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Atualizado 22 de abril de 2026

Um dos mais antigos registro arqueológico que trata sobre a consciência humana das estrelas data da cultura aurignaciana da Europa, 34.000 atrás. 

Esses calendários lunares foram feitos em pequenos pedaços de pedra, osso ou chifre para que pudessem ser facilmente transportados, pequenos, portáteis e leves, facilmente transportados em longas viagens de caça, pesca ou migrações sazonais.

A seguir veremos como os astrônomos identificaram esse calendário com os ciclos lunares, as possíveis marcações com os ritmos climáticos, sociais e biológicos, e sua implicações. Em texto, imagens e vídeos.

Vídeo 1: História da arte da Astronomia

Vídeo 2: Calendários: o mais antigo projeto científico do mundo

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Além de calendários lunares, desde 40 mil anos atrás as sociedades já estavam sofisticadas com “ciência”, artes, sistema de crenças e linguagem simbólica falada

Desde 40 mil anos atrás as sociedades já estavam sofisticadas, com ciência, artes, sistema de crenças e linguagem simbólica falada.

Os calendários lunares mais antigos e as primeiras constelações foram identificados na arte rupestre encontrada na França e na Alemanha.

Os astrônomos- dessas últimas culturas do Paleolítico Superior compreendiam os conjuntos matemáticos e a interação entre o ciclo anual da lua, a eclíptica, o solstício e as mudanças sazonais na Terra.

Um possível calendário lunar aurignaciano de 34.000 anos esculpido em uma tábua de ossos, encontrado em Dordonha, na França. (NASA)

Entre os dados mais antigos do registro arqueológico que falam sobre a consciência humana das estrelas e dos ‘céus’ está a cultura aurignaciana da Europa, c.34.000 atrás.

De 1964 ao início dos anos 1990, Alexander Marshack publicou pesquisas inovadoras que documentaram o conhecimento matemático e astronômico nas culturas do Paleolítico Superior da Europa.

Período Aurignaciano se refere a uma cultura material do Paleolítico Superior que se encontra na Europa e no sudoeste da Ásia.

Mapa da extensão do Período Aurignaciano.
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Estima-se que essa era tenha começado há 45.000 anos e durado 10.000 (o intervalo varia entre 37.000 a 27.000 anos na escala de datação de rádiocarbono não calibrado, e 47.000 e 41.000 anos utilizando a calibração mais recente da datação de radiocarbono).

O nome do Período vem do sítio arquelógico de Aurignac, no departamento de Alta Garona, França.

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Vídeo 1: História da arte da Astronomia

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Calendários lunares foram feitos em pequenos pedaços de pedra, osso ou chifre para que pudessem ser facilmente transportados

Marshack decifrou conjuntos de marcas esculpidas em ossos de animais e, ocasionalmente, nas paredes de cavernas, como registros do ciclo lunar. Essas marcas são conjuntos de crescentes ou linhas.

Os artesãos controlavam cuidadosamente a espessura da linha para que uma correlação com as fases lunares fosse o mais fácil possível de perceber.

Conjuntos de marcas eram frequentemente dispostos em um padrão serpentino que sugere uma divindade de cobra ou córregos e rios.

Um possível calendário lunar aurignaciano de 34.000 anos esculpido em uma tábua de ossos, encontrado em Dordonha, na França. (NASA)
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Muitos desses calendários lunares foram feitos em pequenos pedaços de pedra, osso ou chifre para que pudessem ser facilmente transportados.

Esses calendários lunares pequenos, portáteis e leves eram facilmente transportados em viagens longas, como longas viagens de caça e migrações sazonais.

Caçar os animais maiores era árduo e poderia exigir que os caçadores seguissem manadas de cavalos, bisões, mamutes ou íbex por muitas semanas.

Outros grandes animais, como o auroque, o urso das cavernas e o leão das cavernas, eram bem conhecidos, mas raramente caçados para alimentação porque tinham um status especial no reino mítico. O auroque é muito importante para a busca das primeiras constelações.

As fases da lua representadas nesses conjuntos de marcas são inexatas. A precisão era impossível, a menos que todas as noites estivessem perfeitamente claras, o que é uma expectativa irreal.

A habilidade de contagem aritmética implícita nesses pequenos calendários lunares é óbvia. O reconhecimento de que existem fases da lua e estações do ano que podem ser contadas – que devem ser contadas porque são importantes – é profundo.

Na África, em períodos aproximados também eram usados calendários lunares. O osso de Lebombo, datado de cerca de 35 mil anos atrás, apresenta entalhes que indicam a marcação de ciclos, possivelmente relacionados ao tempo lunar, sugerindo um sistema de contagem organizado. O osso de Ishango, datado de 20 mil anos, possui padrões complexos de marcações, com indícios de operações matemáticas básicas, como adição, subtração e até mesmo a compreensão de números primos.
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Até o trabalho de Marshack, muitos arqueólogos acreditavam que os conjuntos de marcas que ele escolheu para estudar não passavam de rabiscos sem objetivo de fabricantes de ferramentas entediados.

O que Marshack descobriu é a descoberta intuitiva de conjuntos matemáticos e a aplicação desses conjuntos para a construção de um calendário.”

O osso é o meio preferido porque permite fácil transporte e uma longa vida útil do calendário. A astronomia mais antiga da humanidade trouxe o clã para o universo multidimensional dos deuses.

Os objetos usados nos rituais mais potentes tinham o maior valor contextual e cultural e eram tratados com grande reverência.

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Vídeo 2: Calendários: o mais antigo projeto científico do mundo

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Bibliografia

NASA

​https://sservi.nasa.gov/articles/oldest-lunar-calendars/?fbclid=IwAR1P4g8xRIc_K5kZSVKohazkAkn5LjRktubMcRIqKoZMeeq4u3zMi0pXzl8

Análise Audiovisual

Vídeo 1 Junin Filósofo: História da arte da Astronomia

Vídeo 2 Astronomia Para Todos – IAG / USP: Calendários: o mais antigo projeto científico do mundo

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ANTIGO CALENDÁRIO LUNAR GRAVADO EM OSSO DE 10 CM, HÁ 34 MIL ANOS

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