Atualizado 12 de junho de 2026
Pesquisadores desenvolveram Variedade de Cana no Brasil que multiplica por 3 a produção de etanol por hectare e por 12 a biomassa, denominada “supercana”, com potencial de revolucionar a bio energia, substituir o plástico e até produzir moveis.
Os autores informam que a Supercana foi desenvolvida por melhoramento genético tradicional, cruzando variedades, e não com engenharia genética. Ela une biotecnologia de ponta, sustentabilidade e inovação agrícola sem precedentes.

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A seguir veremos como os pesquisadores desenvolveram a supercana, com capacidade de multiplicar por 3 a produção de etanol e por 12 a biomassa, que pode mudar tudo na produção de bio combustíveis, plásticos e móveis ecológicos. Em texto, imagens e vídeos.
Vídeo 1: “Supercana-de-açúcar” promete impulsionar mercado de combustíveis
Vídeo 2: O Que Aconteceu com a SUPER CANA? A Verdade por Trás do Projeto
Vídeo 3: EIKE BATISTA revela TUDO sobre o PROJETO BILIONÁRIO da SUPER-CANA – A Nova REVOLUÇÃO do ETANOL
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A “Supercana” Multiplica por 3 Produção de Etanol e por 12 a Biomassa, Promete Substituir Plásticos e Transformar a Bioenergia
O futuro dos combustíveis renováveis e dos materiais ecológicos acaba de ganhar um aliado de peso vindo dos laboratórios de biotecnologia agrícola no Brasil.
Uma nova variedade de cana-de-açúcar, apelidada de “Supercana”, promete redefinir os limites da bioeconomia global.
Desenvolvida para maximizar a eficiência fotossintética e a rigidez estrutural, essa planta alcançou resultados impressionantes em testes de campo: ela é capaz de triplicar o rendimento de etanol por hectare cultivado e multiplicar por doze a produção de biomassa total.

Esse salto de produtividade não apenas otimiza o uso da terra, mas transforma o que antes era considerado resíduo em matéria-prima nobre.
A alta densidade de fibras lignocelulósicas da Supercana abre um leque inédito de aplicações industriais sustentáveis, permitindo desde a síntese de bioplásticos biodegradáveis de última geração até o desenvolvimento de painéis estruturais para a indústria de móveis, diminuindo diretamente a pressão sobre os recursos fósseis e florestais do planeta.
Assim como a cana tradicional, a “supercana” tem aplicações na produção de etanol, do combustível sustentável de aviação (SAF) e em embalagens para alimentos feitas a partir do bagaço, substituindo o plástico.
A “Supercana” é atualmente um projeto agroindustrial de Eike Batista para desenvolver uma variedade geneticamente modificada de cana-de-açúcar.
Contudo, o desenvolvimento da “supercana” não é exatamente um projeto novo. Ela foi iniciada há mais de 20 anos por dois brasileiros: o administrador Luis Carlos Rubio e o agrônomo Sizuo Matsuoka.

Em 2002, Rubio trabalhava na Votorantim Novos Negócios, o braço de investimentos do grupo Votorantim, que fez um aporte nos estudos de melhoramento genético de cana-de-açúcar conduzidos por Matsuoka, naquela época um pesquisador da UFSCar.
Desse investimento nasceu a CanaVialis, que foi vendida em 2008 para a Monsanto, que descontinuou o negócio em 2015.
Em 2011, Rubio e Matsuoka deixaram a CanaVialis e fundaram a Vignis, que passou a ser bancada por Eike Batista em 2015, quando ele chegou a desenvolver a “supercana” em algumas áreas próximas ao Porto do Açu.
A seguir veremos o que aconteceu desde este período, e como está o desenvolvimento deste projeto promissor.
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Vídeo 1: “Supercana-de-açúcar” promete impulsionar mercado de combustíveis
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O agrônomo Sizuo Matsuoka importou germoplasmas de cana dos Estados Unidos, França e da Ilha de Barbados, cruzou e desenvolveu 17 variedades
O agrônomo Sizuo Matsuoka, que há décadas se dedica ao melhoramento genético da cana-de-açúcar e é personagem central da nova empreitada do empresário Eike Batista.
Neto de imigrantes japoneses, Matsuoka começou a estudar sobre cana-de-açúcar em 1968 no Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e foi professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

No início dos anos 2000, fez parte da equipe que fundou a CanaVialis, uma iniciativa da Votorantim Novos Negócios focada no melhoramento genético da cana com diferentes finalidades, para desenvolvimento de variedades que produzissem mais açúcar, por exemplo, ou mais bagaço.
A pesquisa do agrônomo se concentrou nessa última vertente, que acabou ficando conhecida no setor como “cana-energia”.
Nesse tipo de aplicação, a biomassa da cana (o bagaço) é, de forma simplificada, queimada para produzir energia.
A lógica é a mesma da lenha ou de qualquer outra matéria orgânica usada com fim semelhante: o calor da queima esquenta água até que ela produza vapor, que deve então ser capaz de girar uma turbina para converter energia mecânica em energia elétrica.
Por isso, o foco do melhoramento genético em variedades que produzissem mais bagaço. Quanto mais bagaço, mais insumo para queimar.
“Cana-energia nada mais é do que você tentar selecionar variedades de cana que, em vez de produzirem açúcar, transformem esse açúcar em celulose”, explica Fernando Reinach, que foi contemporâneo de Matsuoka na CanaVialis e presidente da companhia.
“Este é o maior aprimoramento genético das últimas décadas para a cana-de-açúcar. São dois brasileiros que deveriam ser sugeridos para o Nobel”, reflete Eike.
Em 2024, Eike Batista procurou novamente os dois empreendedores para tentar ressuscitar o antigo projeto, fechando um acordo para ganhar uma participação na empresa detentora da tecnologia e da patente das 17 variedades da “supercana”, a BRXe, caso tenha sucesso na captação de recursos para o projeto.
“Eles passaram 11 anos cruzando 300 mil espécies por ano de cana e chegaram em espécies mais resistentes a pragas, secas e que tem uma produtividade muito maior. Essas ‘supercanas’ foram plantadas por quatro anos em uma usina de referência no Brasil e comparadas com a cana tradicional, a mais plantada no Brasil”, completa.
Segundo Eike Batista, enquanto a cana tradicional produz 58 toneladas por hectare, as cinco principais variedades da BRXe produzem em média 181 t/ha, com a variedade mais produtiva alcançando 208 t/ha.

Durante o desenvolvimento, agrônomo Sizuo Matsuoka insistiu na pesquisa nesses últimos anos, tendo importado germoplasmas (material genético) de cana-de-açúcar dos Estados Unidos, da França e da ilha de Barbados e promovido cruzamentos para desenvolver 17 novas variedades.
“Por isso que a gente chama esse o maior programa de melhoramento genético convencional do mundo”, diz Eike.
O “convencional” se deve ao fato de que as variedades são desenvolvidas a partir do cruzamento de plantas, ao contrário, por exemplo, da engenharia genética feita em laboratório, que produz plantas geneticamente modificadas.
Veremos agora o mais novo empreendimento para a “supercana”, variedade geneticamente melhorada para a produção de etanol para aviação e também bioplástico.
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Dupla aplicação de alto valor: fabricação de plástico biodegradável e embalagens do bagaço e biocombustível sustentável de aviação (SAF)
O objetivo dos pesquisadores não é explorar a “supercana” para produzir energia por meio da queima, mas para usos mais nobres, como matéria-prima para a fabricação de plástico biodegradável, a partir do bagaço, e de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês), a partir do etanol.
O projeto tem assim duas vertentes, a produção de etanol para o SAF, e a produção de biocombustíveis para aviões.
Por outro lado, com a tecnologia de resinas especiais, o bagaço da ‘supercana’ pode substituir o plástico. Esse é um dos principais focos do projeto. Elaborar vários produtos que substituam o plástico, central para a transição energética.

“Enxergamos que, nos próximos 5 a 10 anos, tudo que está plantado com o etanol tradicional vai ser gradativamente replantado com a ‘supercana’.” Reflete o empresario Eike Batista
Sobre a dificuldade de processar a cana com mais bagaço, os desenvolvedores afirmam que o projeto prevê o desenvolvimento de novas máquinas, maiores e mais reforçadas.
A “supercana” é hoje cultivada de forma experimental em uma usina de referência no interior de São Paulo, em Araras.
O projeto modelo iniciou com o plantio de 50 hectares no norte do Estado do Rio, em uma região próxima ao porto de Açu, onde também serão construídas três fábricas de processamento.
As projeções dos gestores preveem que as embalagens a partir do bagaço comecem a ser produzidas em 2026 e o SAF, a partir de 2028. A estimativa é que, até 2031, a área plantada alcance 70 mil hectares.
Assim, além da produção de etanol, o projeto contempla o uso do bagaço da cana-de-açúcar para a fabricação de embalagens, talheres e canudos biodegradáveis.
Esses produtos serão inicialmente produzidos em países como Dubai e os Estados Unidos e, futuramente, também no Brasil.
Se a supercana confirmar a produtividade, a biomassa poderá ser usada para fabricar móveis engenheirados, agregar mais valor a cadeia industrial da cana, ao mesmo tempo em que reduz o desmatamento por extração de madeira.
Resumo
Economia Circular: Os resíduos da prensa ganham nova vida na indústria moveleira, servindo de base para o desenvolvimento de compensados e móveis ecológicos de alta durabilidade.
Produtividade Exponencial: A nova linhagem multiplica a eficiência energética do cultivo, entregando 3 vezes mais etanol sem a necessidade de expandir a área de plantio por hectare.
Explosão de Biomassa: O aumento de 12 vezes na biomassa disponível fornece uma quantidade massiva de fibras para a queima em usinas termelétricas e processos de segunda geração (Etanol 2G).
Substituição do Plástico: A celulose extraída dessa variedade pode ser convertida em polímeros verdes, oferecendo uma alternativa economicamente viável e biodegradável ao plástico derivado do petróleo.
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Bibliografia
Curadoria Técnica e Análise Audiovisual: Conteúdo Bibliográfico e Audiovisual Selecionado e Validado por Dr. Sergio Almeida Loiola – CV Lattes/CNPq.
CNN
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