Atualizado 9 de junho de 2026

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Expansão do maior super laboratório do Brasil de Luz Sincroton é um salto inédito do país para impulsionar pesquisas em saúde, energia, agricultura, materiais, clima e nanotecnologia.

A Expansão do acelerador de partículas Sirius LNS (o laboratório de luz síncrotron de quarta geração em Campinas-SP) e a abertura de suas 4 novas linhas de luz é um marco histórico para a ciência brasileiro de vanguarda.

O Sirius é uma das máquinas mais complexas já construídas no hemisfério sul. A tecnologia de ponta desenvolvida nesse super laboratório impacta diretamente o desenvolvimento de vacinas, estudo de vírus, doenças e medicamentos, novas fontes de energia, a produtividade da agricultura brasileira, novos materiais, nanotecnologia e muito mais.

Imagem aérea do prédio do Sirius – Divulgação LNLS / CNPEM . Imagem customizada pelo Copilot. IA da Microsoft

A seguir veremos quais as novas linhas ampliadas no Sirius, o maior e mais complexo laboratório de luz sincrotron do Brasil, e por que essa expansão marca um salto inédito para a soberania científica e desenvolvimento do país.

Vídeo 1: Sirius, o maior e mais complexo laboratório brasileiro

Vídeo 2: Como funciona o Sirius?

Vídeo 3: ENTRAMOS num ACELERADOR de PARTÍCULAS: um dos MAIS AVANÇADOS do MUNDO

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As 4 novas linhas de luz do Sirius vão acelerar descobertas em áreas estratégicas da saúde, nanotecnologia, materiais, energia, sustentabilidade e agricultura

O coração da ciência de ponta na América Latina acaba de ganhar uma potência inédita.

O complexo Sirius, localizado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas, deu início à ativação de suas novas linhas de luz síncrotron.

Esta supermáquina, um acelerador de elétrons de quarta geração, funciona como um gigantesco microscópio de altíssima resolução, capaz de revelar a estrutura molecular e atômica de praticamente qualquer material.

Imagem aérea do prédio do Sirius – Divulgação LNLS / CNPEM .
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A expansão dessas novas estações de pesquisa não é apenas um marco de engenharia do país, mas um catalisador estratégico para o futuro do Brasil.

Ao permitir que cientistas analisem materiais em escala nanométrica sob condições extremas, o Sirius abre as portas para o desenvolvimento acelerado de novos fármacos e vacinas, materiais ultra-resistentes para energia renovável e soluções biotecnológicas que podem revolucionar a produtividade e a pegada de carbono do agricultura nacional, consolidando o país na fronteira da inovação global.

As 4 novas linhas de luz vão acelerar descobertas revolucionárias em áreas estratégicas como saúde, nanotecnologia, transição energética e sustentabilidade na agricultura.

Considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o Sirius integra o grupo restrito de países com fonte de luz síncrotron de quarta geração.

Hall em que será instalada parte das estações experimentais do Sirius é o Ramos Chaves. Imagem: Divulgação LNLS / CNPEM .


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Entre 85% e 90% de seus componentes foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil.

As quatro novas linhas somam R$ 230 milhões em investimentos. Três delas, de nome Sapucaia, Quati e Sapê receberam R$ 200 milhões e fazem parte da fase 1 do projeto.

A quarta linha, chamada Tatu, recebeu R$ 30 milhões e é a primeira da fase 2 a ser inaugurada.

Ao todo, a fase 1 dos investimentos no Sirius somou R$ 2,26 bilhões em investimentos. A fase 2, iniciada com a linha Tatu, deve somar R$ 800 milhões.

Esse investimentos em Ciência básica são imprescindíveis para dar suporte a quase todos os ramos da ciência. Especialmente a saúde.

Localização do Sirius —Imagem: Google Maps

Junto com a inauguração da nova fase do Sirius ocorreu também o lançamento do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, desenvolvido com o objetivo de fortalecer a soberania tecnológica nacional em saúde.

A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos.

Significa que a expansão desses super laboratórios em Campinas reforças os investimentos na base da infraestrutura científica de alta complexidade, inovação tecnológica e soberania nacional.

Conheceremos a seguir as 4 novas linhas, suas aplicações e um pouco mais do Sirius.

Lembre-se de assistir os videos selecionados para complementar este artigo.

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Vídeo 1: Sirius, o maior e mais complexo laboratório brasileiro

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Luz sincrotron: radiação eletromagnética extremamente brilhante que penetra a matéria e revela sua estrutura molecular e atômica em todo tipo de material

O Sirius transforma o potencial científico brasileiro ao permitir que pesquisas estratégicas passem a ser realizadas no país, facilitando as propriedades e patentes nacionais, e a velocidade de adaptação e desenvolvimento de novas tecnologias.

A luz síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética extremamente brilhante que se estende por um amplo espectro, isto é, ela é composta por diversos tipos de luz, desde o infravermelho, passando pela luz visível e pela radiação ultravioleta e chegando aos raios X.

Imagem editada e redimensionada de Canadian Light Source Inc, publicada no Wikimedia por FlickreviewR e disponível pela licença CC BY-SA 2.0
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Com o uso dessa luz especial, é possível penetrar a matéria e revelar características de sua estrutura molecular e atômica para a investigação de todo tipo de material.

O seu amplo espectro permite realizar diferentes tipos de análise com as diversas radiações que a compõem. Já seu alto brilho possibilita experimentos extremamente rápidos e a investigação de detalhes dos materiais na escala de nanômetros.

Com a luz síncrotron, é também possível acompanhar a evolução no tempo de processos físicos, químicos e biológicos que ocorrem em frações de segundo.

Conheça as quatro linhas de luz sincrotron inauguradas

Conheça as quatro linhas de luz síncrotron inauguradas. Infográfico: MCTI

LINHA DE LUZ TATU – A linha de luz Tatu é a primeira a ser inaugurada no contexto da segunda fase do projeto Sirius. Financiada pelo Novo PAC, com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, será a primeira, em uma fonte de luz de quarta geração, a operar na faixa dos terahertz.

A linha permitirá investigar fenômenos em materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas, capazes de analisar estruturas em escala nanométrica.

As pesquisas desenvolvidas na Tatu poderão contribuir para avanços em áreas como telecomunicações, computação e processamento de dados baseado em luz, além de ampliar as possibilidades de investigação em ciência de materiais e sistemas biológicos.

LINHA SAPUCAIA – A linha Sapucaia é voltada para estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias, além de pesquisas no contexto da parceria científica entre Brasil e China.

Conheça as quatro linhas de luz síncrotron inauguradas. Infográfico: MCTI
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LINHA QUATI – A linha Quati permitirá investigações avançadas em materiais para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos.

LINHA SAPÊ – As pesquisas realizadas na linha de luz Sapê terão impactos no desenvolvimento de materiais avançados, com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, bem como em materiais supercondutores e semicondutores, estes últimos importantes para o desenvolvimento de novos chips para a indústria eletrônica.

Conheça as quatro linhas de luz síncrotron inauguradas. Infográfico: MCTI
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Vídeo 2: Como funciona o Sirius?

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O Sirius dá suporte a pesquisas apoiada pelo Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde em biotecnologia, inteligência artificial, genômica, biofabricação, dispositivos médicos e diagnósticos avançados

Em parceria com o Ministério da Saúde, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) será o primeiro centro-âncora do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, reunindo competências em biotecnologia, inteligência artificial, genômica, biofabricação e desenvolvimento de dispositivos médicos e diagnósticos avançados.

O CNPEM reunirá capacidades avançadas em pesquisa e inovação para impulsionar o desenvolvimento nacional de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos, diagnósticos disruptivos e outras tecnologias estratégicas para a saúde pública brasileira.

Entenda como funciona o Sirius, o Laboratório de Luz Síncrotron — Infográfico: Divulgação LNLS / CNPEM .
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A iniciativa prevê também a construção de um novo prédio que deve integrar competências em biotecnologia, genômica, inteligência artificial, plataformas microfluídicas e tecnologias avançadas de imageamento e biologia estrutural, consolidando um ambiente voltado à aceleração da inovação em saúde, por meio da conexão e da integração de diferentes atores envolvidos no processo de inovação radical.

O Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde contribuirá para reduzir a dependência de tecnologias importadas e fortalecer a capacidade nacional de desenvolver soluções em saúde alinhadas às necessidades do SUS e da população brasileira.

A iniciativa favorece a articulação entre ciência, inovação, setor produtivo e políticas públicas, ampliando a capacidade do país de responder a desafios sanitários, estimular o desenvolvimento econômico e tecnológico e acelerar a chegada de novas soluções ao sistema público de saúde.

O engenheiro Rafael Seraphim realiza teste do sistema de vácuo das câmaras que conduzirão os elétrons. Imagem: Pesquisa Fapesp

ORION

Novos laboratório em construção se integrarão ao complexo do Sirius.

Está em andamento das obras do Orion, um complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos, financiado pelo Novo PAC, que compreenderá instalações de máxima contenção biológica (NB-4) inéditas na América Latina, sendo as primeiras do mundo conectadas a uma fonte de luz síncrotron, no caso, o Sirius.

O projeto permitirá ao Brasil estudar patógenos com infraestrutura inédita na América Latina.

O Orion vai fortalecer a capacidade nacional no desenvolvimento de diagnósticos, vacinas, tratamentos e estratégias epidemiológicas, além de ampliar a soberania brasileira no enfrentamento de futuras crises sanitárias.

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Conhecendo o Sirius: Uma imensa máquina capaz de analisar estruturas em escala atômica e molecular em detalhes

O acelerador de partículas Sirius, com 68 mil metros quadrados, funciona como um “supermicroscópio”.

Diferentemente da câmera que capta paisagens e pessoas, essa imensa máquina é capaz de analisar estruturas em escala atômica, ou seja, consegue revelar detalhes das estruturas dos átomos e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento.

Com o equipamento, considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo, o país integra o grupo restrito de nações com fonte de luz síncrotron de quarta geração.

Entenda como funciona o Sirius, o Laboratório de Luz Síncrotron. Infográfico. Divulgação LNLS / CNPEM
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Para o diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, Antonio José Roque da Silva, o Sirius fortalece a capacidade brasileira de transformar ciência em inovação.

O Sirius é fundamental para o desenvolvimento do Brasil

O Sirius atende a pesquisadores do Brasil e do exterior em estudos sobre saúde, energia, agricultura, meio ambiente, novos materiais, entre outras.

Entre 85% e 90% dos componentes do Sirius foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil, fortalecendo cadeias industriais de alta precisão e a engenharia nacional.

Magnetos quadrupolos, um dos componentes do anel de armazenamento. Divulgação LNLS / CNPEM

O CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) é o responsável pelo Sirius e por desenvolver o Orion.

O CNPEM, responsável pelo Sirius e por desenvolver o Orion, abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de CT&I.

Organização Social supervisionada pelo MCTI, é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade.

Equipes altamente especializadas em ciência e engenharia, infraestruturas sofisticadas abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores com o setor produtivo e formação de pesquisadores e estudantes compõem os pilares da atuação deste centro único no país, capaz de atuar como ponte entre conhecimento e inovação.

As atividades de pesquisa e desenvolvimento do CNPEM são realizadas por seus Laboratórios Nacionais de:

1- Luz Síncrotron (LNLS),

2- Biociências (LNBio),

3- Nanotecnologia (LNNano) e

4- Biorrenováveis (LNBR), além de sua unidade de

5- Tecnologia (DAT) e da

6- Ilum Escola de Ciência, curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia, com apoio do Ministério da Educação (MEC).

Resumo

Nanotecnologia e Clima: A expansão vai impulsionar a descoberta de novos catalisadores para o hidrogênio renovável e o desenvolvimento de baterias e materiais sustentáveis de última geração.

O que é o Sirius: Um acelerador de partículas de quarta geração que produz a chamada “luz síncrotron”, uma radiação de alto brilho usada para enxergar estruturas em escala atômica.

Revolução na Saúde: As novas linhas permitem mapear proteínas de patógenos em tempo real, acelerando a criação de medicamentos e tratamentos terapêuticos avançados.

Impacto no Agricultura: Cientistas conseguem analisar o solo e a absorção de nutrientes por plantas ao nível celular, otimizando fertilizantes e desenvolvendo lavouras mais resistentes às mudanças climáticas.

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Bibliografia

Análise Audiovisual

Vídeo 1 Pesquisa Fapesp: Sirius, o maior e mais complexo laboratório brasileiro

Vídeo 2 CNPEM: Como funciona o Sirius?

Vídeo 3 Manual do Mundo: ENTRAMOS num ACELERADOR de PARTÍCULAS: um dos MAIS AVANÇADOS do MUNDO

Política de Uso

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Novas Linhas de Luz Sincrotron no Brasil é Salto Inédito Para a Saúde, Energia, Materiais e Agricultura | Nature & Space

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