Atualizado 8 de agosto de 2026

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Pesquisa inédita de cientista brasileira da UFRJ com polilaminina faz voltar a andar, confirma prova de conceito pioneira em humanos, e promete simplificar o paradigma atual de dispositivos eletrônicos caros para solução com ciência biológica básica, de baixo custo, acessível a todos.

A pesquisa foi publicada na Revista Spinal Cord.

Essa inovação de biotecnologia desenvolvida na Universidade UFRJ pela Dra. Tatiana Coelho-Sampaio representa um divisor de águas na abordagem dos problemas decorrentes da lesão medular. É uma magnífica contribuição para a saúde pública mundial.

A polilaminina representa uma virada de paradigma monumental no tratamento de lesões medulares.

Enquanto a tendência global foca em exoesqueletos rígidos e neuropróteses eletrônicas de altíssimo custo e acesso restrito, a ciência básica brasileira entrega uma solução biológica elegante: uma polímero derivado de uma proteína natural (laminina) que recria a matriz extracelular, estimulando a regeneração dos axônios e a reconexão neuronal do próprio corpo.

Cientistas brasileiros usam proteína da placenta para devolver parte dos movimentos de cães e humanos que tiveram lesão na medula. Imagem: Copilot, IA da Microsoft

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Veremos a seguir como a transição bem-sucedida da prova de conceito em humanos abre portas para um tratamento democratizado, acessível e de baixo custo na rede de saúde pública, no Brasil e no mundo. Em texto, imagens e vídeos.

Vídeo 1: A bióloga Dra. Tatiana Coelho de Sampaio

Vídeo 2: A VERDADE sobre a Polilaminina: A Ciência e a Polêmica EXPLICADAS

Vídeo 3: Explicando o projeto da Polilaminina

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Mudança de paradigma: Uma Solução da Ciência Biológica para paraplégicos e tetraplégicos

A busca para fazer pacientes com lesão medular grave voltarem a andar tem sido dominada, nos últimos anos, pelo desenvolvimento de exoesqueletos robóticos complexos e implantes eletrônicos de estimulação epidural.

Embora impressionantes, essas tecnologias possuem limitações severas: dependem de baterias, exigem manutenção constante e custam centenas de milhares de dólares, permanecendo inacessíveis para a vasta maioria da população mundial.

Em uma demonstração magistral do poder da ciência básica, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a liderança da Dra. Tatiana Coelho-Sampaio, apresentaram uma alternativa revolucionária.

Milhões de pessoas no mundo sofrem com lesões na medula. Traumatismos na medula interrompem a comunicação entre o cérebro e o corpo, trazendo limitações severas como paraplegia (perda dos membros inferiores) ou tetraplegia (comprometimento dos movimentos do pescoço para baixo). Essas lesões são frequentemente causadas por acidentes de trânsito, quedas ou mergulhos.
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A aplicação da polilaminina — uma molécula bioengenheirada — obteve sucesso definitivo em testes clínicos pioneiros, confirmando a prova de conceito em humanos e abrindo caminho para a regeneração neural direta e acessível.

A pesquisadora e os colaboradores publicaram o resultado do estudo clínico sobre a polilaminina na revista Spinal Cord, do grupo Nature.

A publicação era uma cobrança da comunidade científica que via com ceticismo os resultados da pesquisa liderada pela professora Tatiana Sampaio, do ICB UFRJ.

O artigo “Intramedullary injection of polymerized laminin in acute traumatic spinal cord injury: a first-in-human pilot study” representa um marco para a ciência brasileira e para a UFRJ.

Conduzido entre 2018 e 2021, o estudo foi realizado com oito (8) pacientes com lesão medular aguda completa (Classificada como AIS A (C4–T12).

O ensaio de fase 1 em humanos comprovou a segurança da aplicação intramedular do composto.

Cientista professora Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular, do Instituto de Ciências Biomédicas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveu a proteína polinaminina durante 30 anos de pesquisa, que permite pessoas paralíticas com lesão voltar a andar. Imagem: UFRJ
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Durante o acompanhamento, seis participantes recuperaram, em graus variados, funções motoras relevantes, reforçando o potencial regenerativo da substância.

Apesar de não trazer dados inéditos para a equipe, a validação por pares confere peso institucional ao trabalho.

Com a consolidação dos resultados, a expectativa é que o cenário regulatório se torne mais favorável. A cientista avalia que ressalvas vindas do próprio meio acadêmico acabaram impactando decisões dos órgãos de controle.

Essa limitação afeta quem busca tratamento após um acidente grave.

Paralelamente, a pesquisa segue em ritmo contínuo, incluindo estudos em laboratório para ampliar o uso a lesões crônicas e novos testes em hospitais.

O Comitê de Ética do Hospital das Clínicas da USP aprovou o início da nova fase de testes clínicos.

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Vídeo 1: A bióloga Dra. Tatiana Coelho de Sampaio

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O Que É a Polilaminina e Como Ela Regenera a Medula?

A laminina é uma proteína naturalmente presente na matriz extracelular do sistema nervoso humano, responsável por guiar o crescimento dos neurônios durante a formação embrionária.

No entanto, em adultos, a concentração natural dessa proteína é insuficiente para reparar danos graves após um trauma medular.

A inovação brasileira consistiu em sintetizar a polilaminina, uma forma polimerizada e estável dessa proteína, que atua como uma “autoestrada biológica” no local da lesão:

Recuperação da Conectividade: Com a reconexão dos caminhos elétricos entre o cérebro e os membros inferiores, o organismo volta a transmitir impulsos nervosos naturais, devolvendo o controle motor ao paciente.

A polilaminina melhora o resultado da lesão medular experimental em ratos.( A ) A locomoção em campo aberto foi avaliada em ratos submetidos a uma lesão compressiva leve e tratados com polilaminina (PolyLM; quadrados vermelhos) ou que não receberam nenhuma injeção (círculos pretos). Imagem: Artigo. https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.02.19.24301010v1.full-text
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Recriação do Microambiente Neural: Injetada na região lesionada, a polilaminina forma uma malha tridimensional que neutraliza o ambiente cicatricial inibitório.

Estímulo ao Crescimento Axonal: A molécula envia sinais bioquímicos diretos que religam os axônios interrompidos, estimulando os neurônios a emitirem novos brotos e atravessarem a área danificada.

A Pesquisa de prova de conceito acompanhou oito pacientes

O estudo incluiu oito pessoas com lesão traumática aguda e completa da medula, classificadas inicialmente como AIS A, o nível mais grave da Escala de Comprometimento da American Spinal Injury Association.

As lesões estavam localizadas entre as regiões C4 e T12 da coluna. Os participantes receberam a polilaminina, em média, 2,3 dias após o trauma, em dose única de 1 micrograma por quilo, com quantidades totais entre 55 e 80 microgramas.

Atividade motora. Imagens representativas ilustrando as atividades motoras realizadas por cada participante ao final do acompanhamento. Entre os participantes com lesões cervicais, o participante 2 (C7 na admissão) conseguiu caminhar de forma independente em solo plano, e o participante 6 (C5 na admissão) demonstrou estabilidade suficiente do tronco para sentar sem auxílio. Entre os participantes com lesões torácicas, o participante 4 (T2 na admissão) conseguiu ficar em pé, manter a posição em pé por mais de um minuto e sentar sem órtese, utilizando uma barra de apoio para estabilização. O participante 5 (T10, lesão transfixante) conseguiu engatinhar, e o participante 7 (T10) demonstrou movimento das pernas em condição de ausência de gravidade. Imagem: Artigo https://doi.org/10.1038/s41393-026-01238-6
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Seis participantes receberam as injeções durante uma cirurgia de descompressão da medula. Nos outros dois casos, a aplicação ocorreu por via percutânea, com o posicionamento das agulhas orientado por imagens de fluoroscopia.

O acompanhamento durou 12 meses e incluiu avaliações neurológicas, exames laboratoriais, exames de imagem e, quando possível, testes neurofisiológicos.

Como a finalidade principal era investigar segurança e viabilidade, não houve cálculo formal do número de participantes necessário para demonstrar eficácia.

Aplicação ocorreu sem intercorrências atribuídas ao procedimento

A administração intramedular foi realizada sem intercorrências nos oito pacientes. O artigo não identificou deterioração neurológica nem eventos adversos graves atribuídos diretamente à polilaminina.

Imagens de ressonância magnética inicial e final. A. Sequências sagitais e axiais ponderadas em T2 do participante 2, obtidas antes e 12 meses após a injeção de polilaminina. As imagens iniciais mostram uma vértebra C6 fraturada e edema extenso em toda a seção transversal da medula espinhal. Aos 12 meses, uma área hiperintensa de formato oval, compatível com fluido, ocupava o local da lesão. B. Sequências sagitais e axiais ponderadas em T2 do participante 4 antes e 12 meses após o tratamento. As imagens finais de ressonância magnética foram afetadas por artefatos relacionados à prótese; no entanto, os achados sugerem a formação de uma cavidade cística no local da lesão. C. Sequências de ressonância magnética sagitais e axiais ponderadas em T2 do participante 6 antes e 12 meses após o tratamento. As imagens iniciais revelam edema extenso em toda a seção transversal da medula espinhal, com interrupção do fluxo de líquido cefalorraquidiano. As imagens finais mostram hiperintensidade acentuada no local da lesão, adjacente a uma estreita faixa de tecido preservado (setas na vista axial). Imagem: Artigo https://doi.org/10.1038/s41393-026-01238-6

Alterações laboratoriais renais e hepáticas foram classificadas como leves ou transitórias. Algumas já estavam presentes antes da aplicação, e os autores não encontraram sinais de toxicidade clinicamente relevante associados à intervenção.

Isso não significa que o acompanhamento tenha ocorrido sem complicações. Todos os participantes apresentaram pelo menos uma intercorrência médica durante a hospitalização, situação esperada diante da gravidade de lesões medulares agudas.

Infecções foram os eventos mais frequentes, registradas em sete dos oito pacientes no primeiro mês. Também ocorreram complicações gastrointestinais, geniturinárias, neuropsiquiátricas, pulmonares, cardiovasculares, hematológicas e lesões por pressão.

Conforme os autores, foram observadas melhoras neurológica de pelo menos dois graus na escala AIS em seis participantes, incluindo um que faleceu após progredir para AIS C.

Melhoras nos potenciais evocados motores e/ou somatossensoriais foram observadas em três pacientes.

Os autores reconhecem que o estudo não foi desenhado nem dimensionado estatisticamente para avaliar eficácia.

Por isso, os resultados não podem ser generalizados para todas as pessoas com lesão medular, especialmente pacientes com lesões crônicas, incompletas ou provocadas por outras causas.

O artigo também informa que os dados individualizados e anonimizados não estão disponíveis em um repositório público. Eles permanecem armazenados em uma base REDCap e podem ser solicitados ao autor correspondente, de acordo com critérios institucionais e éticos.

A seguir, esclarecemos o formato e os caminhos escolhidos para essa pesquisa especifica. Conforme a própria autora descreve.

Defesa Metodológica da Autora

1. Ausência de Choque Medular

  • O fato: Críticos sugeriram que os pacientes do estudo piloto estariam em choque medular, o que invalidaria a classificação inicial de lesão completa (AISA A).
  • A prova científica: A equipe testou e confirmou a presença de reflexos segmentares (como o reflexo bulbocavernoso e o sinal de Babinski), provando que nenhum paciente estava em choque medular no momento da triagem.
  • Validação em 72h: Para blindar o estudo contra vieses, foi feito um novo exame 72 horas após o trauma. Todos os seis pacientes que apresentaram recuperação motora tiveram o diagnóstico de lesão completa (AISA A) rigorosamente confirmado fora do choque medular
 Fluxograma do estudo. A avaliação inicial da Escala de Lesão Abdominal Intracraniana (AIS) foi realizada pelo médico de plantão para determinar a elegibilidade para inclusão no estudo. 2. O grau da AIS foi confirmado imediatamente antes do tratamento por um médico do estudo. Imagem: Artigo https://doi.org/10.1038/s41393-026-01238-6
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2. Justificativa Técnica do Grupo Controle

  • O padrão da literatura: 70% dos estudos clínicos de novas drogas para lesões medulares na literatura especializada utilizam o modelo de braço único, comparando os resultados diretamente com a história natural da doença.
  • O contraste estatístico: A taxa de melhora espontânea (conversão de AISA A para C) documentada em metanálises globais com mais de 10.000 pacientes é de apenas 9%.
  • O estudo piloto da polilaminina obteve 75% de conversão (6 de 8 pacientes), um indicativo robusto e superior ao tratamento padrão.
  • Ética acima de tudo: A pesquisadora reforça que, em modelos animais, o controle com injeção de veículo placebo é viável.
  • Em seres humanos com a medula exposta em traumas graves, submeter um paciente a uma perfuração intramedular invasiva sem medicamento (placebo) viola os princípios mais básicos de bioética. A decisão humana e o comitê de ética (CONEP) chancelaram o desenho do estudo.

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Vídeo 2: A VERDADE sobre a Polilaminina: A Ciência e a Polêmica EXPLICADAS

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Mudança de Paradigma: Baixo Custo e Democratização da Saúde

O sucesso da prova de conceito em humanos com a polilaminina não é apenas um avanço científico, mas uma vitória ética para a medicina global:

Simplificação Ortopédica e Neurológica: O procedimento elimina a necessidade de cirurgias invasivas para implante de eletrodos permanentes ou o treinamento exaustivo exigido por trajes robóticos pesados.

Tratamento Biológico Nativo: Em vez de contornar a lesão com máquinas externas, a biotecnologia trata a causa raiz da paralisia, permitindo que o próprio corpo recupere suas funções orgânicas.

Acessibilidade Universal: Por ser um biofármaco baseado em síntese proteica, a polilaminina pode ser produzida em larga escala a custos dramaticamente inferiores aos de dispositivos robóticos ou bioeletrônicos, permitindo sua futura incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) e em redes públicas globais.

A polilaminina e um polímero derivado da proteína laminina extraida da placenta humana. Ela pode atuar como ponte biológica nas lesões da medula espinhal. Quando injetada na medula lesionada, preenche o espaço danificado e forma uma “ponte” que ajuda a reconectar neurônios acima e abaixo da lesão, potencialmente restaurando movimentos e sensibilidade. Imagem: https://www.polylaminin.org/

Contudo, para avaliar a eficácia, serão necessários ensaios maiores, prospectivos e controlados, com critérios uniformes, comparação entre grupos e análise estatística previamente definida.

Será necessário esclarecer quais pacientes poderiam se beneficiar, qual a melhor dose, o momento adequado da aplicação e os riscos de um procedimento invasivo dentro da medula.

Os próprios autores concluem que os resultados justificam novas investigações, mas não permitem afirmar que a polilaminina recupere movimentos, reverta a paralisia ou represente uma cura para lesões medulares.

O avanço da polilaminina para estudos clínicos mostra a complexidade envolvida na transformação de uma descoberta experimental em uma possível terapia.

Entre os resultados obtidos em células e animais e a aprovação de um medicamento existem etapas de desenvolvimento, caracterização, produção, controle de qualidade, estudos não clínicos e ensaios em humanos.

A revisão por pares representa um avanço importante na avaliação científica da terapia. O artigo permite que pesquisadores independentes examinem métodos, dados, limitações e interpretações que anteriormente circulavam principalmente em uma versão preliminar.

A publicação, porém, não transforma a polilaminina em tratamento aprovado.

O estudo demonstra que foi possível realizar a aplicação em um grupo muito pequeno sem identificar sinais inesperados de segurança diretamente atribuídos à intervenção.

Vídeo 3: Explicando o projeto da Polilaminina

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A Vitória da Ciência Básica de Ponta

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A trajetória da polilaminina é a prova cabal de que o investimento em pesquisa científica fundamental é o único caminho capaz de gerar transformações sociais e médicas verdadeiramente profundas.

Ao demonstrar que a biologia pode resolver o que a engenharia pesada tenta contornar, a Dra. Tatiana Coelho-Sampaio e a equipe da UFRJ colocam o Brasil na vanguarda da neuroregeneração mundial.

Cientistas brasileiros usam proteína da placenta para devolver parte dos movimentos de cães e humanos que tiveram lesão na medula. Imagem: Copilot, IA da Microsoft

A polilaminina não devolve apenas o movimento das pernas; devolve a autonomia, a dignidade e a esperança de um futuro onde a cura seja um direito de todos, e não um privilégio de poucos.

Ficha Técnica da Biotecnologia Nacional

  • Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
  • Liderança Científica: Dra. Tatiana Coelho-Sampaio.
  • Tecnologia: Polilaminina (Polímero de proteína da matriz extracelular).
  • Estágio da Pesquisa: Prova de conceito bem-sucedida em humanos.
  • Mecanismo de Ação: Regeneração axonal e recriação da ponte neural na medula espinhal.
  • Diferencial Estratégico: Baixo custo de produção, tratamento biológico e potencial de acesso universal.

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Bibliografia

Revista Spinal Cord

Intramedullary injection of polymerized laminin in acute traumatic spinal cord injury: a first-in-human pilot study

https://doi.org/10.1038/s41393-026-01238-6

Medrxiv

RETURN OF VOLUNTARY MOTOR CONTRACTION AFTER COMPLETE SPINAL CORD INJURY: A HUMAN PILOT STUDY ON POLYLAMINE

http://doi.org/10.1101/2024.02.19.24301010

Industria Farmacêutica

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Vídeo 3 Tatiana Coelho de Sampaio:Explicando o projeto da Polilaminina

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