Atualizado 26 de março de 2026
Cientistas do Brasil desenvolveram Painel Solar inédito de Perovskita 2D que converte luz com 34% de eficiência em ambientes internos, com pouca luz. Com capacidade para abastecer dispositivos eletrônicos e equipamentos diretamente.
A pesquisa foi publicada na Revista Nano Energy.
A seguir veremos como os pesquisadores alcançaram esse feito inédito, e por que ele tem potencial para revolucionar uso de dispositivos eletrônicos nas casas, comércio, industrias, agricultura e locais remotos. Em texto, imagens e vídeos.

E se as lâmpadas da sua sala fossem, na verdade, usinas de energia para seus aparelhos?
Enquanto o mundo foca em grandes usinas solares sob o sol escaldante, o Brasil acaba de provar que a revolução pode estar na luz que ‘desperdiçamos’ dentro de casa.
Com 34% de eficiência, a perovskita 2D deixa de ser uma promessa acadêmica para se tornar o motor da autonomia tecnológica. Será o fim das pilhas e o início autonomia energética total dos dispositivos eletrônicos?
Deixe seu comentário no final!
Vídeo 1: ACONTECEU! Células solares de perovskita FINALMENTE chegam ao mercado
Vídeo 2: PLACA SOLAR: nova GERAÇÃO surpreende com EFICIÊNCIA de 33%
🔭 Siga Nature & Space no Google News 📨

LAIA MAIS
Novo Salto: Célula Solar Orgânica Tem Eficiência de 90 % | Nature & Space
Nova Madeira Transparente Supera o Vidro e Isola o Calor
Geração Elétrica Solar e Armazenamento Térmico Combinados
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
Mais perto dos sensores, teclados e dispositivos domésticos que não precisam de pilhas ou tomadas, operando apenas com a luz residual de uma lâmpada LED
Imagine sensores, teclados e dispositivos domésticos que não precisam de pilhas ou tomadas, operando apenas com a luz residual de uma lâmpada LED. O sonhado passo para a “Internet das Coisas” (IoT) autoalimentada.
Pesquisadores do Brasil, em colaboração com italianos, na vanguarda da energia fotovoltaica de última geração podem ter alcançado esse feito da autossuficiência para dispositivos eletrônicos tão sonhado.

Pesquisadoras do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE), em colaboração com cientistas da Itália, desenvolveram células solares de perovskita 2D que apresentam excelente desempenho de 34 %, para transformar luz artificial em eletricidade em ambientes internos.
Esses dispositivos poderiam fornecer energia limpa e renovável para aparelhos usados dentro de residências, comércios ou indústrias, sem precisar de pilhas ou baterias.
A perovskita é frequentemente chamada de “o material milagroso” da energia solar, e atingir 34% de eficiência em ambientes internos (indoor) é um feito extraordinário. Capaz de fornecer a sonhada autonomia energética dos dispositivos sem fio dentro e fora de casa.

O feito dos pesquisadores foi possível através do laboratório do CINE, um Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) constituído pela FAPESP e pela Shell em 2018.
O CIN é sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com a participação de outras oito instituições brasileiras.
É difícil imaginar todo o potencial da auto suficiência energética dos diapositivos eletrônicos. Os benefícios alcançam todos os ramos da atividade econômica e social.
O mercado de fotovoltaicos para interiores foi avaliado em cerca de US$ 1,2 trilhão em 2023.
Contudo, ambientes internos, com a sua baixa luminosidade, representam um desafio para as tecnologias fotovoltaicas convencionais, pois resultam em uma queda acentuada na eficiência dos dispositivos.
O resultados do investimento em pesquisa indicam que estamos a beira de superar essas barreiras.
▶️ Inscreva-se no Canal Nature & Space: Videos Novos nas PlayLists Todo Dia!

Vídeo 1: ACONTECEU! Células solares de perovskita FINALMENTE chegam ao mercado
LEIA MAIS
Gerador-Bateria de Energia Atômica Pode Gerar Por 50 Anos
Bateria 20 Vezes Mais Leve, Flexível, Resiste a Temperatura | Nature & Space
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
O sal orgânico PEAI com o aditivo DIO sobre perovskita aumentou a performance e não utiliza tratamentos térmicos, ocorre à temperatura ambiente
Os pesquisadores conseguiram superar esse desafio por meio do desenvolvimento de um tratamento de superfície inovador da camada principal das células solares, composta por um material do grupo das perovskitas.
“Sob condições de iluminação interna (1000 lux, 500 lux e 200 lux), nosso tratamento reduz substancialmente os estados de armadilha interfacial, permitindo um desempenho em torno de 34% para módulos de perovskita de baixo bandgap”, diz Francineide Lopes de Araújo, pós-doutoranda no CINE com bolsa da FAPESP e autora principal do trabalho.
“Esse desempenho está entre recordes de eficiência reportados na literatura.”

O tratamento consiste em depositar sobre a camada de perovskita uma mistura do sal orgânico PEAI com o aditivo DIO.
Como resultado, uma camada bidimensional de perovskita se forma espontaneamente sobre a perovskita tridimensional, neutralizando seus defeitos superficiais e melhorando seu desempenho.
“A mistura de PEAI:DIO melhora a passivação de defeitos, otimiza o alinhamento do dipolo interfacial e aprimora o transporte de carga. Por esse motivo foi possível obter dispositivos de alta performance”, especifica Araújo.
Uma das vantagens do processo é que não utiliza tratamentos térmicos e, portanto, ocorre à temperatura ambiente.
Usando essa abordagem, os autores do trabalho fabricaram dispositivos em diferentes escalas: desde células solares de pequena área até módulos de até 121 cm2, formados por até 15 subcélulas conectadas em série.

“A estratégia desenvolvida demonstra forte potencial competitivo com relação a outras metodologias de produção de células e módulos solares de perovskita, especialmente em termos da simplicidade de fabricação e do baixo impacto nos custos”, diz a pesquisadora Francineide Lopes de Araújo
O trabalho foi desenvolvido sob a supervisão de Ana Flávia Nogueira, da Unicamp, e de Aldo Di Carlo, fundador e pesquisador do Centro de Energia Solar Híbrida e Orgânica (Chose) da Università degli Studi di Roma Tor Vergata (Itália).
O Chose é um dos principais centros de pesquisa em dispositivos fotovoltaicos de perovskita do mundo e conta com infraestrutura completa para a fabricação e caracterização de células, módulos e painéis.
A colaboração foi realizada durante estágio de pesquisa pós-doutoral que Araújo realizou em Roma entre 2022 e 2023, com bolsa da FAPESP. De acordo com ela, a infraestrutura do centro foi essencial para realizar experimentos avançados e validar os dispositivos desenvolvidos.
Os resultados da pesquisa reforçam a aplicabilidade da tecnologia fotovoltaica à base de perovskita ao viabilizar seu uso em dispositivos eletrônicos de baixa potência utilizados em ambientes internos.
“Os avanços tecnológicos alcançados nesse trabalho contribuem para tornar as células solares de perovskita mais viáveis para aplicação em escala comercial”, conclui Araújo.
▶️ Inscreva-se no Canal Nature & Space: Videos Novos nas PlayLists Todo Dia!

Vídeo 2: PLACA SOLAR: nova GERAÇÃO surpreende com EFICIÊNCIA de 33%
LEIA MAIS
Sonho de Nikola Tesla: Eletricidade Guiada no Ar Com Som
Descoberto Meio Para Ampliar 5 Vezes a Vida da Bateria
Novo Material Aquece ou Resfria Ambientes Sem Gastar Energia
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
A estratégia de produção tem alto potencial competitivo com relação a outras células solares de perovskita em simplicidade de fabricação e baixo custos
As novas células solares de perovskita desenvolvidas nesta pesquisa apresentaram excelente desempenho para transformar luz artificial em eletricidade, em ambientes internos e externos.
Isso torna interessante para fornecer energia limpa e renovável para aparelhos usados dentro de residências, comércios ou indústrias, eliminando a necessidade de pilhas e baterias.

A equipe já utilizou sua nova técnica para fabricar células solares em diferentes escalas, desde células de pequena área até módulos de 121 cm2, formados por até 15 células conectadas em série, um pequeno painel solar para interiores.
Os resultados da pesquisa reforçam a aplicabilidade da tecnologia fotovoltaica à base de perovskita, viabilizando seu uso em dispositivos eletrônicos de baixa potência utilizados em ambientes internos, com iluminação reduzida.
Conforme os autores, os testes de estabilidade de longo prazo indicaram que os dispositivos modificados com perovskita PEAI:DIO podem operar em um ambiente externo, independentemente da presença de um encapsulamento eficaz.
O método de produção proposto é eficaz na ampliação da tecnologia perovskita e versátil tanto para iluminação AM 1.5 G, espectro solar com irradiação de 1000 (mil) W por m2, quanto para iluminação interna.
“A estratégia desenvolvida demonstra forte potencial competitivo com relação a outras metodologias de produção de células e módulos solares de perovskita, especialmente em termos da simplicidade de fabricação e do baixo impacto nos custos,” disse Francineide.
LIEIA MAIS
Explicado Por Que a Água Evapora Mais Fácil Com a Luz do Sol do que Com Calor | Nature & Space
Gerador de Hidrogênio Verde Criado no Brasil Usa Luz Solar, Água e Materiais Acessíveis
Inspirada em Nikola Tesla: Criado Método Para Energia Sem Fio | Nature & Space
Forno de Energia Solar Térmica Para Fornos de Fundição de Aço e Cozinhar Cimento | Nature & Space
Bibliografia
Curadoria Técnica e Análise Audiovisual: Conteúdo Bibliográfico e Audiovisual Selecionado e Validado por Dr. Sergio Almeida Loiola – CV Lattes/CNPq.
Revista Nano Energy
Empowering perovskite modules for solar and indoor lighting applications by 1,8-diiodooctane/phenethylammonium iodide 2D perovskite passivation strategy
DOI: 10.1016/j.nanoen.2025.111279
Agência Fapesp
Células solares de perovskita geram eletricidade a partir de luz artificial em ambientes internos
Análise Audiovisual
Vídeo 1 Visão de Futuro: ACONTECEU! Células solares de perovskita FINALMENTE chegam ao mercado
Vídeo 2 E 4 Energias Renováveis: PLACA SOLAR: nova GERAÇÃO surpreende com EFICIÊNCIA de 33%
Política de Uso
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!


















