Atualizado 30 de maio de 2026

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Descoberta surpreendente mostra que dente siso tem células troncos raras que podem ajudar a tratar o coração, cérebro e articulações, e muda drasticamente a visão de vilão que se tinha sobre esse dente.

A pesquisa foi publicada na Revista Stem Cell Res Ther.

Estaríamos prestes a transformar o famoso “dente do juízo”, o siso, que muitas pessoas extraem ou tem pavor de tirar, em uma fonte preciosa de cura para órgãos vitais como o coração, articulações e o cérebro?

Imagem representativa do dente siso. Descoberta indica que células-tronco nos dentes do siso tem alto valor na medicina e odontologia regenerativa. Imagem: Copilot: IA da Microsoft

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A seguir veremos como essa descoberta surpreendente na biotecnologia revelou que o dente do siso esconde um tipo raro de célula-tronco com alto poder regenerativo para o corpo. Em texto, imagens e vídeos.

Vídeo 1: Dentes Do Siso Contém Células-tronco

Vídeo 2: Células-tronco dos dentes podem auxiliar no combate a doenças degenerativas

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Terceiros molares frequentemente removidos e descartados podem ser tornar um joia da medicina e odontologia regenerativa

Antes visto como um incômodo odontológico, o siso agora se torna um aliado valioso na medicina moderna, abrindo caminhos para tratamentos revolucionários de doenças no coração, cérebro e articulações.

Para a maioria das pessoas, extrair o dente do siso é sinônimo de dor de cabeça e repouso forçado.

No entanto, o que a odontologia e a biotecnologia acabam de descobrir transforma esse antigo vilão da boca em um dos maiores tesouros da medicina regenerativa.

Isolamento de células-tronco da polpa dentária (DPSCs) e células-tronco de dentes decíduos humanos esfoliados (SHEDs). As DPSCs e SHEDs isoladas do tecido pulpar de dentes permanentes e decíduos, respectivamente, têm potencial para serem fontes de células na medicina regenerativa. Imagem: Artigo: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7407391/
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Os terceiros molares frequentemente removidos e descartados podem ser tornar um joia da medicina e odontologia regenerativa.

Pesquisas inéditas revelam que a polpa do dente do siso abriga um tipo raríssimo de células-tronco multipotentes, dotadas de uma capacidade de diferenciação impressionante.

Esse avanço científico abre um horizonte revolucionário: em vez de serem descartados no lixo hospitalar, esses dentes podem se tornar uma fonte biológica pessoal valiosa, capaz de gerar tecidos para reparar danos no coração, regenerar neurônios no cérebro e restaurar articulações desgastadas.

Cada dente do siso contém polpa dentária, um núcleo macio repleto de células-tronco. Em laboratório, pesquisadores conseguem transformar essas células em tecido nervoso, ósseo ou cardíaco.

Notavelmente, células semelhantes a neurônios cultivadas em laboratório a partir de dentes do siso são capazes de emitir sinais elétricos. Isso significa que elas poderão, um dia, substituir células cerebrais danificadas.

Imagem representativa do dente siso. Descoberta indica que células-tronco nos dentes do siso tem alto valor na medicina e odontologia regenerativa. Capaz de gerar tecidos para reparar danos no coração, regenerar neurônios no cérebro e restaurar articulações desgastadas. Imagem: Copilot: IA da Microsoft
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Aproximadamente 10 milhões de dentes do siso são extraídos nos EUA a cada ano. A maioria é descartada, mas eles podem representar um recurso médico oculto. Novas descobertas sugerem que essas células podem ser a chave para futuras terapias.

Conforme descrevem os pesquisadores, as células-tronco da polpa dentária humana (hDPSCs) constituem uma alternativa promissora para a terapia celular do sistema nervoso central (SNC).

Ao contrário de outras células-tronco humanas, as hDPSCs podem ser diferenciadas, sem modificação genética, em células neurais que secretam fatores neuroprotetores.

No entanto, ainda é necessário um melhor entendimento de sua real capacidade de originar neurônios funcionais e se integrar às redes sinápticas.

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Vídeo 1: Dentes Do Siso Contém Células-tronco

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Células-tronco dos dentes do siso podem se transformar em neurônios funcionais?

Pesquisadores descobriram que o cloreto de potássio (KCl) e o ácido retinoico (RA) promovem o crescimento neuronal.

Esses dois componentes ajudam as células-tronco a se desenvolverem em células semelhantes a nervos. A equipe também testou como a exposição precoce ao soro fetal afeta esse processo.

Mecanismos de autorrenovação de células-tronco. As células-tronco são definidas por sua capacidade de gerar novas células-tronco (autorrenovação). A autorrenovação de células-tronco divide-se em dois processos: geração de células-filhas ou de células destinadas à diferenciação. Imagem: Artigo: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7407391/
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Eles compararam diferentes métodos de cultivo de células-tronco. As células cultivadas sem soro e como esferoides flutuantes apresentaram a melhor resposta.

Esse método criou um ambiente que estimulou o desenvolvimento nervoso. As células formaram longos ramos e estruturas finas semelhantes a neurônios.

Para medir o sucesso, os pesquisadores utilizaram diversas ferramentas de laboratório. Entre elas, imunofluorescência, testes genéticos e registros de atividade elétrica. Eles buscaram marcadores neuronais como DCX, NEUN e MAP2.

As células-tronco apresentaram componentes encontrados em células cerebrais reais. Entre eles, proteínas excitatórias e inibitórias. Essas proteínas ajudam os neurônios a enviar e receber sinais por todo o cérebro.

As células tratadas com KCl e RA produziram mais canais de sódio e potássio. Esses canais são vitais para o envio de impulsos elétricos. As células semelhantes a neurônios dispararam sinais e retornaram ao estado basal, assim como os neurônios reais.

Multipotência das DPSCs e SHEDs. As DPSCs e SHEDs podem se diferenciar em múltiplas linhagens, como osteoblastos, odontoblastos, adipócitos, condrócitos, células neurais, endoteliócitos, miócitos, hepatócitos e células pancreáticas, sob condições de cultura apropriadas. Além disso, as DPSCs também podem se diferenciar em células epiteliais da córnea e cardiomiócitos. Imagem: Artigo: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7407391/
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Assim, relatam os autores, que o estudo demonstra que as hDPSCs podem ser diferenciadas em células semelhantes a neurônios que exibem excitabilidade funcional, evidenciando assim o potencial dessas células-tronco humanas de fácil acesso para a engenharia de tecido nervoso.

Esses resultados destacam a importância da escolha de um protocolo de cultura apropriado para a neurodiferenciação bem-sucedida de hDPSCs.

No contexto descrito pelos pesquisadores, células-tronco da polpa dentária humana (hDPSCs) podem ser obtidas de forma fácil e rotineira a partir de cirurgias de extração do terceiro molar em adultos.

Ao contrário da maioria das células-tronco (isto é, embrionárias), o uso de hDPSCs implica menos restrições éticas, uma vez que são consideradas resíduos biológicos.

Além disso, as hDPSCs podem secretar fatores anti-inflamatórios e neurotrofinas, como o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) ou a neurotrofina-3 (NT-3).

Assim, no contexto de lesão cerebral, elas não são apenas boas candidatas para substituir o tecido afetado, mas também têm o potencial de contribuir para a neuroproteção da região lesada, podendo inclusive atenuar a inflamação crônica e o estresse oxidativo responsáveis ​​pela morte neuronal após danos degenerativos ou traumáticos ao SNC.

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Vídeo 2: Células-tronco dos dentes podem auxiliar no combate a doenças degenerativas

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Dentes do siso contêm células-tronco rara que podem auxiliar na reparação do cérebro e do corpo: potencial para futuras terapias utilizando tecido dentário descartado

O ambiente influencia a forma como as células-tronco se transformam em células semelhantes a neurônios. O cultivo dessas células em soro fetal bovino resultou em formatos achatados e fusiformes.

Mesmo após o tratamento neuronal, essas células se assemelhavam mais a fibroblastos, e não conseguiram adquirir a estrutura neuronal adequada.

Células-tronco nos dentes do siso tem alto valor na medicina e odontologia regenerativa
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Em contraste, células cultivadas em meio sem soro, em esferas flutuantes, comportaram-se mais como neurônios. Formaram pequenos corpos com ramificações longas e finas.

Essas formas dendríticas mimetizam melhor as células nervosas reais. O crescimento em esferoides conferiu às células-tronco uma identidade neural mais forte.

Para serem classificadas como neurônios, as células precisam de três características: devem apresentar formato neuronal, marcadores corretos e gerar potenciais de ação.

As células cultivadas em FBS apresentaram marcadores, mas careciam de estrutura e função. As células cultivadas em esferas apresentaram formato, mas atividade elétrica limitada.

No Brasil, Células-tronco extraídas de sisos podem auxiliar combate à osteoporose. Imagem: UBRA: https://www.ulbra.br/canoas/imprensa/noticia/23096/celulas-tronco-extraidas-de-sisos-podem-auxiliar-combate-a-osteoporose

Os pesquisadores adicionaram ácido retinoico (RA) e cloreto de potássio (KCl) para melhorar as características dos neurônios.

O RA favorece a sobrevivência e promove o desenvolvimento neuronal. O KCl aumenta a atividade e estimula o comportamento semelhante ao dos nervos. Esses tratamentos ajudaram as células-tronco a se comportarem mais como neurônios reais.

O resultado, embora muita pesquisa seja necessária, indicam que os dentes do siso contêm células-tronco que podem auxiliar na reparação do cérebro e do corpo.

Com o ambiente e os sinais adequados, essas células se tornam semelhantes a neurônios e se tornam ativas. Esta pesquisa demonstra o potencial para futuras terapias utilizando tecido dentário descartado.

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Bibliografia

Revista Stem Cell Res Ther 

Functional differentiation of human dental pulp stem cells into neuron-like cells exhibiting electrophysiological activity.

http://doi.org/10.1186/s13287-025-04134-7

Indicado para Consulta

Revista Biology (Basel)

An overview of the role of dental pulp stem cells in regenerative therapy.

doi: 10.3390/biology9070160

Análise Audiovisual

Vídeo 1 Que História é Essa, Max?: Dentes Do Siso Contém Células-tronco

Vídeo 2 Balanço Geral Joinville: Células-tronco dos dentes podem auxiliar no combate a doenças degenerativas

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Dente Siso Deixa de Ser Vilão: Tem Células Troncos Raras Que Podem Tratar o Coração, Cérebro e Articulações | Nature & Space

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