Atualizado 11 de junho de 2026
Energia Solar instalada nos barcos de pescadores artesanais no litoral do Rio de Janeiro, Brasil, Melhorou drasticamente a qualidade de vida e a autonomia no mar, reduzindo custos com diesel, menos ruído e poluentes tóxicos para inalar.
Informações divulgadas pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), SustentaMar, Pescando Sol e a Ong Mongabay.
Essa nova tendência se ampara em duas iniciativas: o SustentaMar, em Arraial do Cabo, e o Pescando Sol, em São Francisco de Itabapoana, ambos ligados ao Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

Entre na Seleção Nature & Space
Inscreva-se Grátis e Receba Nosso Kit Exclusivo:
1. E-Book: "Astrobiologia e as Origens da Vida no Universo"
2. Acesso à Nature & Space TV
3. Radar Semanal
A seguir veremos como a instalação de painéis solares em barcos de pesca artesanal no litoral do Rio de Janeiro está promovendo uma verdadeira transformação social, muita além apenas de pensar em descarbonização e clima. Em texto, imagens e vídeos.
Vídeo 1: Barco Solar Revolucionário da Amazônia: Silencioso e Sem Diesel | Nature & Space
Vídeo 2: Projeto vai beneficiar pescadores da região
▶️ Assista Nature & Space TV
Sua TV de Ciência e Tecnologia

LEIA MAIS
Barco Solar Feito Por Indígenas É Silencioso e Sem Diesel | Nature & Space
Patente de Bateria de Nióbio da USP é Vanguarda Estratégica em Energia Renovável | Nature & Space
Vidro Resfria e Envia Calor do Espaço, Sem Gastar Energia
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
Transformação social, além da descarbonização e clima: melhora a renda, reduz a desigualdade, a saúde pública e trabalho menos insalubre
Longe dos grandes parques fotovoltaicos terrestres, a energia solar encontrou um novo e vital porto seguro: o convés dos barcos de pesca artesanal no litoral do Rio de Janeiro.
Uma iniciativa inovadora está provando que a transição para matrizes limpas vai muito além das campanhas comerciais de grandes marcas.
É uma verdadeira transformação social, muita além apenas de pensar em descarbonização e clima. Ela é uma ferramenta de sobrevivência econômica, reduz a desigualdade, melhora a renda e a saúde pública, além de tornar o trabalho menos insalubre.

Ao integrar placas solares e sistemas de baterias nas pequenas embarcações, os pescadores fluminenses estão conquistando uma autonomia inédita em alto mar.
O impacto é sentido imediatamente no bolso e no corpo:
A dependência do óleo diesel despencou, aliviando o orçamento familiar, enquanto a substituição dos geradores antigos eliminou o barulho ensurdecedor e, principalmente, a fumaça preta e tóxica que os trabalhadores eram forçados a inalar por horas seguidas.
É a tecnologia de ponta ancorando na tradição para salvar vidas e proteger o sustento das comunidades litorâneas.
Um impacto social real e imediato na vida das pessoas. Mostrar que a transição energética não é apenas um conceito abstrato para grandes indústrias, mas uma ferramenta que devolve dignidade, saúde e economia para o trabalhador artesanal (os pescadores do RJ).

Em espacial, no litoral do estado do Rio de Janeiro, pescadores artesanais instalam painéis solares em seus barcos para substituir os clássicos geradores a diesel e gasolina, utilizados para ligar holofotes refletores durante a pesca noturna de lula.
Essa nova tendência se ampara em duas iniciativas: o SustentaMar, em Arraial do Cabo, e o Pescando Sol, em São Francisco de Itabapoana, ambos ligados ao Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).
Somados, os dois projetos já foram responsáveis por equipar 285 embarcações pesqueiras com tecnologia solar, disseminando uma prática menos poluente, menos barulhenta e que também pesa menos no bolso do pescador.
Segundo os profissionais beneficiados, a tecnologia alternativa também aumentou a autonomia dos barcos, facilitando o trabalho diário e garantindo mais segurança a quem passa longos períodos em alto-mar.
Tivemos um salto enorme, nossa associação está muito feliz! Até os pescadores mais velhos estão nos mandando fotos e vídeos deles pescando no silêncio, com o ar totalmente limpo. celebra Tairiny Corrêa, secretária da associação e coordenadora técnica da iniciativa.
O projeto nasceu de um sonho. E hoje é muito bom ver nossa comunidade agradecida por ter concretizado algo inovador e totalmente sustentável.
▶️ Assista Nature & Space TV
Sua TV de Ciência e Tecnologia

Vídeo 1: Barco Solar Revolucionário da Amazônia: Silencioso e Sem Diesel | Nature & Space
LEIA MAIS
Salto na Energia Solar: Desvendado Efeito Foto Termoelétrico
Célula Solar Orgânica Tem Eficiência de 90 %
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
Entre na Seleção Nature & Space
Inscreva-se Grátis e Receba Nosso Kit Exclusivo:
1. E-Book: "Astrobiologia e as Origens da Vida no Universo"
2. Acesso à Nature & Space TV
3. Radar Semanal
Além da redução de custos: Mais tempo livre, menos esforço físico exaustivo, sem respirar gases tóxicos e ruido de alto impacto no ouvido
Em alto mar, painéis solares instalados nos barcos garantem autonomia e segurança durante a pesca artesanal, e em terra firme, iluminam a rotina de comunidades que não tinham acesso a luz no litoral do Rio de Janeiro.
“Eu trabalhei por dois anos com um gerador e, mesmo antes do projeto, já tinha desistido dele. Não aguentava mais respirar aquele ar poluente e ter aquele barulho no ouvido”, disse Paulo Henrique do Rosário Correia, presidente da Associação dos Verdadeiros Pescadores e Turismo de Barcos de Bocas Abertas do Município de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro.

Aos 57 anos de idade — sendo mais de 30 deles como pescador —, Paulo contou que não sabe viver sem seu trabalho.
A gente aprende a pescar com os mais velhos e acaba entrando nesse ramo mesmo sem querer. Foi natural. E, quando eu vi, já estava envolvido na pesca o tempo todo.
Nos últimos tempos, uma mudança positiva passou a cercar as pescarias de Paulo: elas estão mais sustentáveis graças ao uso de painéis solares para geração de eletricidade, o que também garante maior segurança e rentabilidade a quem trabalha no mar.
Isso ocorre graças a projetos como o SustentaMar. Financiada por recursos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC Frade), cuja administração financeira está sob a gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a iniciativa, aprovada em 2024, surgiu do anseio de melhorar a captura de lula — hoje o principal tipo de pescado para os profissionais vinculados à organização presidida por Paulo.
A pesca artesanal dos moluscos marinhos é feita à noite, quando os cardumes são atraídos pela luz dos holofotes.
Até boa parte de 2025, ano em que o projeto passou a receber recursos, as lâmpadas refletoras eram majoritariamente alimentadas por geradores a diesel ou gasolina. Um “vilão”, nas palavras de Paulo, já que o objeto é barulhento a ponto de atrapalhar a concentração na hora da pesca.

Além disso, o tempo de uso do equipamento era limitado: um gerador com capacidade de 20 litros de combustível, por exemplo, produz eletricidade por aproximadamente 6 horas. Os painéis solares, por sua vez, funcionam a noite inteira.
Isso mudou: além de silenciosa, a geração de energia via painéis solares aumentou a autonomia dos barcos em alto-mar, reduziu os custos de rotina e trouxe bem-estar aos pescadores.
Mais tempo livre, redução de custo, e menos esforço físico exaustivo
De quebra, a eliminação dos resíduos fósseis também tornou as jornadas de pesca mais sustentáveis.
Segundo Paulo, essa substituição também otimizou o trabalho, proporcionando mais tempo livre.
Cada barco costumava dispor de uma bateria e de um gerador convencional para alimentar lâmpadas de diferentes voltagens.
Todo dia de manhã, a gente tinha que tirar a bateria para carregar e levar novamente para a embarcação. Você chegava da pescaria noturna às 4h ou 5h da manhã — e só voltava para casa às 8h para descansar, disse.
A instalação dos painéis começou em março de 2025.
Depois de alguns testes, o kit fotovoltaico — composto por placa solar, bateria solar para armazenar energia e holofote refletor — foi instalado em 55 das 70 embarcações cadastradas na associação de pescadores de Arraial do Cabo.
Além das placas solares para os barcos, o SustentaMar recebeu um posto de carregamento de baterias solares, disponível ao lado de sua sede principal.
É com o dinheiro arrecadado por esse abastecimento periódico que outros barcos poderão ser equipados no futuro.
O novo formato é duplamente vantajoso: o ponto de recarga fica mais próximo da marina do que os postos de combustível, ao passo que o serviço de recarga de bateria solar custa cerca de R$ 20, metade do preço que se pagava anteriormente.
A economia é significativa quando se considera o que cada pescador gasta com combustível: quando saem cinco vezes por semana durante a alta temporada, que vai de dezembro a março, os custos são reduzidos em pelo menos R$ 550, segundo os profissionais.
“É um ciclo virtuoso: menos custo, menos impacto ambiental e mais segurança e estabilidade para quem depende da pesca para viver”, disse Manuela Muanis, gerente de Portfólio de Projetos do Funbio.
▶️ Assista Nature & Space TV
Sua TV de Ciência e Tecnologia

Vídeo 2: Projeto vai beneficiar pescadores da região
LEIA MAIS
Baterias de Sódio e Ferro Revolucionam com Carga em 5 Min | Nature & Space
Geração Elétrica Solar e Armazenamento Térmico Combinados
Esponja de Madeira Coleta Água do Ar com Energia Solar | Nature & Space
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
Uma pesca mais segura: No passado, pescadores não puderam retornar à terra firme por falta de combustível
Para os pescadores da Colônia Z-1, na cidade de São Francisco de Itabapoana (RJ), na divisa do estado com o Espírito Santo, a principal motivação para criar um projeto de energia solar era garantir maior segurança aos profissionais que passam muitas horas em alto-mar.
Dessa ideia nasceu o projeto local Pescando Sol, também amparado pelo Funbio.
A colônia é composta por mais de 1.500 pescadores e se estende por cerca de 60 quilômetros da costa.

Em tempos recentes, a comunidade presenciou incidentes: alguns pescadores não puderam retornar à terra firme por falta de combustível, ficando incomunicáveis. Em muitos casos, esses profissionais navegam longas distâncias, chegando ao mar de Ilhabela (SP) e até ao litoral da Bahia.
Há quem fique um mês inteiro em mar aberto, o que aumenta a necessidade de medidas de segurança para facilitar o retorno em caso de emergência.
“Estamos ajudando a salvaguardar os pescadores. Se der pane na bateria, eles ainda têm como carregar um telefone e conseguir entrar em contato [para pedir ajuda]”, disse Diviane Chagas, coordenadora do Pescando Sol e presidente da Colônia de Pescadores Z-1. “Hoje eles têm a segurança de que não vão ficar à deriva totalmente no escuro, para não acontecer o que vem acontecendo há anos: o pescador perde não só a embarcação, mas [também] a vida.”
Em princípio, o projeto previa melhorias em 300 embarcações nos núcleos de Gargaú, Guaxindiba e Barra do Itabapoana, localizadas dentro dos limites de São Francisco, no litoral norte do estado.
Nas primeiras etapas, houve certa desconfiança e resistência por parte de alguns pescadores, o que reduziu o número de cadastros.
No entanto, depois da instalação das primeiras placas solares em junho de 2025 — e à medida que os benefícios começaram a aparecer —, a iniciativa chegaria à marca de 230 barcos beneficiados; somados aos 55 do SustentaMar, já são 285 em todo o estado.
Além dos kits fotovoltaicos para as embarcações, a Colônia Z-1 conseguiu, também por meio do TAC Frade, recursos para instalar sistemas de energia solar em suas sedes em Gargaú e Guaxindiba, entre outras melhorias.
A busca por soluções sustentáveis vai além: para promover a educação ambiental, o Funbio também oferece capacitações voltadas aos próprios projetos, ensinando pescadores a obter novos recursos e discutindo a importância do cuidado ambiental.
“A escala depende da combinação entre recursos financeiros, mobilização comunitária e políticas públicas. Nesse caso, a gente tem muita chance de aumentar e ganhar escala, pois [a energia solar] é uma tecnologia que respeita o território, dialoga com o saber tradicional, sem interferir na pesca, e conta com um modelo comunitário de gestão sólida”, disse Muanis à Mongabay.
Resumo
Autonomia Ampliada: O sistema solar garante energia limpa e contínua para manter equipamentos de navegação, rádio, GPS e sistemas de refrigeração para o pescado funcionando por mais tempo.
Economia no Mar: A energia solar fotovoltaica substitui ou complementa o uso de geradores a combustão, reduzindo drasticamente os gastos diários com óleo diesel nas embarcações.
Saúde Respiratória: Sem a queima contínua do combustível fóssil nos pequenos barcos, os pescadores deixam de respirar gases altamente nocivos à saúde e ao pulmão.
Conforto Acústico: A eliminação do ruído mecânico dos motores de popa ou geradores antigos melhora as condições de trabalho e a comunicação em alto mar.
LEIA TAMBÉM
Comprovado: Película Transparente Resfria o Carro Sem Gastar Eletricidade | Nature & Space
Vidro Resfria e Envia Calor do Espaço, Sem Gastar Energia | Nature & Space
▶️Siga Nature & Space TV no Youtube
Navegue Novos Mundos Todo Dia!

Bibliografia
Curadoria Técnica e Análise Audiovisual: Conteúdo Bibliográfico e Audiovisual Selecionado e Validado por Dr. Sergio Almeida Loiola – CV Lattes/CNPq.
Mongabay
Pesca artesanal no Rio usa energia solar buscando autonomia e menos poluição
Funbio
Fundo Brasileiro para a Biodiversidade
Tecnologia social: leva energia limpa e transforma a rotina de comunidades pesqueiras
Análise Audiovisual
Vídeo 1 Nature & Space TV: Barco Solar Revolucionário da Amazônia: Silencioso e Sem Diesel | Nature & Space
Vídeo 2 Record Interior RJ: Projeto vai beneficiar pescadores da região
Política de Uso
Compartilhar é Livre. Ajude-nos Citando o Link Deste Artigo!
Energia Solar Transforma Vida de Pescadores no RJ: Autonomia e Qualidade de Vida | Nature & Space











