invisível e inteligente?
A ciência no Brasil acaba deu um salto quântico na oncologia. Pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS provaram que é possível destruir 99% de um tumor poupando o restante do corpo.
A descoberta da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) é um marco na oncologia de precisão. Ao reduzir um tumor em 99% e aumentar a eficiência do medicamento em 300 vezes, a nanotecnologia não está apenas combatendo o câncer, ela está redesenhando a quimioterapia.

O grande avanço aqui é a eliminação do “efeito colateral sistêmico”. O nanofármaco age como um “míssil teleguiado” que ignora as células saudáveis e ataca exclusivamente o tumor.
A pesquisa foi desenvolvida na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), avançou no desenvolvimento de uma nova forma de “transportar” medicamentos usados na quimioterapia.
O transporte é como o medicamento entra no organismo, circula pelo corpo e chega à célula doente. Em testes experimentais, a tecnologia alcançou até 99,6% de inibição do crescimento tumoral e redução superior a 90% no peso dos tumores, ou seja, o câncer cresceu menos e permaneceu menor.

O projeto foi contemplado pela Chamada Especial Fundect/UFMS 23/2022 – Atração de Recém-doutores para Mato Grosso do Sul, com recursos da Fundect, e também recebeu recursos do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), iniciativa voltada ao fortalecimento da pesquisa científica aplicada à saúde pública em parceria com o Ministério da Saúde.
A pesquisa visa principalmente tumores sólidos, com resultados promissores na inibição do crescimento e peso das massas tumorais.
- A tecnologia demonstrou alta seletividade, atuando intensamente no tumor e reduzindo a necessidade de doses elevadas, o que diminui efeitos colaterais comuns da quimioterapia tradicional, como náuseas e queda de cabelo.
▶️ Inscreva-se no Canal Nature & Space: Videos Novos nas PlayLists Todo Dia!

Vídeo 1: Nanotecnologia, a Revolução no Tratamento do Câncer e de outras Doenças
LEIA MAIS
Bactérias Boas, Os ProBióticos, Podem Melhorar a Saúde dos Ossos
Uso de IA em Exames Oculares Detectas Riscos de Doenças Gerais no Corpo
Butantan: Vacina Brasileira Contra Dengue Tem Alta Eficácia
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
Com base na sílica as partículas funcionam como “veículos” dos medicamentos, levam o quimioterápico até as células doentes, utilizando quantidades menores do fármaco
O estudo trabalha com nanopartículas, estruturas extremamente pequenas (milhares de vezes menores que a espessura de um fio de cabelo, por exemplo).
Produzidas a partir de sílica, essas partículas funcionam como “veículos” dos medicamentos, levando o quimioterápico, através do corpo, diretamente até as células doentes. Desta forma, é possível manter o efeito do tratamento utilizando quantidades menores do fármaco.
“O planejamento do tamanho e da morfologia da matriz carreadora, assim como a adição dos fármacos, foi bem-sucedido, mantendo a atividade anticâncer dos medicamentos e reduzindo as concentrações necessárias”, afirma o professor da UFMS, Marcos Utrera Martines, responsável pela pesquisa.

Nos testes realizados em laboratório, as nanopartículas demonstraram forte capacidade de impedir a multiplicação das células tumorais.
Os resultados também indicaram alta seletividade, ou seja, a tecnologia foi muito mais eficaz contra células cancerígenas do que contra células saudáveis, o que aponta para a possibilidade de reduzir efeitos colaterais comuns da quimioterapia tradicional.
Em uma etapa seguinte, os pesquisadores avaliaram o desempenho da tecnologia em testes experimentais que analisaram o crescimento e o peso dos tumores.
As nanopartículas contendo citarabina e doxorrubicina apresentaram os melhores resultados, com índices de inibição do crescimento tumoral de até 99,6% e redução do peso tumoral acima de 90%.
A pesquisa também utilizou o ácido fólico como estratégia de direcionamento. Muitas células cancerígenas apresentam grande quantidade de receptores dessa substância, o que facilita que o medicamento seja conduzido preferencialmente até o tumor.

O professor Martines explica que o ácido fólico funciona como um “endereço” para o medicamento, pois muitas células cancerígenas têm mais receptores dessa substância em sua superfície.
“O ácido fólico é usado como direcionador de fármacos porque diversas células cancerígenas superexpressam receptores de folato na sua superfície”, completa.
O projeto resultou ainda em pedidos de patentes e apresenta potencial de transferência tecnológica para o setor produtivo e para o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de parcerias para o desenvolvimento produtivo ou da criação de empresas de base tecnológica.
A expectativa da equipe de pesquisadores é que, com a continuidade dos estudos, a tecnologia contribua para ampliar o acesso a tratamentos mais eficientes e com menor impacto ao organismo.
“Ao apoiar projetos como este, a Fundect fortalece a pesquisa científica em Mato Grosso do Sul, estimula a formação de pesquisadores qualificados atraindo mais doutores para nosso Estado e contribui para o desenvolvimento de tecnologias com potencial de aplicação futura no Sistema Único de Saúde”, afirma Cristiano Carvalho, diretor-presidente da Fundect.
▶️ Inscreva-se no Canal Nature & Space: Videos Novos nas PlayLists Todo Dia!

Vídeo 2: Médico brasileiro desenvolve molécula sintética que pode revolucionar o tratamento do câncer
LEIA MAIS
Sensor de Material Reciclável Detecta Covid-19 em Minutos
Cientistas da UFRJ Descobrem Proteína Capaz de Reverte Lesão da Medula
Rapha: UNB Desenvolveu Dispositivo que Acelera Cura de Pé Diabético
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
O futuro sonhado chegou: potencializado com uso de IA e automação as nanopartículas inteligentes representam uma nova era de terapia do câncer precisa e personalizada
O câncer é uma das principais causas de morte e morbidade, com uma fisiopatologia complexa. As terapias tradicionais contra o câncer incluem quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo e imunoterapia.
No entanto, limitações como a falta de especificidade, a citotoxicidade e a resistência a múltiplos fármacos representam um desafio substancial para o tratamento eficaz do câncer. O advento da nanotecnologia revolucionou o campo do diagnóstico e tratamento do câncer.
Nanopartículas são partículas que têm em geral 1–100 nm. Podem ser usadas para tratar o câncer devido às suas vantagens específicas, como biocompatibilidade, toxicidade reduzida, maior estabilidade, efeito de permeabilidade e retenção aprimorado e direcionamento preciso.

O sistema de liberação de fármacos por nanopartículas é específico e utiliza as características do tumor e do microambiente tumoral.
As nanopartículas não apenas resolvem as limitações do tratamento convencional do câncer, mas também superam a resistência a múltiplos fármacos.
Além disso, à medida que novos mecanismos de resistência a múltiplos fármacos são desvendados e estudados, as nanopartículas estão sendo investigadas com mais vigor.
Diversas implicações terapêuticas das nanoformulações criaram novas perspectivas para o tratamento do câncer. No entanto, a maior parte da pesquisa se limita a estudos in vivo e in vitro, e o número de nanomedicamentos aprovados não aumentou muito ao longo dos anos.
▶️ Inscreva-se no Canal Nature & Space: Videos Novos nas PlayLists Todo Dia!

Vídeo 3: Boa Notícia: Nova técnica usa luz infravermelha e moléculas de corante para atacar células do câncer
LEIA MAIS
Jovem de 14 Anos Criou App: Detecta Doença Cardíaca em 7 Seg
Desenvolvidos Dois Novos Adesivos para Reparar Coração Danificado
Proteína Vegetal Aumenta Expectativa De Vida Em Adultos
Exame De Sangue Prevê Alzheimer Com 30 Anos De Antecedência
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
Nanopartículas inteligentes, Inteligência artificial e automação aceleram os testes e as descobertas de novos medicamentos
O campo mais promissor para medicamentos é das nanopartículas inteligentes, capazes de responder a sinais biológicos ou serem guiadas por eles, estão emergindo como uma plataforma para a administração de fármacos em tratamentos oncológicos de precisão.
Os campos da oncologia, nanotecnologia e biomedicina têm testemunhado avanços rápidos, impulsionando o desenvolvimento de nanopartículas inteligentes para terapias oncológicas mais seguras e eficazes.

Diversos avanços em nanopartículas inteligentes incluem nanopartículas poliméricas, dendrímeros, micelas, lipossomas, nanopartículas proteicas, nanopartículas de membrana celular, nanopartículas de sílica mesoporosa, nanopartículas de ouro, nanopartículas de óxido de ferro, pontos quânticos, nanotubos de carbono, fósforo negro, nanopartículas de MOF (estrutura metalorgânica) e outras.
Elas possuem a capacidade de responder a diversos estímulos externos e internos, como enzimas, pH, temperatura, óptica e magnetismo, o que as torna sistemas inteligentes.
As maiores expectativas de aplicação de nanopartícula é o que se insere a pesquisa dos cientistas da UFMS, ao direcionamento tumoral por meio da funcionalização das superfícies de nanopartículas inteligentes com ligantes específicos para tumores, como anticorpos, peptídeos, transferrina e ácido fólico (Usado pela UFMS).
Também resumiremos diferentes tipos de opções de administração de fármacos, incluindo pequenas moléculas, peptídeos, proteínas, ácidos nucleicos e até mesmo células vivas, para seu uso potencial na terapia do câncer.
Embora o potencial das nanopartículas inteligentes seja promissor, existem desafios para seu uso.
O uso de nanopartículas com inteligência artificial em aplicações de tratamento do câncer é um adas potencialidades que o campo adquiriu.
Assim, potencializado pele uso de IA e automação, o enorme potencial das nanopartículas inteligentes torna-se sem dúvida uma nova era de terapia do câncer precisa e personalizada, oferecendo aos pacientes opções de tratamento individualizadas.
Bibliografia
Curadoria Técnica e Análise Audiovisual: Conteúdo Bibliográfico e Audiovisual Selecionado e Validado por Dr. Sergio Almeida Loiola – CV Lattes/CNPq.
Revista Pharmaceutics – MDPI
doi.org/10.3390/pharmaceutics16081086
Fundect – MS – Brasil
Projeto apoiado pela Fundect usa nanotecnologia para ampliar efeito de quimioterápicos
SEMADESC
Com apoio do Governo de MS, tecnologia pode tornar quimioterapia mais eficaz e menos agressiva
Revista Nature
Smart nanoparticles for cancer therapy
doi.org/10.1038/s41392-023-01642-x
Revista Springer Nature Link
Nanoparticles for cancer therapy: current progress and challenges.
doi: 10.1186/s11671-021-03628-6
Revista Front. Young Minds
Can we use nanotechnology to treat cancer?
DOI: 10.3389/frym.2016.00012
Análise Audiovisual
Vídeo 1 Universo Oncologia: Nanotecnologia, a Revolução no Tratamento do Câncer e de outras Doenças
Vídeo 2 Karlla Marinho: Médico brasileiro desenvolve molécula sintética que pode revolucionar o tratamento do câncer
Vídeo 3 Fala Brasil: Boa Notícia: Nova técnica usa luz infravermelha e moléculas de corante para atacar células do câncer
Política de Uso
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
















