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Atualizado 25 de março de 2026

Astrônomos demonstraram que a dificuldade de detectar sinais de rádio de Civilizações ETs pode ser devido a severa distorção causada pelo clima espacial nas frequências, na região da estrela mãe.

A pesquisa foi publicada no The Astrophysical Journal.

A seguir veremos como o clima espacial distorce drasticamente os sinais de rádio no espaço, fornecendo respostas ao paradoxo de Fermi: “Se poderiam existir muitas civilizações, onde está todo mundo”. Em texto imagens e vídeos.

O sinal de rádio de um planeta pode começar como um tom agudo (à esquerda, branco), mas pode ser disperso pelos ventos de plasma ao redor da estrela, tornando-se um sinal mais amplo e fraco (à direita, verde). Podemos estar perdendo sinais por estarmos procurando principalmente pela forma branca aguda, em vez da forma verde mais ampla.
[Imagem: Vishal Gajjar]

E se os sinais de rádio interestelar for mais como uma mensagem na garrafa jogada em um mar revolto do que um farol luminoso?

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A ciência agora sugere que as estrelas não são apenas fontes de luz, mas ‘geradores de interferência’ que dobram e estilhaçam sinais artificiais.

Estaremos procurando pela frequência certa, mas na condição climática errada?

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Ausência de tecnoassinaturas ou ocultados pelo clima espacial? Plasma estelar pode distorcer sinais de rádio na região de seus sistemas estelares de origem

Após décadas à procura de sinais de rádio de vida extraterrestre tecnológica distante, pesquisadores do Instituto de Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI) descobriram que o clima espacial pode distorcer severamente e ocultar esses sinais de rádio.

Em novo estudo pesquisadores do Instituto SETI sugerem que o “clima espacial” estelar pode dificultar a detecção de sinais de rádio provenientes de inteligência extraterrestre.

As simulações mostraram que o sinal fica totalmente borrado ao passar pelos meios turbulentos do ambiente espacial: O sinal praticamente desaparece (quadros inferiores).
Imagem: Vishal Gajjar et al. – 10.3847/1538-4357/ae3d33

Flutuações na densidade do plasma em ventos estelares, bem como eventos eruptivos ocasionais, como ejeções de massa coronal, podem distorcer as ondas de rádio perto de seu ponto de origem, efetivamente “borrando” a frequência do sinal e reduzindo a intensidade do pico da qual os mecanismos de busca dependem. 

Esquema simplificado de um feixe turbulento impulsionado por uma Ejeção de Massa Coronal (cone sombreado com turbulência interna) irrompendo da estrela hospedeira (laranja) e cruzando o Exo-IPM. A seta azul marca a linha de visão (LOS) do observador, que intercepta a bainha de choque da EMC a uma distância de impacto  R<sub> CME</sub> . O transmissor ETI (verde) está em sua órbita planetária. Imagem: Vishal Gajjar et al. – 10.3847/1538-4357/ae3d33

Pesquisadores do SETI afirmam que isso significa que estávamos procurando o tipo errado de sinal, o que pode ter nos impedido de detectar evidências promissórias de vida extraterrestre, mas as chances de uma descoberta futura agora são maiores.

A revelação foi por um lado um “balde de agua fria” nas expectativas, mas por outro renovas as possibilidade apos refinar as técnicas e fornece uma nova hipótese ao famoso paradoxo de Fermi sobre “onde está todo mundo?”.

Até aqui estávamos procurando de forma errada. Ou melhor, tentando sintonizar de forma errada.

Além disso, sabemos que sinais de rádio tem espalhamento rápido. Mesmo aferindo novas técnicas para corrigir distorções de detecção, usar sinais de rádio não revelaria possíveis sinais de civilizações tecnológicas de outro mundo além de poucos milhares de anos.

Detector de laser e outras mais sofisticadas seriam mais adequadas nesta busca.

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Um sinal alargado pelo clima espacial pode ficar abaixo dos nossos limites de detecção, o que ajuda explicar o silêncio de rádio nas buscas por tecnoassinaturas

Durante décadas, muitos experimentos do SETI se concentraram na identificação de picos de frequência — sinais que dificilmente seriam produzidos por processos astrofísicos naturais.

Mas a nova pesquisa destaca uma complicação negligenciada: mesmo que um transmissor extraterrestre produza um sinal perfeitamente estreito, ele pode não permanecer estreito quando deixar seu sistema solar.

Alargamento espectral de um transmissor de banda estreita a 1 GHz em função da fase orbital para uma amostra de diferentes configurações orbitais. Cada painel isola o efeito da variação de um elemento orbital — excentricidade  e , argumento do periastro ω (em radianos), inclinação i (em radianos) ou semieixo maior a (em R⋆ ) — mantendo os demais fixos. Imagem: Vishal Gajjar et al. – 10.3847/1538-4357/ae3d33

Na maioria das buscas por tecnoassinaturas, os cientistas levam em conta as distorções que ocorrem à medida que as ondas de rádio viajam pelo espaço interestelar.

Este estudo se concentra no que pode acontecer mais perto da fonte. Flutuações na densidade do plasma em ventos estelares, bem como eventos eruptivos ocasionais, como ejeções de massa coronal, podem distorcer as ondas de rádio perto de seu ponto de origem, efetivamente “borrando” a frequência do sinal e reduzindo a intensidade do pico da qual os métodos de busca dependem.

Alargamento espectral Δ  ν sb em função da distância radial e da frequência de observação para (a) o IPM solar e (b) um dM Exo-IPM típico, assumindo ausência de anisotropia, mas adotando o limite superior dos parâmetros de normalização. Imagem: Vishal Gajjar et al. – 10.3847/1538-4357/ae3d33

Em síntese, a equipe observou que as assinaturas tecnológicas de rádio de banda estreita podem ser significativamente moduladas pelo meio interplanetário exoplanetário (Exo-IPM) da estrela hospedeira, onde a turbulência nos ventos estelares e as ejeções de massa coronal (EMCs) imprimem o alargamento espectral. 

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Medição empírica para confirmar as distorções usou transmissões de rádio de espaçonaves no sistema solar, extrapoladas para outros ambientes estelares

Para quantificar o efeito, a equipe se baseou em algo que podemos medir diretamente: transmissões de rádio de espaçonaves em nosso sistema solar.

Usando medições empíricas de sondas solares, eles calibraram como o plasma turbulento amplia os sinais de banda estreita e, em seguida, extrapolaram essas medições para uma ampla gama de ambientes estelares.

O resultado é uma estrutura prática para estimar o quanto de alargamento pode ocorrer para diferentes tipos de estrelas e frequências de observação — especialmente nas condições de “clima espacial” esperadas ao redor de estrelas ativas.

 Exemplos de configurações orbitais projetadas de exoplanetas ao redor de uma estrela anã M, amostradas a partir de uma simulação de Monte Carlo abrangendo uma gama de parâmetros orbitais. Cada painel mostra a órbita (linha tracejada azul), a estrela hospedeira na origem (estrela vermelha) e a localização instantânea do planeta (círculo preto) em uma anomalia verdadeira selecionada aleatoriamente. Imagem: Vishal Gajjar et al. – 10.3847/1538-4357/ae3d33

O trabalho aponta para uma forte implicação na seleção de alvos e no planejamento de buscas.

Estrelas anãs M, que constituem cerca de 75% das estrelas da Via Láctea, têm a maior probabilidade de que quaisquer sinais de banda estreita se alarguem antes de deixarem o sistema.

Os autores argumentam que isso motiva estratégias de busca que permanecem sensíveis mesmo quando os sinais não são perfeitamente finos.

Este projeto exemplifica o tipo de pesquisa de alto risco e alto impacto apoiada pelo  programa STRIDE  (Apoio à Tecnologia, Pesquisa, Inovação, Desenvolvimento e Educação) do Instituto SETI, que permite aos pesquisadores do Instituto SETI explorar questões emergentes e desenvolver novas ferramentas e técnicas para testá-las. O STRIDE é financiado pelo  Legado Franklin Antonio, criado para acelerar os esforços inovadores em ciência e educação no Instituto SETI.

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Bibliografia

The Astrophysical Journal

Exo-IPM Scattering as a Hidden Gatekeeper of Narrowband Technosignatures

DOI: 10.3847/1538-4357/ae3d33

SETI – Institute for the Search for Extraterrestrial Intelligence

Programa STRIDE 


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