Atualizado 19 de março de 2026
Com Dados do satélite Cryosat-2 da ESA Cientistas descobriram 85 lagos subglaciais ativos nunca antes vistos, sob o gelo da Antártida, o que representa 58% a mais do conhecido antes.
A Pesquisa foi publicada na Nature Comunications.

1454 de uma camada de gelo ou geleira. Imagem do artigo: https://eprints.whiterose.ac.uk/id/eprint/180688/1/Livingstone_etal_accepted.pdf
O estudo utilizou 10 anos de dados de altimetria por radar do satélite CryoSat-2, processados por varredura, para detectar mudanças na elevação da superfície da camada de gelo causadas pela atividade de lagos subglaciais.
A seguir veremos essa descoberta, e como ela pode melhorar os modelos para compreender a conexão da Antártica com os Oceanos. Em Texto, Imagens e Vídeos.
Qual a importância de compreender a Antártica e de preservar aquele continente? Deixe seu comentário no Final do Texto!
Vídeo 1: O Que a Antártida Esconde: A Verdade Além do Gelo (Lagos Subglaciais e Criaturas Desconhecidas)
Vídeo 2: Novas Descobertas Sob a Antártica
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Identificados as Fronteiras de 85 novos Lagos subglaciais ativos na Antártica e seus padrões de variabilidade
Os lagos recém-descobertos são “ativos”, o que significa que periodicamente secam e enchem novamente, mudando de tamanho e forma ao longo de meses e anos, disseram os pesquisadores.
Essa atividade subglacial afeta a estabilidade das geleiras e seu movimento de deslizamento sobre o leito rochoso da Antártica, o que, por sua vez, pode impactar os níveis globais do mar, observou a equipe.

“Foi fascinante descobrir que as áreas dos lagos subglaciais podem mudar durante diferentes ciclos de enchimento ou esvaziamento”, disse a coautora do estudo, Anna Hogg , professora de observação da Terra na Universidade de Leeds, no Reino Unido, em um comunicado da Agência Espacial Europeia (ESA).
“Isso mostra que a hidrologia subglacial da Antártica é muito mais dinâmica do que se pensava anteriormente, portanto, devemos continuar monitorando esses lagos à medida que evoluem no futuro.”
Antes desta última descoberta, já se conheciam 146 lagos subglaciais ativos na Antártida.
O novo estudo eleva o número total de lagos ativos para 231 e amplia a compreensão dos cientistas sobre quando e como os lagos subglaciais secam e se reabastecem, afirmou a autora principal do estudo, Sally Wilson.
“É incrivelmente difícil observar os eventos de enchimento e esvaziamento de lagos subglaciais”, disse Wilson, doutorando no Instituto de Ciências Climáticas e Atmosféricas da Universidade de Leeds.
“Antes do nosso estudo, apenas 36 ciclos completos, do início do enchimento subglacial até o fim do esvaziamento, haviam sido observados em todo o mundo. Observamos mais 12 eventos completos de enchimento e esvaziamento, elevando o total para 48.”
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Lagos subglaciais são reservatórios de água de degelo
Lagos subglaciais são reservatórios de água de degelo que se formam quando o calor geotérmico do interior da Terra sobe até a base de uma camada de gelo, ou quando o atrito do gelo sobre a rocha matriz gera calor suficiente.

Esses lagos podem drenar periodicamente, criando um fluxo de água que lubrifica a base da camada de gelo e facilita seu deslizamento sobre a rocha matriz, acelerando o movimento do gelo em direção ao oceano.
Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados coletados entre 2010 e 2020 pelo satélite Cryosat-2 da ESA, que mede as variações na espessura do gelo marinho, geleiras e calotas polares em todo o mundo.
O Cryosat-2 carrega um instrumento chamado altímetro de radar, capaz de detectar pequenas mudanças na altura das formações de gelo, incluindo alterações resultantes do esvaziamento e enchimento de lagos na base do gelo.
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Vídeo 2: Novas Descobertas Sob a Antártica
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Identificados os locais onde o gelo afunda e sobe devido ao derretimento da água que reabastece os lagos subglaciais
Os dados revelaram dezenas de locais onde a camada de gelo da Antártida está afundando e subindo ligeiramente como resultado do derretimento da água que drena e reabastece lagos subglaciais abaixo da superfície.

As observações também mostraram 25 aglomerados de lagos e cinco redes de lagos subglaciais nunca antes vistas, com ciclos interconectados de drenagem e reabastecimento, escreveram os pesquisadores no estudo.
Os resultados são importantes porque melhoram a compreensão dos cientistas sobre a dinâmica das calotas polares e como elas impactam o nível global do mar, o que pode ajudar os pesquisadores a desenvolver modelos climáticos e terrestres mais precisos.
“Os modelos numéricos que usamos atualmente para projetar a contribuição de calotas polares inteiras para a elevação do nível do mar não incluem a hidrologia subglacial”, disse Wilson.

“Esses novos conjuntos de dados sobre a localização, extensão e séries temporais de mudanças em lagos subglaciais serão usados para desenvolver nossa compreensão dos processos que impulsionam o fluxo de água sob a Antártica.”
Alguns lagos subglaciais na Antártica são estáveis, ou seja, não secam e reabastecem. Um exemplo é o Lago Vostok, que fica sob a camada de gelo da Antártica Oriental e contém água suficiente para encher o Grand Canyon, segundo o comunicado.
Se o Lago Vostok começasse a secar, isso poderia afetar toda a camada de gelo e causar a elevação do nível global do mar, observaram os pesquisadores.
“Quanto mais entendermos os processos complexos que afetam a camada de gelo da Antártida, incluindo o fluxo de água de degelo na base da camada de gelo, mais precisamente poderemos projetar a extensão da futura elevação do nível do mar”, concluiu Martin Wearing, cientista da Terra especializado em gêmeos digitais e coordenador do Grupo de Ciências Polares da ESA, na declaração.
Bibliografia
Curadoria Técnica e Análise Audiovisual: Conteúdo Bibliográfico e Audiovisual Selecionado e Validado por Dr. Sergio Almeida Loiola – CV Lattes/CNPq.
Live Science
Scientists discover 85 “active” lakes buried beneath the Antarctic ice.
Nature Comunications
Detection of 85 new active subglacial lakes in Antarctica based on a decade of data from CryoSat-2.
Nature Earth Environment
Subglacial lakes and their role in transforming a warming climate.
Análise Audiovisual
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