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Atualizado 7 de maio de 2026

NASA Confirmou que enviará a Marte em 2028 a primeira Nave interplanetária abastecida com reator de fissão nuclear e propulsão elétrica, com 6 helicópteros a bordo da Space Reactor-1 (SR-1) Freedom.

A missão SR-1 Freedom abre uma nova fronteira da expansão espacial.

A confirmação da Missão com propulsão Nuclear Elétrica SR-1 Freedom a Marte foi anunciada na Sede da NASA por Jared Isaacman, administrador da Agência.

Seria a fissão nuclear o ‘fogo de Prometeu’ que dará um grande salto a era da expansão espacial humana, ou um risco que ainda não calculamos totalmente?

Ilustração da espaçonave SR-1 Freedom da NASA em frente a uma ilustração de Marte. Imagem: NASA

A seguir veremos a tecnologia que encurtará a distância entre a Terra e o Planeta Vermelho, bem como ao espaço profundo do Sistemas Solar. Especialmente a tecnologia Nuclear Electric Propulsion (NEP). Em texto, imagens e vídeos.

Vídeo 1: NASA Revela o Foguete Nuclear que vai Mudar Tudo em 2026

Vídeo 2: NASA anuncia nova era na exploração de Marte

Vídeo 3: SR-1 Freedom: O segredo nuclear da NASA para a exploração do espaço profundo

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Uma nova fronteira interplanetária: EUA, Rússia, UE, Japão e China investem em propulsão nuclear espacial encurtando drasticamente o tempo e os riscos de viagens longas

Durante décadas, Marte esteve a uma viagem exaustiva de meses de distância, limitada pela química dos combustíveis fósseis. Em o espaço profundo um cenário quase impossível se sondar mesmo com missões autônomas.

Agora fronteira interplanetária está preste a se expandir e se consolidar em torno de outros patamares, inimagináveis há uma década. EUA, Rússia, UE , Japão e China investem em propulsão nuclear espacial e outras abordagens tão eficientes e até mais.

Nos EUA, a administração da NASA e o Laboratório de Propulsão a Jato anunciaram que estão construindo a primeira nave espacial interplanetária da história movida por reator nuclear, a ser enviada a Marte até o fim de 2028.

Denominada Space Reactor-1 Freedom, ou SR-1, a Nave de propulsão usa tecnologia Nuclear Electric Propulsion (NEP),. O NEP é um projeto aberto focado no desenvolvimento de tecnologias críticas e facilitadoras para a propulsão nuclear elétrica, visando um sistema veicular NEP integrado. Imagem: NASA: https://techport.nasa.gov/projects/158369
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Além disso, a Nave nuclear levará a bordo uma frota com seis helicópteros, construídos pela empresa AeroVironment, sob a missão Skyfall, para explorar os céus de Marte. Uma continuidade do bem sucedido do helicóptero Ingenuity.

Com uma frota de seis helicópteros prontos para mapear o terreno marciano como nunca antes, a NASA não está apenas enviando uma sonda, está estabelecendo a infraestrutura para futuras bases permanentes fora da Terra em outro planeta.

Denominada Space Reactor-1 Freedom, ou SR-1, a Nave de propulsão usa tecnologia Nuclear Electric Propulsion (NEP), em que um reator de fissão nuclear gera a energia para abastecer a propulsão elétrica. Um sistema de alto rendimento.

Assim, em 2028, a SR-1 Freedom é um marco que superar a barreira quase intransponível da expansão humana para Marte e além.

O uso da energia nuclear resolve o problema da “Noite Marciana” e das tempestades de poeira que matam sondas solares. É a autonomia total.

Um novo atlas de Marte, feito juntando observações da espaçonave Hope dos Emirados Árabes Unidos. Imagem: Abdullah Al Ateqi, Dimitra Atri e Dattaraj B. Dhuri, Centro de Ciência Espacial/Nyuad
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Contudo, ainda existem muitos questionamentos. O uso de reatores de fissão no espaço levanta o debates: estamos prontos para nuclearizar o sistema solar para a expansão espacial?

A resposta aos questionamentos virão de forma pragmática. Se não forem feitos testes jamais saberemos.

Apenas uma missão bem-sucedida anunciaria uma nova era nos voos espaciais, em que viajar entre a Terra, a Lua, a Marte e além seria mais rápido e fácil, com menos riscos e custos.

O que que temos a fazer agora é conhecer as tecnologias desta missão ousada. Prenúncio da nova era espacial.

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A primeira espaçonave interplanetária movida a energia nuclear, com propulsão elétrica

Apesar da missão Space Reactor-1 Freedom, ou SR-1, ter um cronograma apertado, os engenheiros não estão saindo do zero. Eles tem dados fartos de décadas de desenvolvimento de reatores nucleares para naves e propulsão elétrica, em universidades e centros de pesquisas, dentro e fora dos EUA.

Além disso, testes operacionais com experimentos na Terra, em órbita, e especialmente os dados da helicóptero Ingenuity, o primeiro a voar em outro planeta, e ser bem sucedido muito além do esperado.

lustração do Rover Perseverance para sondar o solo Marciano, junto com o helicóptero Ingenuity, Em especial, a missão tem objetivos de busca de vida da astrobiologia. Imagem: Gemini, IA do Google. referencia da Nasa

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De fato, a teologia da Nave SR-1 Freedom não deixa de ser ousada e inovadora, porque estamos falando de uso de reator de fissão no espaço. Algo que ainda não foi feito.

As experiências no espaço até aqui foram diferentes.

Fontes de energia nuclear já foram usadas muitas vezes no espaço, inclusive nas duas missões Voyager e na sonda Cassini, que investigou Saturno.

Essas Naves tinham geradores termoelétricos de radioisótopos, ou RTGs, eles usam plutônio, que decai radioativamente e gera calor no processo. Esse calor é então convertido em eletricidade para a nave espacial usar.

Os RTGs, no entanto, não são o mesmo que reatores nucleares, eles são mais parecidos com baterias radioativas, mais rudimentares e consideravelmente menos potentes.

Então, como funcionará uma nave espacial movida por reator de fissão nuclear no espaço?

Apesar das diferenças operacionais, os fundamentos de operar um reator nuclear no espaço são, em grande parte, os mesmos que na Terra.

Primeiro, obtém-se algum combustível de urânio, depois ele é bombardeado com nêutrons. Isso rompe os núcleos atômicos instáveis do urânio, que expelem uma enxurrada de nêutrons extras, e isso rapidamente se transforma em uma reação autossustentável de fissão nuclear, extremamente quente.

Configuração do SR-1 com o EPI à esquerda e o reator à direita. O urânio é bombardeado com nêutrons. Isso rompe os núcleos atômicos instáveis do urânio, que expelem uma enxurrada de nêutrons extras, e isso rapidamente se transforma em uma reação autossustentável de fissão nuclear, extremamente quente. Imagem: NASA
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A produção de calor pode então ser usada para produzir eletricidade.

A União Soviética enviou dezenas de reatores nucleares para a órbita, muitas vezes para alimentar satélites espiões. Enquanto isso, os EUA lançaram apenas um, conhecido como SNAP-10A, em 1965, uma demonstração tecnológica para ver se ele operaria normalmente no espaço.

O objetivo era que o reator gerasse eletricidade por, pelo menos, um ano, mas ele funcionou por pouco mais de um mês, antes que uma falha de alta tensão na nave espacial o levasse a apresentar mau funcionamento e a ser desligado.

Agora, mais de meio século depois, os EUA querem que seu segundo reator nuclear baseado no espaço faça algo totalmente diferente: alimentar uma nave espacial interplanetária.

O segredo da NASA não está apenas dentro dela. Está nas parcerias fortes que ela estabeleceu para construir a primeira Nave de propulsão nuclear. Principalmente com a Agência de Energia Nuclear do EUA.

Uma ilustração do conceito de helicóptero “Skyfall”, capaz de enviar seis exploradores a Marte. Imagem: AeroVironment

Por trás desta parceria está o Projeto “Maturação da Tecnologia de Propulsão Elétrica Nuclear” (NEP)

O NEP é um projeto aberto focado no desenvolvimento de tecnologias críticas e facilitadoras para a propulsão nuclear elétrica, visando um sistema veicular NEP integrado.

Os sistemas NEP possuem capacidades que podem ser diretamente aproveitadas, ou facilmente adaptadas, para futuras missões da NASA, incluindo sistemas operacionais cis-lunares e sistemas científicos e humanos no espaço profundo.

A tecnologia de propulsores elétricos oferece eficiências de massa de propelente muito maiores quando comparada às opções térmicas químicas e nucleares.

A combinação de uma fonte de energia nuclear com propulsores elétricos pode viabilizar missões científicas e humanas aos planetas exteriores, proporcionando maior carga útil, trânsito mais rápido e maior potência para sensores e comunicação.

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A propulsão nuclear elétrica da Nave SR-1 Freedom usa o calor de um reator de fissão para gerar energia, que é usada para eletrificar um gás e então lançá-lo para fora da nave, gerando empuxo

A propulsão nuclear elétrica usa o calor de um reator de fissão para gerar energia, que é usada para eletrificar um gás e então lançá-lo para fora da nave espacial, gerando empuxo.

Desta forma, a propulsão nuclear elétrica depende da energia elétrica gerada por um reator de fissão nuclear, que funciona de maneira semelhante às usinas nucleares terrestres.

Ilustração da espaçonave SR-1 Freedom da NASA em frente a uma ilustração de Marte. Imagem: NASA

Requerendo temperaturas de operação inferiores às da propulsão nuclear térmica, a energia térmica produzida pelo reator gera eletricidade que é então utilizada para alimentar propulsores elétricos de alta eficiência.

Os diversos desafios abordados no âmbito da propulsão nuclear elétrica incluem:

(1) o desenvolvimento de materiais de blindagem, combustíveis de fissão e projetos que permitam um reator espacial confiável;

(2) a produção de tecnologias leves e de alta eficiência para um motor de conversão de energia Brayton de ciclo fechado;

(3) tecnologias de gerenciamento térmico em altas temperaturas; e eletrônica resistente à radiação que possibilite operações autônomas.

Os cinco principais subsistemas que compõem uma capacidade de propulsão nuclear elétrica são:

1- Gerenciamento e distribuição de energia,

2- Propulsores elétricos,

3- Rejeição de calor residual,

4- Conversão de energia e o

5- Reator de potência.

O projeto do NEP especifica que o nível de prontidão tecnológica da maioria dos direcionadores tecnológicos específicos inclui temperaturas de operação mais elevadas para o reator de potência, os sistemas de conversão de energia e de gerenciamento térmico, propulsores elétricos de maior potência e uma redução geral nos requisitos de peso do projeto dos subsistemas.

Os sistemas de propulsão elétrica nuclear fornecem maior potência elétrica a partir de um reator de fissão e um sistema de conversão de energia, além de alta eficiência de massa do propelente proporcionada pelos propulsores elétricos.

Marte tem concentração de gelo nos polos; será fundamental usar helicópteros para sondar locais de fácil acesso. Imagem: NASA
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Esses benefícios podem ser utilizados para aumentar gradualmente a velocidade do veículo e atender às maiores necessidades de energia de uma missão de exploração humana a Marte ou de uma importante missão científica no espaço profundo, rumo a planetas exteriores.

Em comparação com sistemas de propulsão elétrica solar, os sistemas elétricos nucleares podem oferecer maior potência com menor massa e não sofrem a mesma perda de potência com o aumento da distância da missão em relação ao Sol.

Um reator nuclear pode ser dimensionado para produzir níveis de potência de uma a duas ordens de magnitude superiores aos atualmente viáveis ​​para a geração de energia solar, permitindo a operação no espaço profundo, onde a produção de energia solar é inviável.

Comparada aos sistemas químicos tradicionais, a propulsão elétrica oferece eficiências de quatro a dez vezes maiores, o que pode significar menos lançamentos de suprimentos da Terra e a possibilidade de completar uma viagem de ida e volta sem a logística adicional e o risco de reabastecimento em Marte.

Os investimentos estão focados na demonstração de sistemas em escala reduzida para identificar lacunas, equilibrar e alavancar os investimentos do FSP que atendam às necessidades tecnológicas do NEP e maximizar o desenvolvimento em conjunto com outras agências governamentais.

A propulsão nuclear resolve um dos principais problemas das viagens espaciais tripuladas longas: a radiação espacial, e raios cósmicos.

Astronautas no espaço ficam expostos à radiação cósmica nociva, mas, como a propulsão nuclear torna as naves espaciais mais rápidas e mais ágeis, eles passariam menos tempo nelas.

Os especialistas são unanimes e afirmar que essa é uma das principais motivações para inventar uma propulsão melhor de ida e volta para Marte.

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Vídeo 3: SR-1 Freedom: O segredo nuclear da NASA para a exploração do espaço profundo

Bibliografia

NASA

Maturation of Nuclear Electric Propulsion (NEP) Technology

America Underway in Space on Nuclear Power

MIT TechnologyReview

NASA builds the first interplanetary spacecraft powered by a nuclear reactor.

Análise Audiovisual

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NASA Enviará Em 2028 a Marte 1ª Nave Com Propulsão Nuclear Interplanetária SR-1 Freedom | Nature & Space

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