Atualizado 23 de abril de 2026
Cientistas da UFRJ e da Embrapa desenvolvem BioProtetor biodegradável que prolonga a vida de frutas e legumes, sem usar agrotóxicos, reduzindo desperdício, além de facilitar a logística e a segurança alimentar.
A pesquisa está em desenvolvimento no Laboratório de Química da UFRJ em parceria com a Embrapa.
Teríamos encontrado a fórmula para um futuro onde a comida dura mais, evita o desperdício de alimentos sem comprometer a nossa saúde?

A seguir veremos como esta inovação brasileira combate o desperdício de alimentos ao prolongar significativamente a vida útil de frutas e legumes, sem o uso de agrotóxicos. Em Texto, Imagens e vídeos.
Vídeo 1: UFRJ e Embrapa desenvolvem biodetergente para frutas e legumes
Vídeo 2: Projeto Fruta Imperfeita busca reduzir desperdício de alimentos
🔭 Siga Nature & Space no Google News 📨

LEIA MAIS
Brasil: Mapa Revela Má Alimentação e Ultraprocessados | Nature & Space
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
Ampliar o tempo de conservação dos alimentos é também uma forte medida de segurança alimentar
O desperdício global de alimentos é uma crise silenciosa, e a agricultura busca incessantemente soluções que sejam seguras para a nossa saúde e para o meio ambiente.
Nesse sentido, cientistas da UFRJ e da Embrapa desenvolveram um bioprotetor biodegradável disruptivo, capaz de prolongar de forma inédita a vida útil de frutas e legumes, sem o uso de agrotóxicos.

Esta inovação não apenas reduz drasticamente o desperdício na cadeia de produção e distribuição, como também oferece uma alternativa segura para o consumidor, eliminando resíduos químicos nos alimentos.
“Ele faz uma, como se fosse uma desarrumação na estrutura do fungo. Então ele não consegue se proliferar. A gente aumenta o tempo de prateleira desses produtos”, afirma Denise Maria Guimarães Freire, Professora titular do Instituto de Química (UFRJ).
Ampliar o tempo de conservação dos alimentos é também uma forte medida de segurança alimentar, já que para a existir mais alimento disponível circulando, e por mais tempo na mesa do consumidor, sem a necessidade de refrigerar.
Assim, a ciência brasileira de ponta na UFRJ e da Embrapa buscam resolvers problemas reais globais: o desperdício de alimentos e a segurança alimentar.

A tecnologia também contribui para reduzir o preço dos alimentos. Ao impedir a ação de fungos e fazer frutas durarem mais, a tecnologia reduz perdas ao longo do caminho e pode tornar o sistema mais eficiente.
Parte relevante das frutas produzidas no mundo se perde antes mesmo de ser consumida. Assim, esse desperdício acontece entre a colheita, o transporte e a exposição nos mercados, pressionando preços e reduzindo a oferta de alimentos frescos.
Desta forma, a pesquisa tem impacto na grande escala, na cadeia mundial de produção de alimentos, que todos os anos tem centenas de bilhões de dólares de prejuízos com alimentos que estragam depois de serem colhidos.
A parceria com a Embrapa começou em 2014 quando o laboratório de química da UFRJ venceu um edital para pesquisar conservação de alimentos.
“A gente viu nessa, nesse edital uma oportunidade da gente colaborar para desenvolver um produto biopesticida que não existe no mercado para aplicação em pós-colheita de frutas”, relata Otiniel Freitas, pesquisador da Embrapa.
▶️ Inscreva-se no Canal Nature & Space: Videos Novos nas PlayLists Todo Dia!

Vídeo 1: UFRJ e Embrapa desenvolvem biodetergente para frutas e legumes
LEIA MAIS
Substituto Promissor: Plástico de Celulose de Bactérias | Nature & Space
Carne Cultivada de Célula Animal Com Proteína Vegetal | Nature & Space
Batata Teve Origem no Cruzamento Entre Tomate e Outra Planta, Há 9 Milhões de Anos | Nature & Space
Teste Reduziu Idade Biológica 15 Anos ao Retirar 3 Alimentos | Nature & Space
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
O biodetergente da UFRJ funciona como uma camada protetora aplicada na casca: interfere na estrutura dos fungos desacelerando o apodrecimento
O produto funciona como uma camada protetora aplicada na casca. Desse modo, essa proteção interfere na estrutura dos fungos em alimentos, impedindo que eles se desenvolvam e acelerem o apodrecimento.
O estudo começou em 2009, em um projeto apoiado pela Petrobras, que investigava propriedades químicas de derivados de petróleo.
Com o avanço das análises, os cientistas perceberam que o material poderia ser aplicado no controle de microrganismos.

A partir de 2014, com a parceria entre o Instituto de Química da UFRJ e a Embrapa, o foco passou a ser a conservação de alimentos no pós-colheita, etapa crítica para reduzir perdas e melhorar a durabilidade dos produtos.
Nos testes, o resultado foi direto: de 12 laranjas expostas a fungos, 11 permaneceram intactas após a aplicação.
Depois dos testes iniciais, o próximo passo é validar o uso em escala industrial. Portanto, em vez da aplicação manual, o produto será testado em sistemas automatizados, como esteiras de processamento.
“Um teste num número maior de frutas, aplicado não com pincel, mas aplicado em uma esteira, que é o que é o mecanismo industrial de aplicação, para a gente conseguir provar que o que funciona em laboratório também funciona em uma escala industrial”, comenta Elisa Cavalcante, professora do Instituto de Química (UFRJ).
Essa etapa é decisiva para confirmar se a tecnologia pode ser adotada pela indústria de alimentos.
Além das laranjas, os pesquisadores avaliam a aplicação em outras frutas, como morango, mamão e goiaba, além de grãos como feijão e soja, ampliando o potencial de uso.
Na prática, isso aumenta o tempo de conservação de frutas após a colheita, uma das etapas mais sensíveis da cadeia alimentar.
O desempenho indica que a tecnologia pode reduzir perdas ainda na fase de pós-colheita, onde grande parte do desperdício de alimentos ocorre.
Além disso, quando a fruta dura mais, ela percorre distâncias maiores, enfrenta menos perdas logísticas e chega em melhores condições ao consumidor.
▶️ Inscreva-se no Canal Nature & Space: Videos Novos nas PlayLists Todo Dia!

Vídeo 2: Projeto Fruta Imperfeita busca reduzir desperdício de alimentos
LEIA MAIS
Proteína Vegetal Aumenta Expectativa de Vida em Adultos | Nature & Space
Unicamp: Drone com SAR Enxerga Detalhe 100 m Abaixo da Terra | Nature & Space
Índice Calcula Tempo de Vida Ganho ou Perdido com Alimento | Nature & Space
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
O biodetergente biodegradável da UFRJ estará disponível em cinco anos no mercado, dependendo de investimento e aprovação regulatória
A previsão é que o biodetergente leve cerca de cinco anos para chegar ao mercado, dependendo de investimento e aprovação regulatória.
Desse modo, esse processo envolve testes em larga escala e validação de segurança para uso na cadeia alimentar. Se avançar, a tecnologia redefine como produtores e mercados conservam e distribuem alimentos.

O consumidor aguarda ansiosamente, por que quando a conservação de alimentos frescos melhora, e o efeito aparece dentro de casa.
Além da redução do preço ao consumidor, os produtores também se beneficiarão ao obter uma forma de conservar seus alimentos antes da venda, sem a necessidade de aquisição de equipamentos caros de refrigeração.
- Na mesa, em casa os consumidores terão menos desperdícios, maior tempo para consumir alimentos, podem fazer compras planejadas, menor necessidade de reposição frequente.
É sem duvida uma inovação simples de amplo alcance, econômico, ambiental e de segurança alimentar.
Bibilografia
Curadoria Técnica e Análise Audiovisual: Conteúdo Bibliográfico e Audiovisual Selecionado e Validado por Dr. Sergio Almeida Loiola – CV Lattes/CNPq.
UFRJ
Universidade federal do Rio de Janeiro
Instituto de Química (UFRJ).
Proa. Dra. Denise Maria Guimarães Freire
http://lattes.cnpq.br/5284295521212505
Embrapa
Análise Audiovisual
Vídeo 1 AgroMais: UFRJ e Embrapa desenvolvem biodetergente para frutas e legumes
Vídeo 2 TV Cultura: Projeto Fruta Imperfeita busca reduzir desperdício de alimentos
Política de Uso
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!














