Atualizado 21 de maio de 2026

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NASA usa IA para aumentar a segurança dos astronautas da Missão Artemis, detectar anomalias, tempestades solares e monitorar as condições de saúde.

A IA poderia ser usada para prevenir e se antecipar a perigos a saúde publica como está sendo usada na area espacial?

Imagem artística de astronauta no espaço em traje especial para o espaço. Imagem: Gemini: IA do Google

A seguir veremos como a NASA utiliza Inteligência Artificial para proteger Astronautas da radiação espacial. Em texto, imagens e vídeos.

Vídeo 1: Artemis 2: NASA usa IA para proteger astronautas da radiação solar

Vídeo 2: Artemis II: “O Perigo Invisível”

Vídeo 3: Tempestades Solares: O Que a Nasa Já Descobriu

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Raios cósmicos galácticos de alta energia, supernovas e tempestades solares podem causar danos ao corpo humano e às espaçonaves

Os perigos dos voos espaciais não reduzem após o lançamento na nave.

A todos instante é necessário monitorar as condições da Nave, Rota, as condições dos equipamentos de suporte a vida, a saúde dos astronautas e principalmente as tempestades solares.

A radiação espacial é invisível ao olho humano. Além de ser furtiva, é considerada um dos aspectos mais perigosos dos voos espaciais tripulados. A Radiação pode afetar a vida dos astronautas e os instrumentos da nave.

Uma aurora boreal coroa a Terra, vista da Estação Espacial Internacional. Imagem: NASA
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Após sair da proteção natural do campo magnético e da atmosfera da Terra, a radiação ionizante no espaço representa um sério risco para os astronautas no espaço.

E as fontes de perigo de radiação são inúmeras e podem ser aleatórias. Requerem monitoramento e previsão.

É aqui que a IA passou a ser um ferramenta poderosa para segurança de voo.

A NASA integrou sistemas de Inteligência Artificial para elevar a segurança dos astronautas na histórica Missão Artemis II.

A tecnologia é utilizada para prever tempestades solares, detectar anomalias em tempo real e monitorar com precisão as condições de saúde da tripulação no espaço profundo.

Raios cósmicos galácticos de alta energia, remanescentes de supernovas, e tempestades solares, como eventos de partículas solares e ejeções de massa coronal, podem causar danos ao corpo humano e à espaçonave.

Cientistas estão constantemente estudando os efeitos da radiação no corpo humano e desenvolvendo maneiras de monitorar e proteger contra esse perigo silencioso.

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A radiação é energia emitida na forma de raios, ondas eletromagnéticas e partículas. Em alguns casos, a radiação pode ser vista (luz visível) ou sentida (radiação infravermelha), enquanto outras formas, como raios X e raios gama, não são visíveis e só podem ser observadas com equipamentos especiais.

Existem enumeros sensores a bordo das naves e satélites e até aviões que ajudam a identificar o momento de tempestades de radiação. mas no espaço é preciso ir muito além de apenas detectar. Pois a radiação é muito intensa nesses momentos e não tem proteção natural da Terra.

Em síntese:

  • – Radiação solar é o maior risco no espaço profundo;
  • – Partículas do Sol podem danificar DNA e células;
  • – Nave da missão Artemis 2 tem blindagem, mas precauções ainda são necessárias;
  • – Ferramenta de IA prevê tempestades solares com até 24 horas;
  • – Modelos físicos estimam o impacto e duração da radiação;
  • – Isso permite planejar e aplicar estratégias eficazes de proteção.

  • Assim, embora a radiação possa ter efeitos negativos tanto em sistemas biológicos quanto mecânicos, ela também pode ser usada com cuidado para aprendermos mais sobre cada um desses sistemas, e ajudar a construir defesas e provisões.

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E a IA se mostrou uma ferramenta poderosa para prever e disparar os protocolos durantes os momentos de maior risco. Como veremos seu uso pela NASA.

Vídeo 1: Artemis 2: NASA usa IA para proteger astronautas da radiação solar

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Pela primeira vez machine learning e modelagem física foram usados para antecipar tempestades solares com 24 h de antecedência em voo espacial tripulado

Durante o voo da Missão espacial Artemis II em abril de 2026 a NASA fez teste em dois modelos de previsão de radiação solar que usam IA desenvolvidos pela Universidade de Michigan para proteger os quatro astronautas.

A missão Artemis 2 lançada em 1º de abril de 2026 foi a primeira a levar humanos além da órbita baixa desde Apollo 17, em 1972. Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen viajam a bordo da cápsula Orion.

E os riscos desta missão eram conhecido e maiores do que em outras missões. A cápsula Orion viajou durante o período mais ativo do ciclo solar de 11 anos. A NASA tinha conhecimento disso.

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Para ampliar a segurança e prevenção, sistemas que combinam machine learning e modelagem física para antecipar tempestades solares com até 24 horas de antecedência foram usados. Este sistema é tido como o maior avanço em segurança de voo espacial desde o programa Apollo.

Embora camadas de alumínio e sensores ajudam a proteger os astronautas, barrando parte da radiação espacial, isso não é suficiente.

Veremos como e porque a nova proteção e prevenção com IA atua e o que representa para viabilizar voos longos e a permanência humana em bases e estações espaciais.

Para enfrentar esse cenário, a agência está testando dois sistemas desenvolvidos pela Universidade de Michigan.

O primeiro modelo usa machine learning treinado com imagens da superfície e coroa solar coletadas desde 1995 pelo telescópio SOHO e desde 2010 pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO).

Ele identifica padrões visuais que precedem tempestades de partículas solares e emite alertas com até 24 horas de antecedência.

O segundo é um modelo físico complementar. Enquanto o algoritmo de IA calcula a probabilidade de um evento ocorrer, o modelo físico estima a severidade da exposição à radiação caso esse evento se concretize.

Juntos, esses dois sistemas formam uma camada de proteção preditiva sem precedentes em missões tripuladas.

Nesta ilustração, astronautas trabalham na superfície lunar como parte do programa Artemis da NASA. Imagem: NASA
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A velocidade é um fator crítico. Partículas solares energéticas podem viajar próximo à velocidade da luz e atingir uma nave em minutos após uma erupção. Sem aviso prévio, os astronautas teriam tempo mínimo para reagir.

Com 24 horas de antecedência, o cenário muda completamente. Outros tipos de tempestades de raios cósmicos podem surgir de modo inesperado.

Assim, além dos modelos de IA, é necessário um grande poder de computação para analisar os dados o mais rápido possível, e avaliar os horários de maior riscos, indicando as medidas de proteção no período das tempestades com antecedência.

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Vídeo 2: Artemis II: “O Perigo Invisível”

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IA e supercomputação atuam na segurança e disparam os Protocolos de emergência dentro da própria cápsula

Para viabilizar os cálculos em tempo real, a equipe liderada pela pesquisadora Zhao obteve acesso a 3 mil unidades de processamento no supercomputador da NASA.

Esse volume de capacidade computacional é o que permite que os modelos processem grandes volumes de dados de imagem solar e entreguem previsões operacionais dentro da janela de tempo necessária para uma resposta efetiva.

A bordo da Orion, seis sensores de radiação integram o sistema HERA, Hybrid Electronic Radiation Assessor.

Orion, a nave da Artemis que levará humanos para a Lua. Imagem: Nasa
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Esses sensores transmitem leituras contínuas ao Space Radiation Analysis Group (SRAG) da NASA, que monitora a exposição dos tripulantes e pode acionar o Controle da Missão em caso de risco iminente.

A agência estabelece um limite unificado de 600 milisieverts de exposição à radiação para toda a carreira de um astronauta. Manter a Artemis 2 dentro desse limite, em pleno pico do ciclo solar, é um dos maiores desafios técnicos da missão.

Em caso de evento extremo, os astronautas não precisam contar apenas com a blindagem estrutural da Orion.

A reorganização estratégica de massa dentro da nave pode reduzir significativamente a dose absorvida durante um pico de radiação.

Uma equipe dentro do Simulador de Pesquisa de Exploração Humana da NASA olha para cima, do poço da escada do habitat, para uma foto de grupo.
Imagem: NASA

Efeitos graves como náusea por exposição à radiação são esperados apenas no top 5% dos eventos de partículas solares, quando a blindagem é insuficiente.

O objetivo dos modelos preditivos é evitar que a tripulação seja surpreendida por esses eventos extremos sem tempo de se proteger.

A missão também se beneficia do legado da Artemis 1, missão não tripulada que percorreu cerca de 2,25 milhões de quilômetros em mais de 25 dias no espaço e gerou dados valiosos sobre os níveis de radiação no ambiente de espaço profundo.

Esses dados alimentaram o refinamento dos modelos hoje em operação.

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Vídeo 3: Tempestades Solares: O Que a Nasa Já Descobriu

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IA na prevenção da radiação: NASA treinou modelos preditivos com séries longas desde 1995 que identifica padrões de ameaça

Para executivos de tecnologia, o caso Artemis 2 oferece um modelo de referência direto.

A arquitetura em operação, grandes volumes de dados históricos de imagem, treinamento de modelos de machine learning, inferência em tempo real com supercomputação e integração a sistemas de resposta operacional, replica exatamente os componentes de uma plataforma moderna de detecção e resposta a ameaças.

A inteligência artificial radiação solar aplicada pela NASA demonstra que modelos preditivos treinados com séries históricas longas (dados desde 1995) conseguem identificar padrões de ameaça antes que eles se materializem.

O paralelo com detecção de anomalias em redes corporativas, análise de comportamento de usuários ou previsão de falhas em infraestrutura crítica é imediato.

No Laboratório de Radiação Espacial da NASA, localizado no Laboratório Nacional de Brookhaven, em Nova York, cientistas podem enviar um feixe de íons pesados ​​através de células e tecidos. Esse trabalho ajuda a NASA a obter uma melhor compreensão dos riscos de radiação enfrentados por humanos no espaço. Identificar as melhores maneiras de mitigar esses riscos e entender quais intervenções podem ajudar são prioridades de pesquisa contínuas da NASA.  Crédito: NASA/Laboratório Nacional de Brookhaven

Além disso, a parceria entre NASA, NOAA e Universidade de Michigan ilustra um modelo colaborativo para desenvolvimento de IA confiável em ambientes de altíssimo risco.

Esse formato, academia, governo e operações combinados, é cada vez mais relevante para organizações que desenvolvem ou adquirem soluções de IA para ambientes críticos, como saúde, energia e defesa.

Eventos de clima espacial intenso também representam ameaça direta à infraestrutura tecnológica terrestre.

Tempestades geomagnéticas severas podem causar falhas em redes elétricas, interromper comunicações via satélite, degradar sinais de GPS e afetar sistemas financeiros globais.

O astronauta da NASA Scott Kelly flutuando durante uma caminhada espacial. Crédito: NASA
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A capacidade preditiva desenvolvida para a Artemis 2 tem aplicação direta na proteção dessas infraestruturas críticas.

A missão está estabelecendo um novo recorde: 406 mil quilômetros de distância da Terra, superando os 400 mil km da Apollo 13 em 1970.

Mas o feito mais duradouro pode ser outro. Provar que inteligência artificial radiação solar preditiva é viável, escalável e confiável o suficiente para proteger vidas humanas no ambiente mais hostil que existe.

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Bibliografia

NASA

Danger: Space Radiation

Why is space radiation important?

It Show

NASA usa IA para blindar Artemis 2 da radiação solar

Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação

Nasa apostou em IA para monitorar saúde e segurança de astronautas na Artemis II

Análise audiovisual

Vídeo 1 Olhar Digital: Artemis 2: NASA usa IA para proteger astronautas da radiação solar

Vídeo 2 Experiências Virtuais: Artemis II: “O Perigo Invisível”

Vídeo 3 Universo para dormir: Tempestades Solares: O Que a Nasa Já Descobriu

Política de Uso

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IA Ajuda NASA Proteger Astronautas das Tempestades Solares e Monitorar Saúde | Nature Space

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