Atualizado 1 de março de 2026
Pesquisadores desenvolveram um novo material compósito que pode se auto regenerar, reparar sozinho danos por mais de mil vezes, podendo durar até séculos.
O novo material poderia ampliar a vida util de aviões, carros e equipamentos em mais de cem anos, e até séculos. Mudando o paradigma da indústria atual.
A pesquisa foi publicada na Revista PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences.

A seguir veremos como o novo material consegue se regenerar por mais de mil vezes, e o que isso pode significar para a vida útil dos equipamentos, veículos , aviões e outros. Em texto, imagens e vídeos.
Vídeo 1: Como Essa Novidade Pode Resolver O Problema Dos Materiais Autorreparáveis
Vídeo 2: O Material Que Se Conserta Sozinho | A Tecnologia Autorreparável Que Já Está na Indústria!
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Polímero reforçado com fibra pode aumentar a durabilidade em séculos, em comparação com a vida útil dos compósitos atuais
Um novo material compósito mostrou-se mais resistente do que os materiais atualmente usados em asas de aviões, pás de turbinas eólicas e outras aplicações estruturais.

E, se isto já não fosse suficiente, o material é autorreparador, sendo capaz de se consertar sozinho de danos e trincas mais de 1.000 vezes, restaurando praticamente toda a sua resistência original.
O que está em jogo são materiais engenheirados de polímero reforçado com fibra (PRFs), valorizados por sua alta relação resistência/peso e comumente usados em aeronaves, automóveis, turbinas eólicas, espaçonaves e outras aplicações estruturais exigentes.
Esses compósitos consistem em camadas de fibras, como fibra de vidro ou de carbono, unidas por uma matriz polimérica, geralmente epóxi.

A técnica de autorreparação desenvolvida agora visa a delaminação interlaminar, que ocorre quando se formam fissuras no compósito, fazendo com que as camadas de fibra se separem da matriz.
A expectativa é que esta estratégia de autorreparação estenda drasticamente a vida útil dos materiais compósitos reforçados com fibras convencionais, levando a uma durabilidade estimada não mais em décadas, mas em séculos, em comparação com a vida útil projetada para os compósitos atuais.
“Isso poderá reduzir significativamente os custos e a mão de obra associados à substituição de componentes compostos danificados,
além de diminuir a quantidade de energia consumida e o desperdício produzido por muitos setores industriais, pois haverá menos peças quebradas para inspecionar, reparar ou descartar manualmente,” disse o professor Jason Patrick, da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA.
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Vídeo 1: Como Essa Novidade Pode Resolver o Problema dos Materiais Autorreparáveis
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Um agente de cura termoplástico junto com camadas a base de carbono, que aquecidas com eletricidade derretem o agente de cura
O material autorreparador assemelha-se aos compósitos PRFs convencionais, mas com duas características adicionais.
Primeiro, um agente de cura termoplástico é depositado por impressão 3D sobre o reforço de fibra, criando uma camada intermediária com padrão polimérico que torna o laminado de duas a quatro vezes mais resistente à delaminação.

Segundo, finas camadas de aquecimento à base de carbono são incorporadas ao material, que se aquecem quando uma corrente elétrica é aplicada; o calor derrete o agente de cura, que então flui para dentro de fissuras e microfraturas e religa as interfaces delaminadas, restaurando o desempenho estrutural.
Em um teste de demonstração, os pesquisadores realizaram 1.000 ciclos de fratura e cicatrização continuamente ao longo de 40 dias, medindo a resistência à delaminação após cada reparo.
Em outras palavras, o material foi fraturado repetidamente da mesma maneira, avaliando-se então quanta carga ele conseguia suportar antes de delaminar novamente. O material durou pelo menos 10 vezes mais do que um PRF convencional.
Como os materiais de hoje têm vida útil estimada de 15 a 40 anos, o compósito autorreparador acena com uma durabilidade de 150 a 400 anos, dependendo da aplicação.

“Isso proporciona um valor óbvio para tecnologias de grande escala e alto custo, como aeronaves e turbinas eólicas,” disse Patrick.
“Mas pode ser excepcionalmente importante para tecnologias como espaçonaves, que operam em ambientes em grande parte inacessíveis e que seriam difíceis ou impossíveis de reparar por meio de métodos convencionais no local.”
Conforme os autores, os novos resultados de reparo térmico para o contexto do mundo real, um cronograma modesto de autocicatrização trimestral poderia manter o reparo da fratura interlaminar de compósitos de FRP por mais de 125 anos.
esse resultado é muito além da vida útil típica de muitas estruturas modernas, incluindo aeronaves e turbinas eólicas. Assim, esse paradigma de autocicatrização mais recente elimina efetivamente a delaminação como modo de falha.
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Vídeo 2: O Material Que Se Conserta Sozinho | A Tecnologia Autorreparável Que Já Está na Indústria!
Bibliografia
Curadoria Técnica e Análise Audiovisual: Conteúdo Bibliográfico e Audiovisual Selecionado e Validado por Dr. Sergio Almeida Loiola – CV Lattes/CNPq.
Revista PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences
Artigo: Self-healing for the Long Haul: In situ Automation Delivers Century-scale Fracture Recovery in Structural Composites
Autores: Jack S. Turicek, Zachary J. Phillips, Kalyana B. Nakshatrala, Jason F. Patrick
DOI: 10.1073/pnas.2523447123
Análise Audiovisual
Vídeo 1- aTechPT: Como Essa Novidade Pode Resolver O Problema Dos Materiais Autorreparáveis
Vídeo 2- Portal da Engenharia: O Material Que Se Conserta Sozinho | A Tecnologia Autorreparável Que Já Está na Indústria!
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Material Que se Autoconserta Permitirá Aviões, Carros e Equipamentos Durar 100 Anos | Nature & Space

















