Atualizado 17 de julho de 2026

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Cometa 3I/ATLAS, terceiro visitante interestelar da história, volta a surpreender após pesquisa indicar que se originou quando o Universo era jovem, entre 10 e 12 Bilhões de anos, muito mais antigo do que o sistema solar, em ambientes muito frios, de baixo teor de metais.

As pesquisas foram publicadas na Revista Nature Astronomy e pela NASA.

Essa é uma descoberta astronômica monumental. Significa que estamos diante de dados de quando o Universo era ainda jovem em nosso próprio quintal do sistema solar, com a possibilidade de estudar características de um objeto interestelar que se formou nos primórdios do cosmos.

Representação da trajetória do cometa interestelar 3I/ATLAS no sistema solar. Imagem: NASA. Customizado pela Copilot, IA da Microsoft

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A seguir veremos como o cometa interestelar 3I/ATLAS voltou a surpreender a comunidade científica após nova pesquisa indicar que ele se originou em um ambiente extremamente frio e pobre em metais, muito antes da própria criação do nosso Sistema Solar. Em texto, imagens e vídeos.

Vídeo 1: Ele Ainda Está Aqui! O 3I/ATLAS Acaba De Surpreender A NASA

Vídeo 2: FINALMENTE descobrimos o que há DENTRO do 3I/ATLAS

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Um Viajante do Tempo Cósmico: Fóssil interestelar de um Universo Jovem

O espaço profundo acaba de nos enviar uma mensagem direta de um passado quase inimaginável. O cometa interestelar 3I/ATLAS — o terceiro objeto vindo de fora do nosso Sistema Solar explicitamente confirmado pela ciência — acaba de reescrever os livros de astrofísica.

Uma nova e profunda análise espectrográfica revelou que o ATLAS não é apenas um visitante de outro sistema estelar vizinho. Ele é, na verdade, um legítimo fóssil interestelar.

Os dados indicam que este objeto se formou quando o Universo ainda era jovem, entre 10 e 12 bilhões de anos atrás.

O Hubble capturou esta imagem do cometa interestelar 3I/ATLAS em 21 de julho de 2025, quando o cometa estava a 446 milhões de quilômetros da Terra. O Hubble mostra que o cometa possui um casulo de poeira em forma de lágrima se desprendendo de seu núcleo sólido e gelado. Imagem: NASA, ESA, David Jewitt (UCLA); Processamento de imagem: Joseph DePasquale (STScI)
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Isso significa que o cometa já singrava o vazio do cosmos muito antes de o Sol, a Terra e os outros planetas do nosso sistema sequer começarem a tomar forma.

Astrônomos utilizaram o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO) para estudar em detalhes a composição do cometa 3I/ATLAS, o objeto interestelar mais brilhante já observado.

Ao medirem impressões digitais químicas específicas, as primeiras observações desse tipo para um cometa formado fora do Sistema Solar, eles descobriram que o 3I/ATLAS provavelmente se originou na periferia de um antigo sistema estelar.

As descobertas lançam nova luz sobre a história da formação desse cometa, indicando que ele pode ser muito mais antigo que o Sol.

Cometas interestelares são objetos gelados formados ao redor de uma estrela diferente do Sol que ocasionalmente entram em nosso Sistema Solar.

Cometa 3I/ATLAS em registro da Agência Espacial Europeia, ESA
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Juntamente com Jean Manfroid e Damien Hutsemékers, da Universidade de Liège, na Bélgica, Opitom liderou um estudo sobre o 3I/ATLAS.

3I/ATLAS é o terceiro objeto interestelar já descoberto, depois de 1I/ʻOumuamua e 2I/Borisov. Foi encontrado enquanto se aproximava do Sol, permanecendo tempo suficiente em nosso Sistema Solar para que os astrônomos o estudassem em detalhes.

Enquanto foi difícil medir a composição dos dois primeiros objetos interestelares — no primeiro, os astrônomos não detectaram gás e o segundo era muito tênue —, esse não foi o caso de 3I/ATLAS.

Graças ao brilho sem precedentes do objeto, Opitom, Manfroid, Hutsemékers e sua equipe conseguiram medir as proporções isotópicas do cometa: as quantidades relativas de diferentes formas do mesmo elemento.

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Vídeo 1: Ele Ainda Está Aqui! O 3I/ATLAS Acaba De Surpreender A NASA

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As Pistas Químicas: Como Identificar um Objeto de 12 Bilhões de Anos?

Para determinar a idade e a certidão de nascimento de um viajante interestelar, os astrônomos analisaram a assinatura de luz refletida por sua cauda congelada de gases e poeira.

O cometa 3I/ATLAS revelou duas características fundamentais que funcionam como uma máquina do tempo química:

Baixíssimo Teor de Metais: Na astrofísica, “metais” são todos os elementos mais pesados que o Hidrogênio e o Hélio.

Como o cometa se formou nas primeiras eras do universo, quando as primeiras estrelas ainda não tinham explodido e semeado o cosmos com elementos pesados (como ferro e carbono), o 3I/ATLAS possui uma pobreza metálica extrema.

A imagem superior mostra o cometa interestelar 3I/ATLAS visto pelo MIRI (Instrumento de Infravermelho Médio) do Telescópio Espacial James Webb da NASA, juntamente com contornos que ilustram a localização de diferentes gases no momento da observação do cometa. O vapor de água se espalha muito além do núcleo, pois grande parte dele é liberada por grãos de gelo na coma, enquanto o dióxido de carbono e o metano estão mais concentrados perto do núcleo do cometa. A imagem inferior mostra o espectro, com as legendas indicando as características dos vários gases que o Webb detectou escapando do cometa. Imagem: NASA, ESA, CSA, STScI, M. Belyakov (Caltech), I. Wong (STScI), Processamento de imagem: A. Pagan (STScI) https://science.nasa.gov/blogs/3iatlas/2026/06/01/nasas-webb-detects-methane-on-interstellar-comet-3i-atlas/
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Ele é feito da matéria pura e primitiva de um universo jovem.

Ambientes de Frio Extremo: A composição volátil dos gases do cometa prova que ele se aglutinou em regiões de frio absoluto, longe de qualquer estrela massiva ativa, preservando a matéria primordial intacta por eons.

Utilizando o instrumento UVES do VLT do ESO, a equipe mediu as proporções de isótopos de carbono e nitrogênio em moléculas de cianeto presentes no gás ao redor do cometa.

Sabe-se que essas proporções são um bom indicador da origem de um cometa, pois são muito sensíveis às condições físicas do ambiente de formação e não devem sofrer grandes alterações à medida que o cometa viaja pelo espaço.

Mapas de fluxo de linha integrados espectralmente para 3I/ATLAS observados usando o JWST NIRSpec. a – c , H 2 O a 2,7 μm ( a ), CO 2 a 4,3 μm ( b ) e CO a 4,7 μm ( c ). Imagem: Nature: https://www.nature.com/articles/s41586-026-10771-6?fromPaywallRec=false
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Um estudo semelhante, liderado por Martin Cordiner no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, nos EUA, publicado no final do mês passado na revista Nature, encontrou uma proporção isotópica de carbono similar, bem como níveis elevados de deutério, também chamado de hidrogênio pesado.

O estudo utilizou dados do Telescópio Espacial James Webb, um projeto conjunto das agências espaciais dos EUA, da Europa e do Canadá.

Em geral, as descobertas da equipe de Opitom indicam que o cometa provavelmente se formou nas regiões externas ao redor de uma estrela antiga, de baixa metalicidade.

Uma estrela de baixa metalicidade é aquela com poucos elementos mais pesados ​​que o hélio em sua composição, e acredita-se que tenha se formado quando o Universo era muito mais jovem — e menos rico quimicamente — do que é agora.

A equipe suspeita, portanto, que o 3I/ATLAS tenha se originado ao redor de uma estrela muito mais velha que o Sol.

Evidências dos estudos das diferentes equipes apontam para o 3I/ATLAS ter mais que o dobro da idade do Sol

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Vídeo 2: FINALMENTE descobrimos o que há DENTRO do 3I/ATLAS

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Sistema Solar e Via Láctea Podem Estar em um Vazio Cósmico

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Muito Mais Antigo que o Nosso Sistema Solar: Mesmo assim contem Elementos orgânicos precursores para a vida

Para efeito de comparação, o nosso Sistema Solar tem aproximadamente 4,6 bilhões de anos.

O cometa 3I/ATLAS tem mais que o dobro dessa idade. Ele sobreviveu à formação e destruição de gerações inteiras de galáxias e sistemas estelares até ser capturado temporariamente pela gravidade da nossa vizinhança cósmica.

Essa descoberta muda a nossa compreensão sobre a sobrevivência de corpos menores no espaço interestelar.

Ela prova que estruturas de gelo e poeira conseguem cruzar distâncias intergalácticas por bilhões de anos sem serem completamente destruídas pela radiação cósmica de fundo ou por marés gravitacionais.

Espectros moleculares NIRSpec observados de 3I/ATLAS. Os espectros foram integrados dentro de uma abertura circular de d = 3,6″ de diâmetro centrada no pseudonúcleo. Modelos espectrais de melhor ajuste, integrados espacialmente de forma semelhante, são sobrepostos, com os resíduos (observação menos modelo) nos painéis inferiores. Imagem: Nature: https://www.nature.com/articles/s41586-026-10771-6?fromPaywallRec=false
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3I/ATLAS é rico em moléculas orgânicas: Elementos orgânicos precursores para a vida

No entanto, 3I/ATLAS é rico em moléculas orgânicas, incluindo aquelas que contêm carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio e enxofre.

A composição de carbono indicou que 3I/ATLAS se formou há cerca de 12 bilhões de anos, durante um período de intensa formação estelar em sua região.

Acredita-se que o universo tenha começado com o Big Bang, há aproximadamente 13,8 bilhões de anos, o que significa que 3I/ATLAS data de uma época em que o cosmos tinha apenas cerca de 13% de sua idade atual.

Os pesquisadores acreditam que 3I/ATLAS se formou na Via Láctea, mas, com base em sua idade, não podem descartar uma origem em outra galáxia.

Esta imagem do cometa interestelar 3I/ATLAS foi capturada em 18 de janeiro de 2026 com o instrumento FORS2 do Very Large Telescope ( VLT ) do ESO. Trata-se de uma composição de várias imagens ao longo de 14 minutos. À medida que o cometa se move no céu, as estrelas aparecem como rastros ao fundo. Imagem: ESO/O. Hainaut
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Ficha Científica do Fóssil Interestelar

Significado: É um dos objetos materiais mais antigos já detectados diretamente pela humanidade dentro do nosso sistema.

Designação: Cometa Interestelar 3I/ATLAS.

Idade Estimada: Entre 10 e 12 bilhões de anos (Universo jovem).

Origem Química: Ambiente hiperfrio e com baixo teor de metais (elementos pesados).

Investigando as origens do universo no proprio quintal cósmico

A passagem do cometa 3I/ATLAS pelo nosso sistema é uma oportunidade científica sem paralelos.

Olhar para ele e estudar sua composição não é apenas estudar um pedaço de gelo exótico; é vislumbrar as condições exatas de quando o próprio tecido do universo estava em sua infância.

Nós não estamos apenas observando um cometa de fora. Estamos tocando a arqueologia do cosmos, um remanescente intocado que sobreviveu a 12 bilhões de anos de história para, finalmente, ser decodificado pela ciência humana.

À medida que o 3I/ATLAS se afasta do Sol e se torna progressivamente mais fraco, suas observações no VLT também estão chegando ao fim.

O futuro Telescópio Extremamente Grande ( ELT ) do ESO permitirá medições semelhantes para futuros objetos interestelares, incluindo aqueles menos brilhantes que o 3I/ATLAS.

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Bibliografia

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Revista Nature Astronomy

High nitrogen and carbon isotopic ratios in the interstellar comet 3I/ATLAS

http://doi.org/10.1038/s41550-026-02921-7

Isotopic Evidence of a Cold and Distant Origin for 3I/ATLAS

http://doi.org/10.1038/s41586-026-10771-6

NASA

Comet 3I/ATLAS

Goddard Space Flight Center

ESO

Echelle Ultraviolet and Visible Spectrograph

Análise Audiovisual

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Vídeo 2 Astrum Brasil: FINALMENTE descobrimos o que há DENTRO do 3I/ATLAS

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Fóssil Interestelar: Cometa 3I/ATLAS Se Formou Quando o Universo Era Jovem, Há 12 Bilhões de Anos | Nature & Space

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