Atualizado 19 de junho de 2026

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Cientistas do clima alertam para uma alta probabilidade de ocorrer um El Nino muito forte a partir do final de 2026 e durante 2027, com impactos severos de calor, secas e chuvas intensas.

O alerta foi emitido pela Agência NOAA, (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), um dos principais órgãos globais que monitoram a temperatura no oceano Pacífico equatorial. 

A alta probabilidade de ocorrer um forte El Nino foi confirmada pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Mas o que são esses fenômenos periódicos, como o El Nino? Por que os indicadores sugerem forte anomalia? O que fazer para minimizar os impactos locais e regionais durante os períodos de maior risco.

Alarme de super El Niño eleva risco de chuvas intensas, secas e calor na América do Sul. Imagem: NOAA

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A seguir conhecermos o fenômeno climático El Niño, as consequências de um forte El Niño para as diferentes regiões, e o que devemos fazer para reduzir os riscos no campo e na agricultora, na cidade, indústria, transporte e atividades econômicas, e junto a população. Em texto, imagens e vídeos.

Vídeo 1: El Niño: o que esperar para o Brasil?

Vídeo 2: Super El Niño: fenômeno deste ano pode ser o mais forte dos últimos 140 anos

Vídeo 3: El Niño: Entenda os impactos globais do fenômeno climático

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Chances do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 são de 82%, e estimativa de 63% de ser muito forte, especialmente entre novembro e janeiro de 2027

É um fato que mudanças climáticas estão em curso no planeta. A partir das mudanças globais no clima podemos esperar alterações regionais, alta instabilidade, secas, chuvas intensas, ondas de frio e calor.

Dentro deste contexto de atenção da dinâmica climática o monitoramento dos oceanos e da atmosfera do NOAA emitiu um sinal de alerta vermelho para uma alta probabilidade de ocorrer um forte El Niño no final de 2026.

Climatologistas e cientistas ambientais apontam para uma probabilidade alarmante de que o planeta enfrente um evento de “Super El Niño” a partir do final de 2026, estendendo seus efeitos severos ao longo de todo o ano de 2027.

O Ultimo Super El Nino. Anomalia de temperatura da superfície do mar em dezembro de 1998 mostrada na figura acima. Os tons avermelhados indicam regiões com valores acima da média e os tons azulados as regiões com valores abaixo da média climatológica. Pode-se notar a região no Pacífico Central e Oriental com valores positivos, indicando a presença do El Niño. Dados cedidos gentilmente pelo Dr. John Janowiak – CPC/NCEP/NWS/NOAA-EUA.
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Caracterizado pelo aquecimento anômalo e persistente das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, este fenômeno de grande escala não altera apenas os mapas de temperatura, mas desregula completamente o regime de ventos e chuvas global.

O avanço desse supervento climático ameaça desencadear ondas de calor sem precedentes, secas históricas em biomas vulneráveis e episódios de precipitações torrenciais inundando outras regiões.

Mais do que registrar o recorde dos termômetros, a ciência do clima agora corre contra o tempo para desenhar planos estratégicos estruturados de controle manual de danos, visando minimizar os impactos na segurança alimentar, nos reservatórios hídricos, abastecimento de energia, agricultura e na infraestrutura urbana.

Essa antecipação da predição é necessária por que a magnitude e a frequência dos eventos climáticos extremos estão aumentando a cada ano, exigindo planejamento antecipado, dotação de recursos e estratégias imediatas de mitigação para conter impactos socioeconômicos e ambientais.

Anomalia de temperatura da superfície do mar na primeira semana de junho de 2026, indicando um super El Nino.  Imagem: Inmet
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As chances de o fenômeno El Niño se confirmar no segundo semestre e persistir até o fim de 2026 são de 82%, segundo prognóstico do Centro de Previsão da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), órgão que monitora a temperatura no oceano Pacífico equatorial.

Já a intensidade do fenômeno, em junho de 2026, a previsão é de que o fenômeno climático se intensifique até o final do ano, com uma estimativa de 63% de chance de se tornar muito forte entre novembro e janeiro.

Conheceremos a seguir o que é o fenômeno El nino, os seus efeitos regionais e o que devemos fazer para se preparar.

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Vídeo 1: El Niño: o que esperar para o Brasil?

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Aquecimento anormal das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial é apenas um dos indicadores da alteração do sistema clima

El Niño representa o aquecimento anormal das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

As anomalias do sistema climático como El Niño e La Niña representam uma alteração do sistema oceano-atmosfera no Oceano Pacífico tropical, e que tem conseqüências no tempo e no clima em todo o planeta.

No El Nino além da presença das águas quentes da Corriente El Niño são considerados também as mudanças na atmosfera próxima à superfície do oceano, com o enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de leste para oeste) na região equatorial.

O conteúdo de calor da camada superior do oceano equatorial (0-300 m) em toda a bacia é maior antes e durante os estágios iniciais de um episódio quente no Pacífico (El Niño) (compare os dois painéis superiores) e menor antes e durante os estágios iniciais de um episódio frio (La Niña). A inclinação da termoclina oceânica é menor (maior) durante episódios quentes (frios). Os valores recentes das anomalias de calor na camada superior do oceano estão acima da média e o índice de inclinação da termoclina está abaixo da média. Imegem: NOAA https://www.cpc.ncep.noaa.gov/products/analysis_monitoring/lanina/enso_evolution-status-fcsts-web.pdf
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Com esse aquecimento do oceano e com o enfraquecimento dos ventos, começam a ser observadas mudanças da circulação da atmosfera nos níveis baixos e altos, determinando mudanças nos padrões de transporte de umidade, e portanto variações na distribuição das chuvas em regiões tropicais e de latitudes médias e altas.

Em algumas regiões do globo também são observados aumento ou queda de temperatura.

Evento de El Niño e La Niña tem uma tendência a se alternar cada 3-7 anos. Porém, de um evento ao seguinte o intervalo pode mudar de 1 a 10 anos.

As intensidades dos eventos variam bastante de caso a caso. O El Niño mais intenso desde a existência de “observações” de TSM ocorreu em 1982-83 e 1997-98.

Os impactos do El Niño no Brasil são diferentes em cada Região

Conforme Gilvan Sampaio, meteorologista do INPE, no Brasil o El Niño tem impactos de seca no norte e no leste da Amazônia e no norte do Nordeste, durante o primeiro semestre do ano. Se o El Niño persistir no segundo semestre de 2026, poderá ter impactos no ano que vem.

Impactos do fenômeno El Niño na América do Sul para os períodos de verão (dezembro a fevereiro) e inverno (junho a agosto). Imagem: BTR1/CPTEC/INPE
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Para o Sul do Brasil, o impacto é na primavera do hemisfério Sul, em setembro. Por exemplo, aqueles impactos grandes no Sul do Brasil — que foram dois episódios de chuvas muito intensas durante o El Niño de 2023 —, ocorreram em setembro de 2023. Outro impacto ocorreu em abril/maio de 2024.

Caso se configure El Niño em julho ou agosto de 2026, significa que a região Sudeste terá um inverno menos frio do que o normal e pode ser que tenha períodos com ondas de calor.

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Vídeo 2: Super El Niño: fenômeno deste ano pode ser o mais forte dos últimos 140 anos

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Os feitos do El Niño são sentidos de formas distintas nas regiões brasileiras, mas todos são afetados de alguma forma, direta ou indiretamente

Conforme nota técnica emitida em conjunto pelo CPTEC, INPE e INMET, os efeitos do El Niño poderão ser sentidos de formas distintas nas regiões brasileiras.

1- Na região Norte, a expectativa é de seca e redução no volume de chuvas, o que faz com que os rios baixem de nível, dificultando o transporte de pessoas e mercadorias.

As comunidades ribeirinhas são as primeiras a sofrer com a dificuldade de acesso a alimentos, medicamentos e atendimento médico. Outro fator preocupante é que o clima mais quente e seco aumenta a incidência de queimadas e incêndios florestais.

Seca severa e aquecimento das águas do Lago Tefé em 2023, atingindo temperaturas superiores a 40 °C em toda a coluna d’água no local de monitoramento. Imagem. Artigo Science: https://www.science.org/doi/10.1126/science.adr4029
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2- No Nordeste, a consequência é a redução das chuvas e a escassez de água. Com menos precipitações, os reservatórios recebem menor volume hídrico, o que afeta o abastecimento e a produção agrícola.

A maior intensidade do calor também aumenta o risco de incêndios em áreas de vegetação.

3- No Centro-Oeste, os efeitos tendem a ser menos intensos, porém o aumento da temperatura também reduz a umidade do ar, cenário que favorece queimadas. Algumas áreas podem, no entanto, registrar chuvas dentro da média, elevando a umidade do solo.

4- A região Sudeste apresenta histórico mais variável: há locais com chuvas intensas e outros com períodos prolongados de estiagem e predominância de calor, fenômeno conhecido como “veranico”.

Outra pesquisa mostrou que está chovendo mais nas grandes cidades do que no campo. Os gráficos em azul mostram um valor positivo para o indicador UPA, sigla em inglês para “anomalia de precipitação urbana”. Imagem: Xinxin Sui et al. – 10.1073/pnas.2311496121 Leia mais: https://naturespace.com.br/cidades-passaram-a-receber-mais-chuvas-do-que-seu-entorno/

Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória podem registrar ondas de calor mais intensas que o normal, o que aumenta o consumo de energia elétrica.

5- A região tradicionalmente mais afetada no Brasil é o Sul, onde o principal efeito é o excesso de chuva, com enchentes, alagamentos de grandes áreas e deslizamentos de terra. Os três estados (PR, SC, RS) costumam enfrentar temporais mais frequentes e chuvas acima da média.

Anomalia climática faz chover mais intensamente sobre as cidades.
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Os efeitos desse fenômeno podem acabar aumentando o preço da conta de luz, encarecendo os alimentos e reduzindo a disponibilidade de água.

Em períodos de seca prolongada, a produção agrícola pode recuar, enquanto chuvas excessivas podem afetar estradas, moradias e plantações.

Desta forma, em diferentes graus de intensidade, todos são afetados de alguma forma, direta ou indiretamente pelos efeitos do El Nino. Problemas na produção de alimentos, crises no abastecimento de água e enchentes, transporte, viagens e doenças por viroses.

Se não podemos mudar e fenômenos da natureza, podemos e devemos buscar minimizar riscos, seus impactos, e se preparar cp,m antecedência para a sua ocorrência.

É o que veremos a seguir.

Vídeo 3: El Niño: Entenda os impactos globais do fenômeno climático

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O que Fazer e o que está sendo feito para se preparar para um El Nino muito forte

A intenção dos cientistas do clima em emitir alerta de fenômeno climático anômalo antecipado, como a alta probabilidade de um super El Nino, é para que as pessoas, a sociedade civil organizada, empresas, agricultores e governos façam planos de ação para reduzir risco e impactos, e tomem medidas antecipadas.

Enner Alcântara, professor do Programa de Pós-Graduação em Desastres Naturais (UNESP/Cemaden), lembra no EcoDebate e no Jornal da UNESP que a maior ameaça para o país não é o fenômeno em si, mas nossas velhas vulnerabilidades como a contínua falta de prevenção e de adaptação climática.

Reflorestar é uma medida imediata. Uma nova pesquisa sugere que existem cerca de 100 árvores por habitante na China. Crédito da imagem: zhihao/Getty Images

Ações no âmbito federal de prontidão para um provável super El Niño

Com a proximidade da chegada do El Niño, governo federal cria grupo de especialistas e passa a realizar reuniões semanais para acompanhar os impactos do fenômeno climático.

O grupo é composto por representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os especialistas se reuniam a cada 45 dias, mas a frequência dos encontros foi intensificada diante da previsão de agravamento dos impactos climáticos nos próximos meses.

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O grupo auxiliará o planejamento de ações federais em articulação com Estados, municípios, universidades e organizações da sociedade civil.

Desde o início do ano vêm sendo estruturadas medidas integradas para reduzir os efeitos de eventos extremos associados ao El Niño.

O governo também retomou a Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, grupo composto por 13 ministérios e nove autarquias federais que monitoram cenários e definem respostas emergenciais,

Estados, Municípios, órgãos regionais e locais precisam se preparar e instrumentalizar a sociedade

O coordenador-geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), meteorologista Marcelo Seluchi, reforça que as cidades precisam detalhar elementos como rotas de fuga e definir previamente espaços que servirão de abrigos em caso de emergência.

Anomalias negativas de temperatura no subsolo surgiram em meados de julho de 2025 e persistiram até meados de dezembro de 2025. De meados de dezembro de 2025 até o final de abril de 2026, anomalias positivas se desenvolveram e aumentaram gradualmente. Anomalias positivas persistem desde o final de maio. Omagem: NOAA. https://www.cpc.ncep.noaa.gov/products/analysis_monitoring/lanina/enso_evolution-status-fcsts-web.pdf
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Diante da previsão de um El Niño de moderado a intenso neste ano, especialistas do grupo de trabalho do governo federal aumentaram a frequência de encontros, antes realizados a cada 45 dias, para reuniões semanais.

Com a previsão de muitas ondas de calor e umidade baixa de agosto a outubro, Seluchi aponta a necessidade da criação de protocolos de calor, incluindo a suspensão de atividades ao ar livre, quando estas apresentarem perigo para a saúde.

O especialista lista como estratégia a definição de locais públicos para resfriamento, com ar-condicionado e água à disposição da população.

O aumento das temperaturas também afeta a economia global. Especialistas calculam perdas bilionárias, desaceleração do crescimento econômico e impacto negativo na produção agrícola.

Como as pessoas podem tomar medidas antecipadas para minimizar os impactos de um forte El Niño?

OMM/Muhammad Amdad Hossain Parque Nacional Los Glaciares, no sudoeste da província de Santa Cruz, Argentina . Imagem: ONU: https://news.un.org/pt/story/2026/06/1853311

Para minimizar os impactos de um forte El Niño, pessoas e comunidades devem agir com antecedência:

1-Elaborando planos de emergência familiares, contatos, rotas, configuração de celular com a defesa civil.

2- Armazenando água e alimentos não perecíveis,

3- Rvisar a infraestrutura das residências (telhados e calhas) e

4- Seguir as orientações de monitoramento meteorológico da Defesa Civil.

A preparação depende muito da região, já que os efeitos do El Niño variam no Brasil. As principais medidas de adaptação incluem:

  • Mochila de Emergência: Monte um kit para sobrevivência de 48 a 72 horas por pessoa, contendo água, alimentos, documentos plastificados, kit de primeiros socorros e lanterna.
  • Prevenção contra alagamentos e deslizamentos (Foco Sul e Sudeste): Limpe calhas e ralos regularmente. Se morar em áreas de risco de encosta ou inundação, tenha um plano de evacuação e rotas de fuga seguras mapeadas.
  • Prevenção contra secas e calor (Foco Norte, Nordeste e Centro-Oeste): Instale cisternas ou sistemas de captação de água da chuva. Adote hábitos para reduzir o consumo de água, evite queimadas e proteja idosos e crianças de ondas de calor extremo.
  • Acompanhamento Institucional: Acompanhe os prognósticos oficiais e alertas de risco diretamente nos canais da Defesa Civil (que possui central de monitoramento) ou pelo portal da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil para orientações voltadas ao seu município

Resumo

Mitigação Urgente: Cientistas enfatizam que ações preventivas locais — como o manejo eficiente da água na agricultura, reforço de encostas urbanas e estocagem de grãos — são vitais para amortecer a crise climática que se desenha.

Janela Crítica (2026-2027): Os modelos computacionais convergiram para o nascimento de um evento severo de El Niño no final de 2026, com pico de intensidade previsto para o primeiro semestre de 2027.

Extremos Climáticos: A assinatura clássica do fenômeno inclui secas agudas em porções da América do Sul e Sudeste Asiático, enquanto o sul das Américas enfrenta riscos severos de enchentes.

Impacto na Matriz Energética: O calor extremo eleva a demanda por refrigeração elétrica ao mesmo tempo em que a falta de chuvas em regiões estratégicas pode ameaçar os níveis dos reservatórios hidrelétricos.

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Bibliografia

NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) Prediction Center

ENSO: Recent Evolution, Current Status and Predictions

El Niño & La Niña (El Niño-Southern Oscillation)

Center for Climate Prediction/NCEP/NWS

EL NIÑO/SOUTHERN OSCILLATION (ENSO) DIAGNOSTIC DISCUSSION

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

O que precisamos saber sobre o El Niño e seus impactos para o Brasil?

El NiÑo – ENOS

ONU

ONU: mundo deve se preparar para El Niño “potencialmente forte” este ano

Análise Audiovisual

Vídeo 1 Olhar Digital: El Niño: o que esperar para o Brasil?

Vídeo 2 Jornalismo TV Cultura: Super El Niño: fenômeno deste ano pode ser o mais forte dos últimos 140 anos

Vídeo 3 CNN Brasil: El Niño: Entenda os impactos globais do fenômeno climático

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Clima: Efeitos de Um Super El Niño e o Que Fazer Para Minimizar os Impactos | Nature & Space

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