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Atualizado 9 de maio de 2026

Cientistas da UFRGS desenvolvem em parceria internacional teste de Alzheimer com até 95 % de precisão, padrão ouro, custando 10 vezes menos, por meio de exame de sangue, que estará disponível no SUS.

A pesquisa foi publicada na Mol Psychiatry – Nature.

A conquista da UFRGS é um exemplo perfeito de como a ciência brasileira consegue democratizar tecnologias de ponta, integrando os resultados das pesquisas ao SUS.

Estaríamos diante do fim da era dos diagnósticos tardios, transformando o Alzheimer de uma sentença em uma condição gerenciável precocemente por meio da ciência brasileira?

Confirmar a doença exigia exames caros e invasivos, inacessíveis para a maioria da população, com diagnostico quase sempre é tardio, dificultando o tratamento.

A seguir conheceremos essa tecnologia nacional que custa 10x menos que os métodos atuais e promete revolucionar o diagnóstico no SUS. Em texto, imagens e vídeos.

Vídeo 1: Exame de sangue testado pela Ufrgs detecta Alzheimer com até 96% de precisão

Vídeo 2: Exame de sangue testado no Brasil detecta Alzheimer com mais de 90% de precisão

Vídeo 3: 5 Bebidas que DESTROEM seu Cérebro — e 5 que Podem Proteger da DEMÊNCIA

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Confirmar a doença exigia exames caros e invasivos, inacessíveis para a maioria da população, com diagnostico quase sempre é tardio, dificultando o tratamento

O diagnóstico do Alzheimer sempre foi uma corrida contra o tempo e contra o bolso.

Até agora, confirmar a doença exigia exames caríssimos e invasivos, inacessíveis para a maioria da população. Além disso, o diagnostico quase sempre é tardio, dificultando o tratamento.

Uma inovação da UFRGS mudará essa lógica: um simples exame de sangue pode alcançar até 95% de acerto.

Representação artística de um exame do cérebro. Imagem: Gemini, IA do Google
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A transição de diagnósticos complexos (como o PET-scan ou a punção lombar) para um exame de sangue de baixo custo é o que chamamos de disrupção diagnóstica.

Em saúde, a precisão do “padrão ouro” aliada à acessibilidade do SUS é a combinação que define o futuro da medicina pública.

O estudos feito por cientistas brasileiros confirmaram o potencial do exame de sangue para o diagnóstico do Alzheimer.

As análises apontam o bom desempenho da proteína p-tau217 como o principal biomarcador para distinguir, por meio desse exame, indivíduos saudáveis de pessoas com a doença.

O objetivo das pesquisas, apoiadas pelo Instituto Serrapilheira, é levar os estudos para o Sistema Único de Saúde (SUS) para uso em larga escala.

O diagnostico usa plasma do sangue no exame. Imagem: kukhunthod/IStock
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Segundo Eduardo Zimmer, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apoiado pelo instituto, atualmente no Brasil existem dois exames capazes de identificar o Alzheimer:

O exame de líquor, um procedimento invasivo no qual é feita uma punção lombar utilizando uma agulha bem fina; e o exame de imagem (tomografia).

Antes disso, a única forma de detectar a possibilidade da doença era o exame clínico, normalmente feito por um neurologista que fazia diagnóstico baseado nos sintomas do paciente.

O desafio agora é finalizar os testes e alcançar a escala: quão rápido o SUS pode integrar essa tecnologia para oferecer um tratamento preventivo real?

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Vídeo 1: Exame de sangue testado pela Ufrgs detecta Alzheimer com até 96% de precisão

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Nos testes a proteína p-tau217 foi capaz de distinguir Alzheimer com acurácia entre 94% e 96%, equivalente ao exames invasivos e muito caros

O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e apoiado pelo Instituto Serrapilheira.

A pesquisa global, assinada por 23 pesquisadores, incluindo oito brasileiros, analisou mais de 110 estudos sobre o tema com cerca de 30 mil pessoas, confirmando que o p-tau217 no sangue é o biomarcador mais promissor para identificar a doença de Alzheimer.

Além de Zimmer, o estudo conta com Wagner Brum, aluno de doutorado e membro do grupo de pesquisa na UFRGS, como coautores.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e apoiado pelo Instituto Serrapilheira, conduziram o estudo. Imagem: UFRGS
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Os resultados representam um passo importante na validação de ferramentas que possam auxiliar o diagnóstico clínico da doença, dentro do que especialistas chamam de diagnóstico assistido por biomarcadores, quando exames laboratoriais são usados como complemento à avaliação médica.

A pesquisa avaliou 59 pacientes atendidos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, comparando os resultados do exame de sangue com o chamado “padrão ouro”, o exame de líquor.

Os testes indicaram que a proteína p-tau217, medida no plasma, foi capaz de distinguir indivíduos com e sem Alzheimer com acurácia entre 94% e 96% — desempenho equivalente ao dos exames invasivos e muito mais caros.

O estudo se destaca também por incluir pacientes brasileiros de baixa escolaridade, um grupo frequentemente negligenciado em pesquisas internacionais.

Segundo Eduardo Zimmer, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atualmente no Brasil existem dois exames capazes de identificar o Alzheimer: o exame de líquor, um procedimento invasivo no qual é feita uma punção lombar utilizando uma agulha bem fina; e o exame de imagem (tomografia).

Novo exame de sangue testado no RS pode mudar diagnóstico de Alzheimer. Imagem: RBS TV

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Antes disso, a única forma de detectar a possibilidade da doença era o exame clínico, normalmente feito por um neurologista que fazia diagnóstico baseado nos sintomas do paciente.

Uma punção lombar necessita de infraestrutura, experiência e normalmente é o neurologista que faz. Já o exame de imagem é muito caro para usar no SUS em todo o país”, afirmou o Dr. Eduardo Zimmer.

O método não substitui a avaliação clínica, mas pode funcionar como uma ferramenta complementar — acessível e precisa — para apoiar o diagnóstico, afirma Zimmer.

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Vídeo 2: Exame de sangue testado no Brasil detecta Alzheimer com mais de 90% de precisão

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Estratégia é a inclusão no SUS, por que a baixa escolaridade é um fator de risco muito importante para o declínio cognitivo, ficando acima de idade e sexo

Segundo Zimmer, ao mesmo tempo um grupo de pesquisadores do Instituto D’Or, no Rio de Janeiro, e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os professores Sérgio Ferreira, Fernanda De Felice e Fernanda Tovar-Moll, devolveram um estudo praticamente igual e com os mesmos resultados.

Atualmente, o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer é considerado um dos principais desafios de saúde pública no mundo.

De acordo com a OMS, aproximadamente 57 milhões de pessoas no mundo vivem com algum tipo de demência — dessas, pelo menos 60% têm o diagnóstico de Alzheimer.

Nova versão de exame que custa R$ 3.600 na iniciativa privada pode chegar ao SUS gratuitamente após a pesquisa. Imagem: Getty Images
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No Brasil, o Relatório Nacional sobre Demência, de 2024, estima cerca de 1,8 milhão de pessoas com a doença. A previsão é que o número pode triplicar até 2050.

Baixa escolaridade

No estudo, os cientistas identificaram que a baixa escolaridade parece acentuar mais a doença, reforçando a hipótese de que fatores socioeconômicos e educacionais impactam no envelhecimento do cérebro.

SUS

O diagnóstico por exame de sangue já é uma realidade na rede privada.

Testes realizados no exterior, como o americano PrecivityAD2, são oferecidos no Brasil a um custo que pode chegar a R$ 3,6 mil. Embora apresentem alta precisão, seu preço elevado reforça a importância de desenvolver uma alternativa nacional e gratuita.

O pesquisador explicou que, para que o exame chegue ao SUS, primeiro é preciso entender se ele vai ter a performance necessária. Em segundo lugar estabelecer a estratégia e a logística para a inclusão no SUS.

Entretanto, antes de chegar a essa etapa ainda há um caminho a ser percorrido, o que dificulta colocar uma estimativa dessa disponibilidade.

Os resultados definitivos estarão disponíveis em cerca de dois anos. Apesar de a doença ser mais frequente em pessoas com 65 anos, serão iniciados estudos em pessoas com mais de 55 anos.

De acordo com o Instituto Serrapilheira, a pesquisa foi publicada na revista Molecular Psychiatry, e os resultados foram reforçados em revisão internacional publicada em setembro, no periódico Lancet Neurology. 

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Bibliografia

Mol Psychiatry – Nature

Diagnostic performance of blood and CSF biomarkers for Alzheimer’s disease in a Brazilian cohort with low educational attainment.

http://doi.org/10.1038/s41380-025-03192-w

The Lancet

Social and health disparities associated with healthy brain aging in Brazil and other Latin American countries.

DOI: 10.1016/S2214-109X(24)00451-0

Sistema Único de Saúde (SUS)

UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Zimmer Neurolab

Universidades de Pittsburgh

Gotemburgo

Unipampa

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Análise Audiovisual

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Para o SUS: Teste de Alzheimer da UFRGS Detecta Com 95 % de Acerto e Custa 10x Menos | Nature Space

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