Atualizado 6 de fevereiro de 2026 por Sergio A. Loiola
Motor híbrido de Foguete Impresso em 3D Metálico criado na UNB é feito inédito no país, e coloca Brasil em grupo seleto de países que dominam essa tecnologia de motores aeroespaciais.
A Tecnologia criada com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB) marca avanço estratégico na capacidade nacional de desenvolver sistemas de propulsão aeroespacial por Manufatura Aditiva.

Veremos a seguir como é o novo motor impresso em 3D metálico da UNB, e como ela pode revolucionar o desenvolvimento da indústria aeroespacial e a Soberania Tecnológica Brasileira. Em texto, imagens e vídeos.
Por que a impressão 3D de motores e peças metálica é tão importante para a área aeroespacial e a indústria em geral? Deixe seu comentário no final!
Vídeo 1: UnB desenvolve motor de foguete inédito no Brasil
Vídeo 2: Brasil desenvolve motor de foguete híbrido com impressão 3D
Vídeo 3: UnB desenvolve motor de foguete inédito
▶️Clique e SIGA Nature & Space no YouTube: Explore PlayLists Relacionadas ao Site!
LEIA MAIS
Primeiro Foguete Comercial Põe Brasil em Clube Seleto no Mercado Espacial | Nature & Space
Novo Lançador Espacial Do Brasil, GPS Nacional e a Empresa Alada
Unicamp: Drone Com Sar Enxerga Detalhe 100 M Abaixo Da Terra
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
Parceria com Senai, AEB e empresas viabilizaram a execução do projeto do motor aeroespacial da UnB
A Universidade de Brasília desenvolveu um motor de foguete híbrido inédito no país, resultado de mais de uma década de pesquisa no Laboratório de Propulsão Química (LPQ), vinculado à Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia (FCTE), campus UnB Gama.
Com cerca de 3 quilos, o motor foi projetado para operar em condições extremas de pressão e temperatura e representa um avanço significativo para a soberania tecnológica brasileira na área espacial.
Tecnologias de impressão 3D metálica são o futuro, e o presente, da indústria aeroespacial e da indústria em geral.

A iniciativa surgiu a partir de um programa da Agência Espacial Brasileira (AEB), voltado ao desenvolvimento de tecnologias para satélites.
Segundo o professor Oleksyi Shynkarenko, da FCTE, o projeto começou com o desafio de criar um sistema totalmente novo, sem modelos consolidados no país.
“Nós entendemos que seria necessário desenvolver tecnologias adicionais, porque o motor de foguete de satélite precisa ser bastante tecnológico, leve e com alto desempenho. Esse projeto com manufatura aditiva é hoje o mais avançado no Brasil nessa área”, afirma.
Sem métodos analíticos ou de engenharia previamente validados, a equipe da UnB precisou criar suas próprias metodologias de cálculo e validação estrutural.
“Nós começamos praticamente do zero e criamos uma metodologia robusta para avaliar essas estruturas do ponto de vista térmico, de forças aplicadas e de pressão. Essa metodologia simplesmente não existe na literatura”, destaca Shynkarenko.
▶️Clique e SIGA Nature & Space no YouTube: Explore PlayLists Relacionadas ao Site!
Vídeo 1: UnB desenvolve motor de foguete inédito no Brasil
LEIA MAIS
Novo Trem de Levitação Magnética Maglev-Cobra da Ufrj
Nave que Transpira Promete Salto na Reutilização em Série
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
o motor tem um projeto genuíno, e foi projetado para gerar um empuxo de um quilonewton, considerado elevado para aplicações em satélites
O planejamento e a fabricação do protótipo foram realizados em parceria com o Instituto Senai de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser, em Joinville (SC), referência nacional em impressão 3D metálica.
A peça foi produzida com ligas metálicas de alto desempenho, como o Inconel, capazes de resistir a temperaturas próximas de 3.000 graus e a forças equivalentes a até 45 toneladas dentro da câmara de combustão.
Vale lembrar que a luz, além de produzir peças, já está sendo usada para mudar as propriedades de um metal. O que demonstra a importância de dominar essa tecnologias laser e Impressão3D.

De acordo com o pesquisador-chefe do instituto, Luiz Gonzaga Trabasso, a manufatura aditiva permitiu explorar soluções impossíveis na fabricação convencional.
“Com o mindset da manufatura aditiva, é possível incorporar canais internos de refrigeração e otimizar a geometria da peça camada por camada. A gente não faz um ‘copiar e imprimir’, mas um ‘copiar e reprojetar’”, explica.
O motor foi projetado para gerar um empuxo de um quilonewton, considerado elevado para aplicações em satélites, mantendo baixo peso.
“A estrutura precisa ser ao mesmo tempo fina e extremamente robusta. Por isso, o trabalho de pós-processamento, tratamento térmico e usinagem foi fundamental para garantir a qualidade do motor”, ressalta Shynkarenko.
Atualmente, o Laboratório de Propulsão Química reúne cerca de 60 integrantes, entre estudantes de graduação e pós-graduação, além de pesquisadores.
O projeto conta com parcerias nacionais, como a Agência Espacial Brasileira, a Força Aérea Brasileira e empresas do setor aeroespacial, e também com colaborações internacionais.
▶️Clique e SIGA Nature & Space no YouTube: Explore PlayLists Relacionadas ao Site!
Vídeo 2: Brasil desenvolve motor de foguete híbrido com impressão 3D
LEIA MAIS
Carro Voador: Ensaios De Voo Do Evetol Da Embraer
Astrobiologa de 24 Quer Ser a Primeira a Pisar em Marte | Nature & Space
Artemis 3: Missão Tripulada da NASA ao Polo Sul da Lua | Nature & Space
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
A importância da cooperação científica Internacional: Promover sinergias, potencializar e acelerar projetos
Um dos parceiros é o professor Jungpyo Lee, da Universidade Nacional de Kyungpook, na Coreia do Sul, que destaca a importância da cooperação científica.
“Para projetos como o desenvolvimento de motores de foguete, a cooperação internacional é essencial, não apenas para o compartilhamento de tecnologias, mas também para fortalecer a competitividade global e garantir recursos”, afirma.

A iniciativa também despertou o interesse do Ministério da Defesa, que enviou representantes para conhecer o projeto desenvolvido na UnB. Para Trabasso, o avanço na área de propulsão é fundamental para o país.
“Sem veículos lançadores, dependemos de outras nações para colocar satélites em órbita. Retomar esse tipo de pesquisa é uma questão de soberania nacional”, avalia.
Para o coordenador do projeto, os resultados abrem caminho para novas aplicações e desafios.
“Esperamos que esse trabalho gere novas colaborações e que as tecnologias desenvolvidas possam ser aplicadas no futuro em outros motores e estruturas espaciais”, conclui Shynkarenko.
Com inovação, formação de recursos humanos e articulação entre universidade, governo e setor produtivo, a Universidade de Brasília reafirma seu papel estratégico no desenvolvimento da ciência e da tecnologia espacial no Brasil.
▶️Clique e SIGA Nature & Space no YouTube: Explore PlayLists Relacionadas ao Site!
Vídeo 3: UnB desenvolve motor de foguete inédito
LEIA MAIS
NASA Testa Nova Vela Solar Para Explorar o Espaço Profundo | Nature & Space
Primeiro Supercomputador em Data Center Espacial Orbital | Nature & Space
Rebocador Nuclear Russo Pode Levar Naves a Marte em 3 Meses
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
Há Mais de 20 anos Laboratório da UnB busca desenvolver soberania tecnológica estratégica em propulsão de foguetes espaciais
O trabalho é resultado de mais de 20 anos de pesquisa conduzida no Laboratório de Propulsão Química (LPQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia (FCTE), no Campus UnB Gama.
A trajetória da UnB na área de propulsão híbrida teve início em 1999, quando a Universidade passou a pesquisar essa tecnologia de forma sistemática, tornando-se pioneira no desenvolvimento de motores-foguete híbridos no hemisfério sul.

Os primeiros estudos utilizaram oxigênio gasoso como oxidante e polietileno de alta densidade como combustível, em configurações com múltiplas portas de combustão.
Ao longo dos anos, a pesquisa evoluiu e consolidou competências científicas e tecnológicas que permitiram alcançar o atual estágio de maturidade.
Segundo o professor Carlos Alberto Gurgel, do Departamento de Engenharia Mecânica (ENM) da UnB, a evolução da tecnologia ocorreu de forma contínua.
“Em 2004, realizamos os primeiros lançamentos de foguetes com o par propelente óxido nitroso e parafina sólida. No ano seguinte, a UnB teve um projeto aprovado no âmbito do Programa UNIESPAÇO para aplicação dessa tecnologia em foguetes de sondagem”, afirma.
A partir desse projeto, foram realizados diversos lançamentos bem-sucedidos com o foguete SD-1, o que consolidou a atuação da Universidade na área de propulsão híbrida.
“Desde então, o grupo passou a receber recursos de diferentes agências de fomento e hoje conta com o laboratório de testes de propulsores híbridos mais estruturado do Brasil”, destaca Gurgel.
O professor ressalta ainda que essa atuação contínua possibilitou a formação de recursos humanos em todos os níveis e posicionou o grupo entre os mais reconhecidos no tema, no Brasil e no exterior.
▶️Clique e SIGA Nature & Space no YouTube: Explore PlayLists Relacionadas ao Site!
Bibliografia
UnB Ciências
UnB desenvolve motor de foguete híbrido inédito no Brasil com uso de impressão 3D metálica
Unb TV
UnBTV Ciência: UnB desenvolve motor inédito para foguete
Agência Espacial Brasileira
UnB desenvolve motor de foguete inédito no Brasil com impressão 3D metálica
Política de Uso
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!


















