Atualizado 21 de março de 2026
Brasil iniciou um tratamento eficaz inédito contra a malária em crianças menores de 16 anos, aplicada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com comprimido de dose única de tafenoquina na formulação pediátrica de 50 mg, indicada para pesos entre 10 kg e 35 kg.
Informações divulgadas pelo SUS e Ministério da Saúde.
O público infantil concentra cerca de 50% dos casos da doença no país. Até então, o medicamento era ofertado apenas a jovens e adultos a partir de 16 anos de idade.
A dose única para crianças é inédita no mundo, e substitui a terapias anterior aplicada por mais de 60 anos, que exigia tratamento por 14 dias e menos eficaz, o que dificultava a adesão, especialmente entre crianças.
Veremos a seguir o que é e como age a terapia com o medicamento tafenoquina contra a malária, e por que ela é mais eficaz e melhora drasticamente a recuperação dos pacientes. Em texto, imagens e vídeos.

A tecnologia mais avançada não é apenas aquela que voa para o espaço, mas aquela que simplifica a sobrevivência. Ao reduzir um tratamento complexo a uma dose única, o SUS da um passo significativo para a saúde publica. Estaríamos finalmente próximos de erradicar a malária no Brasil?
Vídeo 1: Ministério da Saúde inicia tratamento inédito contra malária em crianças no SUS
Vídeo 2: MALÁRIA : O QUE É ? SINTOMAS E COMO EVITAR ?
Vídeo 3: Fatos Reais no SUS: Malária
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O tratamento de dose única contra a malária gratuito via SUS promete erradicar recaídas em crianças, e reduz tempo da terapia de 14 para 1 dia
A malária é considerada uma das principais causas de óbito por doenças infecciosas, principalmente em regiões tropicais e subtropicais, afetando centenas de milhões de pessoas.
Doença infecciosa febril aguda causada por protozoários do gênero Plasmodium, a malária é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego.

A malária figura no grupo das doenças socialmente determinadas, que afetam principalmente pessoas em condições de vulnerabilidade socioeconômica.
O novo medicamento tafenoquina no Sistema Único de Saúde, SUS, do Brasil representa um marco para reverter um quadro dramátíco da malaria para a saúde pública, no Brasil e no mundo.
Os dados revelados pelo Boletim Epidemiológico são alarmantes. Divulgados pelo relatório elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, que analisa a utilização do novo medicamento tafenoquina no Sistema Único de Saúde como alternativa terapêutica para a cura da malária ocasionada por Plasmodium vivax.
Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou aproximadamente 263 milhões de casos da enfermidade e 597 mil mortes em todo o mundo, com a maioria dos óbitos concentrados no continente africano, onde a transmissão de Plasmodium falciparum é elevada e mais frequente.
Nas Américas, foram registrados 548 mil casos e 342 óbitos por malária em 2023, sendo que Brasil, Venezuela e Colômbia concentraram mais de 80% dos casos autóctones do continente americano¹.
No Brasil, em 2023, a região amazônica concentrou 99% dos casos autóctones, com predomínio da espécie Plasmodium vivax (82%), concentrados em 26 municípios que responderam por 80% do total nacional.

Embora a região extra-amazônica apresente baixa incidência, os casos ali registrados apresentam maior letalidade e configuram risco para o restabelecimento da transmissão local.
No início, a incorporação do medicamento tafenoquina no SUS aconteceu em junho de 2023 e estava restrita a pacientes acima dos 16 anos, com peso superior a 35 kg e que não estejam grávidas ou amamentando.
De acordo com o Ministério da Saúde, a implementação da tafenoquina simboliza um notável avanço no controle da malária em todo o Brasil e está diretamente alinhada às medidas adotadas mundialmente com foco na eliminação da doença.
A tafenoquina 50mg foi incorporada ao SUS em setembro de 2025 e promove a eliminação completa do parasita Plasmodium vivax, a principal espécie causadora da malária no Brasil, responsável por mais de 80% dos casos no país.
A dose única substitui o esquema terapêutico disponível até então, que exigia tratamento por até 14 dias, o que dificultava a adesão, especialmente entre crianças.
Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos desde 1979, com 15% de redução em relação a 2024. No mesmo período, também houve uma redução de 16% em áreas indígenas de todo o país.
Os casos por Plasmodium falciparum (protozoário causador da forma grave de malária) também reduziram em 30% em relação ao ano passado.
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Vídeo 1: Ministério da Saúde inicia tratamento inédito contra malária em crianças no SUS
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O Brasil tornou-se o primeiro país do mundo a disponibilizar esse tipo de tratamento para crianças com malária vivax (Plasmodium vivax)
O Ministério da Saúde iniciou o novo tratamento contra a malária em crianças menores de 16 anos de idade no Sistema Único de Saúde (SUS) com o uso de tafenoquina na formulação pediátrica de 50 mg, indicada para pesos entre 10 kg e 35 kg. 

O público infantil concentra cerca de 50% dos casos da doença no país. Até então, o medicamento era ofertado apenas a jovens e adultos a partir de 16 anos de idade.
A entrega do medicamento está sendo feita de forma gradual, com foco em áreas prioritárias na região Amazônica.

O Brasil tornou-se o primeiro país do mundo a disponibilizar esse tipo de tratamento para crianças.
Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica para ampliar o controle da doença em todo o território nacional.
O ministério esclareceu que o novo medicamento passou a ser indicado para pessoas com malária vivax (Plasmodium vivax), com peso acima de 10 kg, que não estejam grávidas ou em período de amamentação.
O uso do medicamento tem se mostrado eficaz, reduzindo as recaídas e a transmissão da doença.
Até então, o esquema terapêutico disponível exigia tratamento por até 14 dias, o que dificultava a adesão, especialmente entre crianças.
De acordo com o Ministério da Saúde, “a nova apresentação do fármaco será administrada em dose única, o que proporciona mais conforto e praticidade para as famílias e profissionais de saúde, maior adesão à terapia, eliminação completa do parasita e a prevenção de recaídas”
Ainda segundo o ministério, o medicamento “contribui para a interrupção da transmissão da doença, possibilita o ajuste da dose conforme o peso da criança, garantindo maior eficácia do tratamento”.

O ministério investiu R$ 970 mil na compra do medicamento e já recebeu 64.800 doses que serão distribuídos em áreas de maior incidência como os Distritos Sanitários Especiais Indígenas Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes.
Esses territórios concentram cerca de 50% dos casos de malária em crianças e jovens de até 15 anos.
O primeiro a ser contemplado foi o DSEI Yanomami, com 14.550 comprimidos. O território foi a primeira região do país a receber a tafenoquina 150 mg, indicada para pacientes com mais de 16 anos, em 2024.
“A malária é um dos principais desafios de saúde pública na região Amazônica, especialmente em áreas de difícil acesso e territórios indígenas, onde fatores geográficos e sociais ampliam a vulnerabilidade à doença”, reconhece o ministério.
O Ministério da Saúde informou que segue intensificando o monitoramento e o reforço das ações de controle vetorial, a busca ativa e a disponibilização de testes rápidos entre outras estratégias de combate à doença na região.
Entre 2023 e 2025, somente no território Yanomami houve aumento de 103,7% na realização de testes, crescimento de 116,6% no número de diagnósticos e redução de 70% nos óbitos pela doença.
Em relação a todo o país, em 2025 foi registrado o menor número de casos (120.659) desde 1979, com 15% de redução em relação a 2024.
No mesmo período, também houve uma redução de 16% em áreas indígenas de todo o país.
A Amazônia concentra 99% dos casos do país. No ano passado, foram registrados 117.879 casos na região.
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A tafenoquina é um agente inovador que atua no fígado, erradica as formas dormentes do P. vivax, que causam a malária meses ou anos após o tratamento inicial
A tafenoquina é um medicamento inovador desenvolvido para o tratamento da malária, particularmente eficaz na eliminação das formas latentes do parasita Plasmodium vivax no fígado (hipnozoítos), prevenindo recaídas.
A principal vantagem é sua administração em dose única, eliminando a necessidade de tratamentos longos de 7 a 14 dias com medicamentos anteriores, como a primaquina.

A tafenoquina é um agente esquizonticida tecidual (atua no fígado) que erradica os hipnozoítos hepáticos, que são as formas dormentes do P. vivax responsáveis por causar a malária meses ou anos após o tratamento inicial.
Diferente da primaquina, a tafenoquina permanece na corrente sanguínea por mais tempo (meia-vida longa), por cerca de 20 dias, o que permite o tratamento em dose única.
Ao contrário do que vem ocorrendo com o uso medicamento anterior, a primaquina, medicamento utilizado há mais de 60 anos, administrado, diariamente, por um período de até 14 dias.

A “tafenoquina poderá ser aplicada em uma única dose, já que tem ação que alcança mais de 20 dias, apresentando chances de cura radical, porque atua diretamente na forma hepática da malária vívax (os hipnozoítos), evitando as chamadas recaídas, que é o retorno da doença, ocasionando um novo ciclo de malária no paciente, com infecção da corrente sanguínea”. Pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Rondônia e Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem), Dhélio Batista Pereira,
“A tafenoquina reduz o tempo de tratamento. Isso impacta na melhoria da adesão dos pacientes ao tratamento e contribui diretamente para a interrupção da cadeia de transmissão, refletindo na redução dos casos da doença”, afirmou.
O responsável técnico de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, enfatiza que a introdução da tafenoquina no Amazonas é um avanço significativo para o tratamento da malária.
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Video 3: Fatos Reais no SUS: Malária
Bibliografia
Curadoria Técnica e Análise Audiovisual: Conteúdo Bibliográfico e Audiovisual Selecionado e Validado por Dr. Sergio Almeida Loiola – CV Lattes/CNPq.
Fiocruz Rondônia
Tratamento contra malária terá novo medicamento no Brasil
Boletim Epidemiológico: Ministério da Saúde do Brasil
Implementação da tafenoquina nos municípios prioritários do Brasil, 2024
Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas
AGEVISA – Agência Estadual de Vigilância de Saúde de Rondônia
Uso da tafenoquina reduz tempo de tratamento da malária vivax, e Rondônia é pioneira na implantação
InfoSUS
Análise Audiovisual
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SUS Inicia Terapia Inédita Contra a Malária em Dose Única Para Crianças no Brasil | Nature & Space


















