Atualizado 2 de maio de 2026
Pesquisa inédita descobre que a Neuroanatomia do clitoris é muito maior e diversificada, com impacto direto para a saúde feminina, cirurgias e cuidados. Corrigindo um erros históricos da medicina.
A pesquisa está em revisão no Pré-publicação bioRxiv.
Por que as pesquisas com imagens detalhadas do clítoris chegaram com um atraso de quase 30 anos em relação ao conhecimento das terminações nervosas do órgão masculino?

A seguir conheceremos as novas descobertas sobre o clítoris, e como esta descoberta ajudará na saúde feminina e cuidados com o corpo, desfazendo enganos por desconhecimento. Em texto, Imagens e vídeos.
Vídeo 1: Novo olhar sobre o clitóris
Vídeo 2: Onde fica o clitóris? O que ele é? Anatomia da vulva, vagina e clitóris – ponto G Como ter orgasmo
Vídeo 3: Como o Clítoris Funciona
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Estudos escassos da anatomia clitoriana é um problema sério na medicina, cuidados com o corpo, na educação, afetando a saúde feminina
O apagamento histórico da anatomia clitoriana é um problema sério na medicina, cuidados com o corpo e na educação, afetando profundamente a saúde feminina.
Finalmente uma pesquisa neuroanatômica 3D inédita descobre que a rede de nervos do clitóris é muito maior e diversificada do que se imaginava, com impacto direto na saúde feminina, cirurgias e cuidados.
As novas imagens em 3D revelam a complexa rede nervosa do clitóris, destacando lacunas de longa data no conhecimento médico do corpo feminino. Com atraso de 30 anos em relação aos mapas das nervuras do órgão masculino.

Liderada pela Dra. Ju Young Lee, do Centro Médico da Universidade de Amsterdã, a pesquisa utilizou tecnologia de raios X de alta energia para criar imagens 3D detalhadas de pélvis femininas doadas à ciência. O resultado foi o mapeamento mais completo já feito da rede nervosa do clitóris.
De fato, conforme as autoras, o clitóris é um dos órgãos menos estudados do corpo humano.
A anatomia detalhada do clitóris é difícil de ser abordada por meio de uma dissecção macroscópica, visto que a maioria de suas partes está internamente localizada, circundada pelo osso púbico e por diversos órgãos pélvicos.
Métodos de imagem clínica, como a ressonância magnética, capturam a morfologia tridimensional geral, mas carecem da resolução espacial necessária para visualizar as estruturas detalhadas.

Por isso a pesquisa utilizou métodos mais precisos, capazes de obter imagens de cavidades ocultas.
O resultado alcançado do mapeamento 3D preciso tem impacto imediato em cirurgias realizadas na região da vulva, cirurgias reconstrutivas após mutilação genital, cuidados com o corpo e conhecimento da própria sensibilidade.
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Vídeo 1: Novo olhar sobre o clitóris
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Contrariamente às suposições anteriores, os nervos não se afilam na glande, mas formam um padrão de ramificação complexo semelhante a uma árvore
Para resolver os problemas e limitações das pesquisas anteriores, as pesquisadoras geraram imagens de tomografia computadorizada em escala micrométrica da pelve feminina, utilizando uma fonte de raios X de radiação síncrotron.
Essa tecnologia permite a visualização de estruturas em detalhes microscópicos.
Métodos convencionais, como a ressonância magnética, podem capturar características anatômicas maiores, mas não são capazes de reconstruir completamente os delicados trajetos nervosos do clitóris em três dimensões.
Esses dados únicos revelaram a trajetória complexa do nervo dorsal do clitóris, o principal nervo sensorial do clitóris.

Seguiram fazendo perguntas simples, e também complexas, qual o tamanho do clitóris? Onde ele se localiza exatamente? Qual a sua estrutura?
Muitos profissionais da saúde têm dificuldade em responder a essas perguntas com segurança. Isso não se deve à falta de curiosidade individual, mas sim a um problema estrutural: os órgãos vitais do corpo feminino foram estudados com muito menos profundidade do que os órgãos masculinos.
O pênis, o equivalente masculino do clitóris, compartilha a mesma origem embriológica que o clítoris, contêm tecido erétil e desempenham um papel central no prazer sexual.
As imagens revelam a complexidade do sistema nervoso do clitóris. Os pesquisadores traçaram o percurso tridimensional do nervo dorsal do clitóris, o principal nervo sensorial do órgão, desde a pelve até a glande do clitóris.
Dentro da glande, vários grandes troncos nervosos se ramificam em um padrão semelhante a uma árvore em direção à superfície — alguns medindo até 0,7 milímetros de diâmetro.
Contrariamente às suposições anteriores, os nervos não se afilam, mas formam um padrão de ramificação complexo, semelhante a uma árvore.

Imagem: Ju Young Lee., https://www.biorxiv.org/content/10.64898/2026.03.18.712572v1
As imagens também mostram que alguns ramos nervosos se estendem além da glande, atingindo o capuz do clitóris e chegando até o monte púbico, o tecido adiposo sobre o osso púbico.
Especialistas independentes afirmam que o avanço reside menos na descoberta de uma nova estrutura do que em finalmente visualizá-la em detalhes.
“Pela primeira vez, a trajetória completa das terminações nervosas do clitóris foi mapeada em três dimensões”, disse Georga Longhurst, chefe da divisão de Anatomia e Fisiologia da Universidade de Londres, à DW. “Dissecções e estudos de ressonância magnética anteriores já haviam mostrado esses nervos, mas nunca com esse nível de detalhe.”
Esses dados únicos revelaram a trajetória complexa do nervo dorsal do clitóris, o principal nervo sensorial do clitóris. Notavelmente, os troncos nervosos dentro da glande clitoriana foram revelados, com diâmetro máximo variando de 0,2 a 0,7 mm.
Eles apresentaram um padrão de ramificação semelhante a uma árvore, projetando-se em direção à superfície da glande. Também revelamos que alguns ramos do nervo dorsal do clitóris se ramificam para inervar o capuz do clitóris e o monte púbico.
Além disso, a pesquisa demonstrou que o nervo labial posterior, um ramo dos nervos perineais, inerva as estruturas ao redor do clitóris e os lábios.
Conexões profundamente interligadas, sugerindo funções fisiológicas ainda mais complexas.
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Por décadas o clítoris foi reduzido à sua ponta visível, mas a maior parte do órgão fica dentro do corpo, e agora faltam as conexões com cérebro
Por décadas o clítoris foi reduzido à sua ponta visível, quando, na realidade, a maior parte do órgão fica dentro do corpo.
A mudança de visão teve projeção com a urologista australiana Helen O’Connell, ao demonstrar que o clitóris não é um pequeno botão externo, mas um órgão grande e complexo, medindo cerca de 8 a 12 centímetros (3,1 a 4,7 polegadas), incluindo suas estruturas internas.
A glande visível é apenas a parte externa de uma estrutura que se estende abaixo do osso púbico e circunda a abertura vaginal, composta de tecido erétil que se enche de sangue durante a excitação.
Essas questões e o silêncio em torno da investigação do clítoris moveu a carreira da cientista Ju Young Lee. Ela se formou em neurociência, com foco de longa data no cérebro.

Nos últimos anos, porém, a neurociência tem voltado cada vez mais sua atenção para os sistemas nervosos periféricos, como o intestino.
Em uma importante conferência europeia de neurociência, Lee perguntou certa vez se alguém estava estudando como os nervos dos órgãos ginecológicos se comunicam com o cérebro. A resposta de um dos palestrantes a marcou: ” Nossa, eu nunca tinha pensado nisso. “
Lee não conseguia deixar a pergunta de lado.
Depois de concluir seu doutorado, ela ingressou no Centro Médico da Universidade de Amsterdã, parte do Human Organ Atlas Hub, um projeto internacional que visa mapear sistematicamente o corpo humano usando imagens de síncrotron. Imagine como uma espécie de Google Earth para a anatomia humana.
“O clitóris é, obviamente, um dos órgãos humanos “, Lee. “Então era importante incluí-lo.”
Lee afirma que cirurgiões já entraram em contato com ela para dizer que as descobertas são úteis em seu trabalho diário. Conhecer a anatomia detalhada do clitóris “ajudará os cirurgiões que operam na região da vulva a evitar danos aos nervos“, explica ela.
Os autores do estudo enfatizam que os dados podem ser particularmente relevantes para cirurgias que envolvem a vulva, como partos, cirurgias de afirmação de gênero e cirurgias reconstrutivas após mutilação genital.
Vídeo 3: Como o Clítoris Funciona
Bibliografia
Curadoria Técnica e Análise Audiovisual: Conteúdo Bibliográfico e Audiovisual Selecionado e Validado por Dr. Sergio Almeida Loiola – CV Lattes/CNPq.
Pré-publicação bioRxiv.
DOI: 10.64898/2026.03.18.712572
University College London
European Synchrotron Radiation Facility
University of Amsterdam Medical Centers
Análise Audiovisual
Vídeo 1 Jornal O Globo: Novo olhar sobre o clitóris
Vídeo 2 Amanda Loretti: Onde fica o clitóris? O que ele é? Anatomia da vulva, vagina e clitóris – ponto G Como ter orgasmo
Vídeo 3 Médico da Mulher: Como o Clítoris Funciona
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