Atualizado 28 de janeiro de 2026 por Sergio A. Loiola
Físicos sugerem que a Massa e as forças fundamentais emergiriam da Geometria da curvatura do espaço-tempo, como a gravidade na Relatividade de Einstein.
Além disso, os cientistas estimam que poderia existir uma nova partícula, a “torstone”, relaciona a torção à curvatura do espaço-tempo, a ser observada em experimentos futuros.
A pesquisa foi publicada na Revista Nuclear Physics B.

A seguir veremos como os físicos embasaram essa nova teoria sobre a emergência da massa a partir da curvatura do espaço, e as implicações que poderia ter caso seja confirmado. Em texto, imagens e vídeos.
A massa poderia de fato emergir do espaço como a gravidade na relatividade de Einstein emerge da curvatura do espaço? Essa abordagem poderia simplificar a física? Deixe seu comentário no final!
Vídeo 1: A Massa Não Vem Do Higgs? A Geometria Oculta Que Pode Mudar A Física
Vídeo 2: A Geometria Oculta Do Universo Pode Ser A Realização Do Sonho De Einstein
Vídeo 3: Riemann: O Gênio Que Dobrou o Espaço | A Geometria Que Preparou Einstein
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Massa e forças fundamentais emergindo da geometria
Um dos problemas fundamentais da física teórica é compreender a origem das massas dos bósons de gauge e o papel da geometria nas interações fundamentais.
A geometria do espaço, onde as leis da física se desdobram, pode também conter respostas para algumas das questões mais profundas da física fundamental:
A própria estrutura do espaço-tempo pode estar na base de todas as interações na natureza.

Richard Pincak e colegas da Academia Eslovaca de Ciências estão propondo que todas as forças fundamentais da natureza e as propriedades das partículas podem emergir da geometria de dimensões extras ocultas.
De acordo com o estudo, o Universo pode conter dimensões invisíveis dobradas em intrincadas formas de sete dimensões, conhecidas como variedades G2 (ou coletor G2).
Tradicionalmente, essas estruturas têm sido estudadas como estáticas. Mas Pincak e seus colegas as consideram dinâmicas: Evoluindo sob um processo chamado fluxo de G2-Ricci, onde a geometria interna muda com o tempo.
“Assim como em sistemas orgânicos, como a torção do DNA ou a quiralidade dos aminoácidos, essas estruturas extradimensionais podem possuir torção, uma espécie de torção intrínseca,” explicou Pincak.
“Quando as deixamos evoluir no tempo, descobrimos que elas podem se estabilizar em configurações chamadas sólitons. Esses sólitons poderiam fornecer uma explicação puramente geométrica para fenômenos como a quebra espontânea de simetria,” acrescentou.
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A nova abordagem propõe uma alternativa baseada na torção geométrica, em que o “torstone” poderia ser medido para confirmar
No Modelo Padrão da física de partículas, o campo de Higgs confere massa aos bósons W e Z.
No Modelo Padrão, a massa dos bósons W e Z surge através do mecanismo de Higgs, mas isso requer a introdução ad hoc de um potencial escalar.

A nova abordagem propõe uma alternativa baseada na torção geométrica de variedades G₂, que poderia oferecer uma explicação mais natural para a quebra espontânea da simetria eletrofraca. Isso levanta diversas questões fundamentais:
1- É possível derivar a quebra de simetria diretamente da geometria?
2- Quais são as propriedades das soluções solitônicas do fluxo de Ricci G₂ ?
3- Quais são as consequências físicas de um mecanismo puramente geométrico?
Isto proporciona uma compreensão mais profunda da interação entre geometria e física de alta energia
Os autores sugerem que a massa poderia, em vez disso, surgir da torção geométrica em dimensões extras, sem a necessidade de um campo de Higgs adicional.
“Em nossa concepção, a matéria emerge da resistência da própria geometria, não de um campo externo,” disse Pincak.

A teoria também relaciona a torção à curvatura do espaço-tempo, oferecendo uma possível explicação para a constante cosmológica positiva que impulsiona a expansão cósmica.
Os autores chegam a especular sobre uma nova partícula, a “torstone”, que poderia ser observável em experimentos futuros.
O objetivo final é expandir a visão de Einstein:
Se a gravidade é geometria, talvez todas as interações sejam geometria. Como observa Pincak:
“A natureza muitas vezes prefere soluções simples. Talvez as massas dos bósons W e Z não provenham do famoso campo de Higgs, mas diretamente da geometria do espaço de sete dimensões.”
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Vídeo 2: A Geometria Oculta Do Universo Pode Ser A Realização Do Sonho De Einstein
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A física seria simplificada, e a emergência da massa, da gravidade e das forças fundamentais dispensariam o modelo que depende do Boson de Higgs
Conforme os autores, os resultados obtidos introduzem uma nova estrutura teórica que conecta a geometria diferencial com a física de altas energias, potencialmente ampliando nossa compreensão das forças fundamentais na natureza.

Imagem: Richard Pincák a et al. – 10.1016/j.nuclphysb.2025.116959
Interpretação Geométrica da Constante Cosmológica:
A geometria das dimensões extras e a curvatura do espaço-tempo são exploradas, com implicações para a constante cosmológica positiva observada experimentalmente, sugerindo que a geometria das dimensões extras pode estar diretamente relacionada à curvatura do nosso universo.
Esse resultado destaca o potencial da torção para desempenhar um papel fundamental na física de altas energias, particularmente em modelos que vão além do Modelo Padrão.
Solitons, influenciados pela torção, induzem a quebra de simetria que leva à geração de bósons de gauge massivos, oferecendo uma alternativa geométrica ao mecanismo de Higgs.
Ou seja, a física seria simplificada, e a emergência da massa, da gravidade e das forças fundamentais dispensariam o modelo que depende do Boson de Higgs.
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Bibliografia
Revista Nuclear Physics B
Artigo: Introduction of the G2-Ricci flow: Geometric implications for spontaneous symmetry breaking and gauge boson masses
Autores: Richard Pincák, Alexander Pigazzini, Michal Pudlák, Erik Bartos
DOI: 10.1016/j.nuclphysb.2025.116959
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Teoria Sugere que a Massa e as Forças Fundamentais Emergiriam da Geometria do Espaço


















